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Gestão de custos: entenda a sua importância

Você já ouviu falar em gestão de custos?   Conhecer bem o seu próprio negócio e ter controle sobre ele é primordial para o sucesso a longo prazo da sua empresa!   Além de conhecimentos básicos, como o seu produto e seu público alvo, também é importante acompanhar de perto a área financeira.    Afinal, é através de uma boa gestão de custos, que é possível administrar os custos de produção e comercialização dos seus serviços, bem como evitar prejuízos financeiros, possibilitando um crescimento saudável e sustentável. Por exemplo, uma boa gestão de custos sobre as despesas da sua empresa, pode auxiliar a identificar onde é possível cortar gastos, sem que isso prejudique o seu crescimento.   Por isso, preparamos um artigo para explicar melhor o que é a gestão de custos e a importância dela no dia a dia das empresas, além de algumas dicas de como fazer essa gestão de custos para ver sua empresa crescer com controle e efetividade. Vamos lá? O que é gestão de custos?   Para definirmos o que é a gestão de custos, é necessário definir primeiro o que é considerado custo para a empresa.   De maneira sucinta, é considerado custo todas as despesas e investimentos necessários para realizar as atividades e manter o dia a dia da sua empresa. Portanto, os custos vão desde o fornecimento de energia elétrica para o funcionamento da empresa, até os custos de mão de obra, transporte, salários. A lista é infinita…   Além disso, existem os gastos fixos, como aluguel, salário e manutenção de equipamentos. Bem como os gastos variáveis, que vão desde a matéria prima até a mão de obra e o combustível.   Embora seja lógico pensar que todo o empresário tenha conhecimento desses gastos, é importante também analisá-los minuciosamente, pois um bom controle e compreensão acerca deles será crucial para decisões financeiras, que proporcionarão uma margem de lucro maior para a empresa.   Infelizmente, muitas empresas acreditam que produtos de qualidade e ideias inovadoras são a única chave para o sucesso. E se esquecem de um fundamento básico, que é uma boa gestão de custos. Isso porque, uma gestão mal feita impacta diretamente na produtividade da empresa, muitas vezes levando até ao fracasso.   Portanto, é necessário contar com uma boa equipe de contabilidade, além do próprio gestor dedicar tempo necessário para a análise desses custos, através de tabelas, planilhas e outras informações que, com certeza, facilitarão nas tomadas de decisão para uma maior lucratividade.   Qual a importância da gestão de custos para uma empresa?   Independente do tamanho e do tempo que sua empresa tem, uma gestão de custos é imprescindível para uma administração eficiente na área financeira.   Uma gestão inteligente proporciona uma melhor organização sobre o faturamento, a lucratividade e o próprio nível de endividamento da empresa.    Com isso, é possível ter mais segurança na hora de identificar boas oportunidades de investimento, tomar decisões estratégicas e com isso, potencializar a sua margem de lucro.   Também sabemos que a competitividade do mercado está cada vez maior.    Portanto, esse controle de custos também funciona como um ótimo indicador de desempenho, pois evidencia o potencial competitivo da sua empresa, visto que uma gestão de custos feita de forma irresponsável, pode prejudicar a sua empresa a longo prazo, podendo levar até ao fracasso, isto é, colocando em risco a sua competitividade no mercado.   Além da importância, uma gestão de custos eficiente também pode trazer inúmeros benefícios para a sua empresa. A seguir, vamos listar alguns deles.    Continue a leitura!   Quais os benefícios que uma gestão de custos traz?   Diminuição de riscos   É sempre bom lembrar que um faturamento alto não quer dizer, necessariamente, que a saúde financeira da sua empresa está em dia. Muitas vezes, esses dados podem ser imprecisos, levando a sua empresa a tomar decisões arriscadas e consequentemente, colocando-a em risco.   Nesse sentido, uma gestão de custos aprofundada diminui os riscos e fortalece as estratégias e decisões tomadas.   Precificação e maior competitividade   Falamos acima sobre os gastos variáveis. Um controle eficaz a respeito desses gastos pode auxiliar na diminuição dos seus custos e também calcular o preço final de um produto a partir de um conjunto maior de aspectos.    Com preços eficientes e adequados em relação ao produto, a competitividade também cresce.   Lucratividade e crescimento gradual   Uma vez eliminados os gastos supérfluos, é possível direcionar esse valor em produtos de maior qualidade e mais competitivos dentro do mercado. Com isso, aumentando a lucratividade sem colocar em risco a saúde financeira da sua empresa. Dicas de como efetuar uma boa gestão de custos   Agora você já sabe a importância de uma boa gestão de custos e os benefícios que elas podem trazer para a sua empresa.    Essas medidas visam um crescimento saudável e gradual para a sua empresa, portanto, queremos reforçar que o ideal não é esperar sua empresa passar por problemas financeiros para começar a fazer esse controle de custos.    Pelo contrário, as empresas que crescem, mesmo em épocas de crise econômica, são aquelas que tem uma gestão permanente de custos, evitando, dessa forma, gastos desnecessários e investindo seus rendimentos com mais segurança e inteligência.   Por isso, separamos algumas dicas de como realizar essa gestão de custos, na prática. Visando, assim, alocar melhor seus recursos e otimizar processos com gastos menores.   Vamos a elas?   Verificar onde é possível cortar custos   Uma análise minuciosa através da gestão de custos permite identificar gastos supérfluos que, muitas vezes, podem ser até elevados em relação ao retorno que trazem.   Com a pandemia e o avanço da tecnologia, muitas empresas descobriram que já não é mais necessário contar com a presença física de diversos funcionários. Uma vez que as chamadas de vídeo e o armazenamento em nuvem facilitaram a comunicação e a mantiveram a produtividade, mesmo a distância.   A tecnologia também trouxe outros avanços, como a automatização de processos que, antes,

CAPEX E OPEX: Você sabe o que são e a diferença entre ambos?

Você já ouviu falar em CAPEX e OPEX?   Em reuniões empresariais é muito comum ouvirmos reiteradamente siglas como essas, isso porque elas são muito importantes nas tomadas de decisões quando estamos falando de investimentos e despesas.   Sabemos que gerir os gastos de uma empresa não é tarefa das mais fáceis. Afinal, é necessário ter um controle eficiente das suas despesas e realizar investimentos que gerem retorno financeiro. CAPEX e OPEX são dois termos econômicos que auxiliam as empresas no controle e ajuste dos seus gastos. Por isso, o domínio dessas duas siglas é essencial para o empreendedor que quer ver sua empresa crescer de forma saudável e responsável.   Mas, caso você ainda não conheça os conceitos de CAPEX e OPEX, fique tranquilo!   Preparamos um artigo para explicar o conceito desses dois termos. Também vamos pontuar as principais diferenças e vantagens de cada um, além de ajudar você na hora de escolher qual deles priorizar.    Fico curioso para saber mais?   Então vem conferir! CAPEX CAPEX é uma sigla para capital expenditure, que traduzindo significa despesa de capitais ou, como muitos chamam, investimento em bens de capital.   Em outras palavras, é o fundo utilizado para adquirir, reparar ou melhorar ativos fixos como equipamentos, veículos, serviços de instalação, até a compra de um edifício para comportar a empresa.    Por serem itens ou serviços que aumentam a qualidade e/ou a produtividade da empresa, são considerados investimentos ao invés de gastos.   OPEX Já OPEX significa operational expenditure, ou seja, se refere às despesas operacionais. Em outros termos, são os gastos cotidianos como aluguel, combustível, publicidade, manutenção de equipamentos, salários de funcionários, entre outros.   Diferentemente do CAPEX, esses gastos não vão gerar ativos de capital, contudo, eles são necessários para manter a operação do negócio. Por serem gastos fixos, os custos de OPEX são dedutíveis do imposto de renda no mesmo ano da sua realização.   Entenda melhor a diferença!   Vamos dar um exemplo simples para que os dois conceitos fiquem claros:   Imagine que a sua empresa efetuou a compra de um veículo para realizar a entrega de produtos. O investimento feito é considerado um gasto COPEX, o produto passou a ser mais vendido após contar com serviço de entrega e, por isso, trouxe um retorno financeiro.   Porém, a compra de um veículo envolve custos de manutenção. É necessário frequentemente realizar revisões, troca de óleo, abastecer. Esses gastos vão ser considerados gastos OPEX, isto é, despesas operacionais para manter o veículo funcionando.   Ficou mais claro?   É nesse momento do texto que o leitor costuma se perguntar: Mas afinal, em qual desses dois índices deve focar?   E a resposta não é simples, pois depende de diversos fatores.    Uma empresa de tecnologia pode optar pela compra de um data center, que vai incluir outros gastos como espaço, armazenamento, uma equipe de TI. Isso representaria um investimento CAPEX, pois trata-se da compra de um ativo para a empresa.   Mas é possível que essa mesma empresa esteja querendo evitar despesas iniciais muito altas. Por isso, prefere optar por um data center hospedado em nuvem. Dessa forma, as despesas de capital deixam de existir, já que este serviço será administrado por um provedor contratado.   Esse é um exemplo de troca de um investimento CAPEX, com a compra de um data center aliado a gastos com hardwares e funcionários, por um investimento OPEX, através de um serviço de hospedagem em nuvem.   Portanto, é o contexto da empresa aliado ao modelo de gestão que vai definir qual investimento é melhor para a sua empresa.   Leia também: Boas práticas de gestão financeira, contábil e tributárias em empresas de TI   Para facilitar a sua tomada de decisão, vamos pontuar, a seguir, algumas vantagens e desvantagens de investimento em COPEX e OPEX.   Siga a leitura!   Vantagens e Desvantagens de COPEX e OPEX   Vantagens do COPEX:   Retorno a longo prazo; Melhor controle sobre os gastos, uma vez que são custos fixos; É um gasto sempre assimilado como investimento, gerando aumento de lucro; Maior previsibilidade.   Desvantagens do COPEX:   Alto custo de equipe e investimento inicial; Depreciação dos bens adquiridos; Prazo curto para melhoria de desempenho; Maior dificuldade para a aprovação dos gastos.   Vantagens do OPEX:   Investimento inicial menor; Dedução na tributação do próximo ano; Maior flexibilização para negociar serviços; Melhor adaptação às mudanças do mercado.   Desvantagens do OPEX:   São vistos muitas vezes apenas como despesas, não investimentos. Inconstância do mercado; Custos altos a longo prazo caso não haja uma boa gerência. Por que é tão importante entender as diferenças entre CAPEX e OPEX?   Por mais que os dois índices representem gastos para a sua empresa, é imprescindível fazer a gerência de COPEX e OPEX separadamente.   Investimentos em COPEX tem influência direta nos ativos da empresa e, por isso, devem sempre ser feitos visando o retorno do investimento a longo prazo.   Ainda, por se tratar geralmente de gastos fundamentais, caso a empresa não possua o capital inicial para os investimentos, é razoável considerar a contratação de um empréstimo, se a compra for realmente essencial para o negócio.   Em contrapartida, no OPEX os custos são de curto prazo e devem ser pagos com o próprio fluxo de caixa.  OBS: Se o investimento em OPEX da sua empresa não estiver sendo quitado com o fluxo de caixa, recomendamos cuidado. Pode ser um sinal que a saúde financeira da sua empresa esteja comprometida.   Também vale relembrar que as despesas de OPEX são passíveis de deduzir do imposto no ano da sua realização.   Conclusão   Esperamos que ao final desse artigo você tenha compreendido o que são investimentos em CAPEX e OPEX, além das suas principais diferenças, vantagens e desvantagens.   Escolher o modelo que você deve investir, por outro lado, pode ser mais desafiador, tendo em vista que não há receita pronta.   É preciso ter em mente o objetivo principal desses gastos:

EBITDA – saiba o que é e como calcular

Dentro do ramo empresarial, é muito comum realizar avaliações sobre a atuação das empresas, por meio de indicadores de desempenho. Hoje trataremos de um dos principais indicadores utilizados atualmente: o EBITDA.   Através dele, é possível realizar análises sobre o desempenho financeiro da sua empresa, mais precisamente, em relação ao fluxo de caixa. Isto é, a capacidade da sua empresa em gerar lucro, levando em conta, apenas, as atividades operacionais.   Isso porque, esse índice não leva em conta outros fatores como juros, impostos, taxas e outras questões tributárias.   Ficou interessado em saber como avaliar a sua empresa através do EBITDA? Nesse artigo, vamos explicar pra você um pouco mais sobre esse índice, que pode ser um tanto quanto complexo, caso você não tenha uma boa compreensão de como calcular e analisar esses números.   Vem conferir!   O que é EBITDA?   Para compreender melhor esse índice, é necessário, primeiramente, entender o que significa essa sigla.   EBITDA significa Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization.    O que, traduzindo, fica: Lucros antes de Investimentos, Taxas, Depreciação e Amortização (LAJIDA).   Logo, esse índice vai calcular o fluxo de caixa, com foco na atividade-fim da empresa, levando em conta apenas as receitas e as despesas de uma empresa.    Pois, embora os juros, impostos e a inconstância do mercado sejam fatores que geram impacto na receita, eles não correspondem, necessariamente, a performance e a eficiência da sua empresa em gerar lucro.   Esse índice é importante para quem comanda a empresa, uma vez que o EBITDA vai proporcionar uma análise sobre a sua eficiência e, consequentemente, ajudar na tomada de decisões. Mas também serve para o mercado poder avaliar as empresas que trazem melhor retorno para o investimento de capital. Como calcular o EBITDA?   A forma para o cálculo do EBITDA é simples:   EBITDA = Lucro Operacional Líquido + Depreciação + Amortização   Mas é necessário realizar, primeiramente, o cálculo do lucro operacional para, em seguida, somar esse valor à depreciação e amortização.   Lucro Operacional   O primeiro passo para o cálculo do EBITDA é saber qual foi o lucro operacional líquido gerado pela sua empresa. Esse cálculo é feito pelo lucro operacional da empresa, subtraindo as despesas operacionais, comerciais e de gestão.    Esse cálculo está relacionado com o DRE – Demonstração do Resultado do Exercício, ou seja, é um resumo das receitas e despesas da empresa, dentro de um determinado período que é, habitualmente, anual.   É um relatório que, por si só, já traz informações enriquecedoras a respeito da posição financeira da sua empresa.   Feito esse cálculo, é necessário somar o valor gerado aos custos de amortização e depreciação.   Amortização e Depreciação   A amortização é, basicamente, o pagamento de dívidas feitas por uma empresa, de maneira parcelada, durante um determinado prazo.    Exemplificando, se a sua empresa solicitou um empréstimo de R$500 mil e realiza o pagamento dessa dívida em R$100 mil, por ano. O custo de amortização é de R$100 mil reais.   Já a depreciação diz respeito a perda de valor de um bem físico, conforme o tempo de uso, por conta do desgaste, utilidade e obsolência. Nesse caso, o exemplo mais comum é a compra de um veículo, que perde valor anualmente, isto é, desvaloriza, gerando a depreciação desse automóvel.   Portanto, se o índice de EBITDA está aumentando dentro de um período, é sinal que a sua empresa está sendo produtiva, rentável e lucrativa.   Vantagens do EBITDA   Vamos resumir agora algumas das principais vantagens dessa métrica, são elas:   Analisa apenas a capacidade e a evolução da geração de caixa da empresa   É um índice menos volátil do que o lucro líquido   Permite avaliar a eficiência e a produtividade por meio de dados que retratam, de maneira efetiva, a habilidade de vendas da empresa.   Auxilia a estimar as perspectivas de desempenho futuro do negócio   Indica o potencial de competição de uma empresa, quando comparada aos negócios concorrentes   Apresenta a comprovação da sustentabilidade econômica da empresa, através de dados confiáveis, para o mercado e acionistas. Como analisar o EBITDA?   Um índice de EBITDA positivo é, logicamente, melhor do que um negativo. Porém, é preciso avaliá-lo em conjunto com outros indicadores, a fim de identificar falhas e aspectos positivos que vão auxiliar na descoberta da sua saúde financeira. Através desses indicadores, é possível até mesmo fazer o valuation da empresa.   Mas uma análise de EBITDA isoladamente, pode ser de mais valia para avaliar o ciclo operacional da sua empresa. Se o ciclo operacional está sendo mantido de forma saudável, é sinal que a empresa sempre terá caixa suficiente para o capital de giro, o que é imprescindível para a garantia do sucesso do seu negócio.   Portanto, o EBITDA é considerado um indicador extremamente confiável para diversas análise, mas é preciso entender que ele também possui limitações e caso esteja buscando análises mais detalhadas, é importante saber aliar os dados mostrados no EBITDA junto a outros indicadores e ferramentas de análise.   Relação do EBITDA com as Startups   Sabemos que a análise financeira do modelo de startups não é o mesmo que analisar financeiramente empresas tradicionais, uma vez que a maior parte do seu valor está no futuro, ou seja, o valor  de uma startup está muito mais no seu potencial de crescimento do que, necessariamente, no resultado das suas receitas.    Muitas startups não gostam de compartilhar seus índices de EBITDA, nos anos iniciais, pois é muito comum que precisem do apoio de investidores, gerando, assim, números negativos mas que não querem dizer que a startup não tem potencial de lucro.   Apesar disso, uma análise de EBITDA pode ser muito vantajosa para startups, pois, através desse índice é possível saber exatamente em que momentosua a sua startup atingiu o ponto de equilíbrio e passou a gerar retorno sobre o investimento (ROI).   Conclusão   Nesse artigo explicamos pra você o que é EBITDA, a

E-book: Planejamento Financeiro para Startups

A falta de controle e planejamento financeiro é um dos principais motivos que levam ao fechamento de pequenas empresas e startups. Mesmo com o dinamismo das ações e a imprevisibilidade dos novos modelos de negócios, os empreendedores devem administrar desde o início as finanças, analisando dados e métricas que indiquem se a organização está tendo, de fato, bons resultados. Outro ponto que torna tão importante a administração financeira nas startups é a busca por investidores, que avaliam as finanças e projeções de retorno da organização. Pensando em todos esses aspectos, preparamos um material especial sobre Planejamento financeiro para startups, a partir das particularidades e desafios enfrentados nesses empreendimentos. Neste material você irá encontrar:  A importância do planejamento financeiro para startups; Os principais pontos e processos para execução de um planejamento financeiro; Vantagens de buscar serviços de outsourcing financeiro. Para baixar o material clique aqui   Baixe agora e impulsione o crescimento sustentável do seu negócio! Acompanhe o Blog da MK Soluções Empresariais e saiba mais sobre gestão de equipes, organização financeira e contábil.

BPO Financeiro: como funciona e quais os benefícios

Tomar conta da parte financeira de uma empresa é um trabalho complexo e precisa ser feito com muita cautela. Contudo, na pressa do dia a dia, muitos empreendedores acabam não dando a atenção que este setor tão importante do negócio merece. Aí é que deve-se começar a considerar a possibilidade de terceirizar o serviço, comumente conhecido por BPO financeiro. Empresas em fases iniciais, cujo orçamento normalmente é bem escasso, acabam não conseguindo, de imediato, bancar um setor financeiro exclusivo para o negócio, assim, é muito comum que os próprios gestores assumam o encargo, e muitas vezes sem sequer ter o olhar clínico e estratégico que as finanças de um empreendimento merecem. Ao buscar alternativas para esse gargalo na operação, o empreendedor se vê limitado, em orçamento, para contratar um profissional com experiência de mercado, pelo seu alto custo.  Nesse contexto, a contratação de uma empresa especializada em BPO financeiro nada mais é que um facilitador.  [Mas facilitador de que?] Nesse caso, podemos dizer que se trata de um ”facilitador de vidas de gestores”, que podem deixar que o setor seja administrado por profissionais que realmente entendem do assunto e, dessa forma, se dedicar de forma integral às atividades principais desempenhadas pela empresa.  E quais as consequências disso? Potencialização de resultados de forma acessível e ágil Vale destacar também, que algumas empresas de BPO possuem o foco de ser o próprio ”CFO as a service” do negócio, atuando como uma diretoria financeira que planeja e organiza estrategicamente as finanças do empreendimento a curto, médio e longo prazo. Quer entender um pouco mais sobre o assunto? Acompanhe nosso artigo que vamos te explicar o que é um BPO Financeiro e quais os benefícios que ele traz para o negócio! O que é o BPO financeiro?   Primeiramente vamos entender o significado da sigla BPO: Business Process Outsourcing.  Traduzindo para o português, significa terceirização dos processos de negócios. Ou seja, na prática, o BPO financeiro é quando um empreendimento contrata uma outra empresa terceirizada que fará a gestão das suas finanças. Como dissemos anteriormente, empresas com o orçamento reduzido ou que não possuem um responsável exclusivamente para este setor são as que mais se beneficiam ao contratar um BPO Financeiro.  Contudo, vale ressaltar, que qualquer empresa pode realizar essa terceirização. No caso de empresas maiores, este modelo auxilia a equipe a se desvincular de atividades que prejudicam seu desenvolvimento.  Vale destacar também que além da parte financeira da empresa, a terceirizada também pode realizar a parte contábil.  A escolha da mesma empresa para realizar o BPO financeiro e a contabilidade é uma grande vantagem. Afinal, isso oportuniza que a empresa alinhe os processos das duas áreas, mantenha o controle de uma forma muito mais efetiva e, consequentemente, alcance resultados satisfatórios antes do esperado. Mas aqui vai uma observação importante! Os serviços mencionados acima, apesar de serem vistos como complementares, não se confundem e devem ser executados de forma independente.  O que faz um BPO financeiro?   Primeiramente, vamos ressaltar que cada empresa possui exigências diferentes e o trabalho de um BPO financeiro pode mudar em cada organização. No entanto, de modo geral, no BPO financeiro qualquer atividade do setor pode ser terceirizada, desde tarefas mais operacionais até tarefas estratégicas. Elencamos algumas tarefas operacionais que podem ser terceirizadas: Contas a pagar e a receber; Fluxo de caixa; Conciliação bancária; Emissão de documentos fiscais; Agendamento de pagamentos; Cobrança de Inadimplência Contato com Fornecedores Entre outros. Também são inúmeras as tarefas estratégicas desempenhadas pelo BPO, dentre elas, podemos citar a criação e manutenção do orçamento empresarial, análise periódica de resultados, criação e acompanhamento de KPIs, projeções de fluxo de caixa e assim por diante. Como um todo, as ações estratégicas do BPO financeiro variam da própria demanda da organização: O time de BPO atuará onde houver a necessidade de gestão e inteligência financeira.  Quando falamos de Startups, por exemplo, uma outra atividade de extrema relevância realizada pelo BPO financeiro é a análise e preparação da empresa para receber um investimento externo. Inclusive, destacamos que em nosso artigo ”Aporte financeiro: como preparar a sua empresa para receber um investimento”, abordamos inúmeras dicas sobre como organizar a sua gestão financeira para receber um aporte. Confira!  Qual a importância do BPO financeiro? E por que contratá-lo?   Em empresas muito jovens ou startups que desejam crescer e alcançar a escalabilidade o mais breve possível, um dos ativos mais escassos é o tempo. Dessa forma, a contratação de um BPO Financeiro para modelos de negócio como esses, auxilia (e muito!) o empreendedor a focar no que realmente importa: seu serviço/produto principal.  Além disso, atividades como controle de fluxo de caixa e diagnósticos de problemas financeiros geralmente são realizadas de maneira muito mais precisa e eficiente, afinal, a gestão das finanças da empresa estará nas mãos de especialistas no assunto, com vasta experiência profissional. Pois bem, como dissemos, a terceirização do setor financeiro reflete em pontos que vão muito além da parte operacional, auxiliando, inclusive, nas tomadas de decisões dos gestores, com foco total no crescimento do negócio. Assim, a proposta de valor do BPO Financeiro é entregar Gestão e Inteligência Financeira de alto nível, de forma acessível e sem desfocar o empreendedor dos seus objetivos estratégicos.  A otimização dos resultados financeiros da empresa é o ponto chave! 6 benefícios ao utilizar o BPO financeiro   Agora que você já sabe o que é um BPO financeiro e entendeu de forma geral como ele funciona, listamos 6 benefícios que esse serviço traz para as empresas.  1- MELHORA NO CONTROLE FINANCEIRO Infelizmente ainda é muito comum que o setor administrativo de empresas seja desorganizado (principalmente quando se tratam de pequenos negócios ou Startups). Por essa razão, não podemos deixar de falar sobre o controle financeiro como um dos principais benefícios. Afinal, ao contratar uma equipe especializada para cuidar do seu setor financeiro, você terá um controle rigoroso sobre as entradas e saídas, além de uma análise do cenário atual e futuro do negócio.  2- GANHO DE TEMPO Certamente você já ouviu

ARR e MRR: por que são tão importantes para as empresas SaaS e como calcular?

Em todas as empresas, ter o controle sobre os resultados a partir de métricas é de extrema importância. Afinal, o sucesso empresarial e a prevenção de riscos estão diretamente ligados aos números. Nas empresas SaaS as métricas são um pouco diferentes, sendo que a ARR e a MRR são as mais conhecidas. Neste modelo de negócio o seu desenvolvimento  está associado à satisfação do cliente, por isso medir e otimizar as métricas é fundamental. Contudo, é normal que muitas pessoas confundam os indicadores ARR e MRR. E se você for uma dessas pessoas, não se preocupe.  Neste artigo vamos explicar tudo sobre elas e como aplicá-las na sua empresa SaaS. O QUE SÃO ARR E MRR? Vamos começar por ordem alfabética? ARR ARR (Annual Recurring Revenue) significa, em português, faturamento recorrente anual. Em outras palavras, é um ótimo indicador da saúde do faturamento da empresa, pois estima o valor anual a partir das assinaturas. Nesse sentido, essa métrica faz com que o gestor tenha um panorama da situação financeira vigente da empresa. Ou seja, é possível observar se as metas estão sendo atingidas ou se será necessário revisá-las. Assim como, permite analisar se é preciso fazer trocas de preços ou até mesmo lançar novos produtos. MRR MRR (Monthly Recurring Revenue) significa , em português, receita recorrente mensal. Resumidamente, ele auxilia no fornecimento de informações que proporcionam a realização de análises para o crescimento da empresa e também de valores futuros da empresa. Essa métrica liga as áreas de gestão estratégica e financeira. Ou seja, facilita que os setores da empresa que precisam de investimento para melhorar as vendas sejam identificados. Qual a diferença entre o ARR e MRR? O faturamento recorrente anual (ARR) é calculado anualmente, enquanto a receita recorrente mensal (MRR) é avaliada mensalmente. Ou seja, uma dá uma visão micro da empresa e a outra dá uma visão mais macro. Nesse sentido, as duas métricas oferecem informações sobre a qualidade do negócio e viabilizam que o gestor e a equipe tomem decisões consideravelmente importantes para melhorar ainda mais suas vendas e alcançar as metas de faturamento. Além disso, enquanto o MRR é um dado comprovado e oficial da sua empresa, o ARR é uma projeção do mesmo, e portanto, não apresenta a mesma precisão do MRR. Nesse caso, sugere-se que ações mais finais e que necessitem maior precisão, tenham o MRR como base. Resumidamente, o ARR é usado para realizar o planejamento das ações no médio e longo prazo. Mas, o MRR funciona mais para as ações de curto prazo. As duas métricas ajudarão na construção do seu planejamento estratégico. Então, se você tem dificuldade ou não sabe como iniciar o da sua empresa, nós aqui da MK elaboramos um e-book que te oferece o passo a passo sobre o assunto. Você pode conferir clicando aqui. QUAL A IMPORTÂNCIA DESSAS MÉTRICAS PARA EMPRESAS SaaS? Como toda métrica, o cálculo ARR e o cálculo MRR trazem muitos benefícios para a saúde financeira da empresa. Com o MRR é possível obter uma visão do futuro da empresa e assim tomar as decisões para um melhor desenvolvimento e faturamento. Outro ponto benéfico do MRR é a possibilidade de criar estratégias de fidelização dos clientes. Afinal, através dele também podemos medir outras métricas complementares, de retenção e crescimento da receita com a nossa base. Assim, estas métricas definirão estratégias de retenção, captação e potencialização da receita com nossos clientes recorrentes. COMO CALCULAR O MRR? Como falamos anteriormente, o MRR é uma métrica que traz uma receita previsível mensalmente para as empresas. Ou seja, é possível verificar os ganhos do negócio, com o cálculo sendo feito da maneira correta. São duas formas de calcular o MRR. 1ª maneira de calcular o MRR Nesta primeira maneira, o número de pagamentos recebidos mês a mês é considerado. Ou seja, o valor pago pelos clientes assinantes do seu serviço. O cálculo é bem simples, basta somar todas as assinaturas que vencem no próximo mês. Mas lembre-se de não considerar os serviços variáveis como taxas de adesão. MRR = VALOR TOTAL RECEBIDO 2ª maneira de calcular o MRR Já na segunda maneira, o cálculo é feito pelo total de clientes ativos multiplicados pelo valor mensal pago pelos clientes assinantes dos seus serviços. MRR = Média recebida*total de clientes  Após esse cálculo inicial, é necessário realizar outros três cálculos para comparar o MRR do mês anterior em relação ao atual. Chamamos de novos MRR, MRR adicionados e MRR cancelados (vamos ver sobre eles no próximo tópico). Como calcular o crescimento do MRR? A princípio, todos os meses a sua empresa ganha, perde ou atualiza os contratos e consequentemente tem novas receitas provenientes desses novos clientes.  Por isso, se deve calcular o crescimento do MRR. Novos MRR: São os novos clientes adquiridos. Se o seu negócio ganhou 3 novos clientes nesse mês que pagam R$100,00 por assinatura, então o seu novo MRR para este mês será de R$300,00. MRR adicionados (Upsell ou Downgrade): Neste caso, são os clientes que atualizaram os seus planos. Se 3 clientes atualizarem seus planos de R$100,00 para R$200,00 o seu cálculo será de expansão (Upsell). Ou seja, você terá R$300,00 a mais de receita recorrente mensal. O processo pode ser também para diminuir o valor do plano (Downgrade). MRR cancelados (Churn): O Churn se refere aos valores de receita perdidos por conta de clientes que cancelam o seu contrato de assinatura. Se 3 clientes de R$100,00 cancelamos seus planos, o Churn será de R$300,00. Importante ressaltar que estas métricas não são importantes apenas para cálculo de Crescimento de MRR: Todas tem um valor individual para a tomada de decisões. Portanto, cuide e acompanhe estas métricas! Por fim, para calcular o crescimento do MRR você deve considerar os três aspectos anteriores numa mesma fórmula: Crescimento MRR = Novos MRR + MRR adicionado – MRR cancelado Dessa forma, é possível acompanhar o seu crescimento em relação aos meses anteriores. Além de visualizar melhor os seus resultados. COMO CALCULAR  O ARR? O cálculo para descobrir a

Os indicadores financeiros mais importantes para o sucesso empresarial

Para que uma empresa cresça e se desenvolva  de maneira saudável é imprescindível, dentre outros pontos, entender e saber analisar todos os detalhes que envolvem seus indicadores financeiros. Afinal, eles são os grandes responsáveis por apresentar uma visão ampla e esclarecedora sobre as finanças de um  negócio.    Nesse contexto, os demonstrativos financeiros têm como função não só avaliar o desempenho corporativo, como também conduzir, da melhor forma possível, a alocação de novos recursos. Além de, claro, nortear a realização de novos planos de ação e outras estratégias.   [Mas como e porque utilizar esses indicadores?]   Acompanhe nosso artigo que vamos te explicar o que é um indicador financeiro, quais os principais indicadores, como analisá-los, entre outros pontos pertinentes ao assunto.   Primeiramente, falaremos um pouco mais sobre o que é um indicador financeiro e a sua importância para a tomada de decisão no negócio.    Boa leitura! O que são indicadores financeiros?   Em seu livro, Análise Financeira das Empresas, o escritor José Pereira da Silva define indicadores financeiros como relações entre contas ou grupos de contas das demonstrações contábeis que tem por objetivo nos fornecer informações que não são fáceis de visualizar de forma direta nos referidos demonstrativos.   Em outras palavras, os indicadores financeiros entregam informações sobre a saúde da empresa. Por essa razão, são imprescindíveis para a análise da performance organizacional, vez que uma análise adequada possibilita tomadas de decisões mais assertivas.   Qual a importância dos indicadores financeiros na tomada de decisão?   Os indicadores financeiros são cruciais para tomar decisões mais precisas e objetivas, embora não sejam as únicas circunstâncias analisadas.   Através dos indicadores financeiros, os gestores e stakeholders, conseguem comparar resultados anteriores  com o desempenho  atual da empresa, possibilitando, assim, o desenvolvimento de estratégias bem definidas para o futuro do negócio.   Além disso, é importante ressaltar que, tomar decisões pautadas nos indicadores financeiros, normalmente geram resultados mais eficazes, pois se baseiam em informações reais e concretas sobre a  empresa. Ao contrário de executar decisões com base em teorias e suposições infundadas que acabam prejudicando o desempenho do negócio.   Outro ponto importante é a possibilidade de interpretar os resultados que os indicadores financeiros demonstram sobre o negócio, alinhando esses resultados com o planejamento estratégico.      Ou seja, os indicadores financeiros representam um valioso feedback sobre as práticas de gestão da empresa, apontando pontos de melhoria ou de validação das decisões tomadas. Assim, é possível não apenas definir cortes de gastos, mas até novas frentes de investimento. Os principais indicadores financeiros para o sucesso da empresa   Agora que você já sabe o que é um indicador financeiro e já entendeu a importância dele na tomada de decisão, vamos te apresentar os principais indicadores.   Vamos lá?   MARGEM BRUTA Margem Bruta = Lucro Bruto/ Receita Total x 100   Medir a rentabilidade do negócio é a principal função da margem bruta. Mais precisamente, ela sinaliza qual a porcentagem de lucro em cima de cada venda.    Este indicador é interessante pois você pode analisar qual produto tem uma melhor margem bruta e, assim, rever a estratégia.   Exemplo: Você vende o produto X por R$ 40, mas gasta R$ 20 até ele estar pronto para venda. Contudo, o produto Y você vende pelos mesmos R$ 40, mas gasta apenas R$ 15. Logo, com esses resultados, seria interessante pensar numa estratégia para aumentar o número de vendas do produto Y.   MARGEM EBITDA (LAJIDA) Margem EBITDA = EBITDA / Receita Líquida x 100 Sendo que: EBITDA = Lucro Operacional Líquido + Depreciação + Amortização   A margem EBITDA é a abreviação de Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization. Em português significa Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (por isso a  abreviação LAJIDA).   Este indicador mostra a propensão da empresa em gerir recursos mediante as atividades operacionais. Ou seja, ajuda os analistas a entenderem a situação financeira da empresa, uma vez que demonstra se os ativos operacionais da empresa estão gerando caixa. MARGEM LÍQUIDA Margem Líquida = (Lucro Líquido / Vendas) x 100   A função da margem líquida é mostrar, em porcentagem, o que restou das vendas que a empresa fez após o pagamento de todas as despesas e o imposto de renda.    Isto é, se o lucro líquido da empresa é 15%, significa que a cada R$ 100 vendidos, R$ 15 é o que resultou para o lucro líquido e os outros R$ 85 foram utilizados para realizar os pagamentos das despesas e impostos. MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO Margem de Contribuição = Preço de Venda – (Custo Variável + Despesa Variável)   Este indicador mostra para os stakeholders a quantia em dinheiro que restou da receita da venda de um determinado produto ou serviço, depois de retirar os gastos variáveis.    A margem de contribuição é muito importante para utilizar os recursos de uma maneira apropriada. Afinal, evidencia qual dos produtos ou serviços geram uma maior margem para a empresa.   PONTO DE EQUILÍBRIO (BREAK EVEN POINT) Ponto de Equilíbrio = Despesas Fixas / Margem de contribuição   O próprio nome desse índice financeiro já explica a sua finalidade. O ponto de equilíbrio é o cálculo para saber qual a receita mínima que a empresa precisa para pagar todos os seus custos e despesas. Ou seja, sem lucro ou prejuízo.   Além de ser um dos importantes indicadores financeiros, é crucial que a empresa saiba se o equilíbrio já foi atingido e também como calculá-lo, tal como abordamos no artigo ”Break Even: sua empresa já atingiu o equilíbrio financeiro?”.    LIQUIDEZ CORRENTE Liquidez Corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante   A liquidez corrente mostra a capacidade que a empresa possui para  cobrir os custos das suas dívidas a curto prazo.    Assim, a depender do valor que resultar o cálculo, a análise da situação do negócio será diferente.     Maior que 1: Há capital para liquidar as dívidas a curto prazo. Igual a 1: Os valores a receber e a pagar são equivalentes, a

O que é Cap Table e como ele auxilia na aquisição de investimentos

Sustentar a manutenção e o crescimento de Startups, diante do cenário instável em que se inserem é uma difícil tarefa enfrentada por empreendedores. Contudo, o Cap Table, se organizado e mantido de forma saudável, pode ser um importante aliado nessa jornada.    Não é novidade que modelos de negócios como as Startups já nascem com um objetivo traçado: captar investimentos para alcançar a escalabilidade. Assim, qualquer descuido ou ”ponta solta” na gestão do negócio, pode ser extremamente prejudicial para as negociações.    Até aí, ok. Mas, afinal, o que é o chamado ”Cap Table” e qual a sua influência na aquisição de investimentos em Startups?   Acompanhe nosso conteúdo que vamos explicar detalhadamente o que exatamente significa este termo e a sua importância para a aquisição de investimentos.   O que é Cap Table?   Cap Table é a forma mais usual e contraída do termo em inglês “capitalization table”. A sua tradução literal indica a chamada Tabela de Capitalização.    De maneira resumida, podemos dizer que o Cap Table é uma tabela onde estão descritos não só os acionistas e investidores de uma empresa, mas também a participação real de cada um deles na sociedade.    Um dos grandes objetivos de um  Cap Table é  manter todos os acionistas cientes da situação dos seus investimentos no negócio, evitando, assim, eventuais conflitos de interesses numa possível discussão por direitos e participações na empresa.   [QUEM tem e QUANTO tem dentro da sociedade?]   Se faça essas perguntas na elaboração do Cap Table! Elas são essenciais e impactam diretamente na saúde financeira e organizacional da empresa, pois é exatamente por onde tudo começa.    De início, pode até parecer algo relativamente fácil ou bobo, mas quando os gestores começam a pensar em formas para atrair aportes financeiros, ter um Cap Table atualizado e organizado pode fazer toda a diferença e, sobretudo, demonstrar a maturidade da Startup.    Vale destacar, também, que além de demonstrar as porcentagens de bens, a tabela precisa conter as diluições, o valor do equity em cada uma das rodadas, garantias, stock options de cada pessoa dentro do negócio (seja um fundador, sócio,  investidor ou outro).   E por essa razão é que a cada estágio que a Startup avança (em todos os aspectos), o cap table vai sendo ”alimentado” e ganhando alta complexidade.   Qual a importância do Cap Table?   A grande maioria das Startups são caracterizadas por um produto inovador, um capital de giro mínimo e a clássica e constante busca por investimentos até que se torne um modelo de negócio repetível e escalável.   Normalmente essa modalidade de negócio, nos períodos iniciais, apresenta poucos sócios e investidores, por isso é tão comum a falsa sensação de ser desnecessária a elaboração de um cap table.    No entanto, como dissemos, a chegada de investidores e outras circunstâncias que impactam diretamente no negócio, podem fazer a situação fugir do controle e virar uma verdadeira bola de neve, descredibilizando, assim, o serviço dos gestores da empresa.   É pautado nisso que está a importância da elaboração de um Cap Table, pois ele é um dos importantes fatores que transmitirão CONFIABILIDADE à quem pretende apostar naquela ideia de negócio.   Transmitir confiança aos investidores em potencial, é um dos passos fundamentais a serem dados pelos gestores, isso porque, o investidor precisa entender, detalhadamente, em que ”solo está pisando” e, principalmente, se futuramente não haverá problemas ou conflitos de interesse na distribuição do lucro.    Em resumo, a realização e  manutenção de uma Cap Table clara e objetiva é uma prática extremamente saudável e necessária para toda startup que pretende ter sucesso entre as rodadas de investimentos  e no processo de escalabilidade.   Não basta só elaborar, mantenha o Cap Table organizado!   A empresa certamente ganhará alguns pontos positivos no  processo de convencimento do investidor, se  apresentar um cap table completo e organizado. Afinal, isso demonstrará não só a transparência do processo de negociação, mas também uma maior facilidade nas simulações e análises de potenciais resultados a partir do aporte financeiro eventualmente realizado.   É imprescindível, portanto, que o intuito seja sempre impactar de maneira positiva os acionistas e os potenciais investidores, permitindo, assim, uma visão ampla do negócio e que transmita segurança e confiança no empreendimento.   Como montar um Cap Table?   Antes de mais nada, é importante mencionar que o processo de elaboração de um cap table – ainda que se trate de uma empresa em fase inicial – requer o acompanhamento de um profissional especializado, para que se evite erros ou omissões que possam gerar dores de cabeça futuras com os demais sócios ou acionistas.     Pois bem, agora vamos aos passos:   Para a montagem da Cap Table, o primeiro passo é indicar o investimento total realizado na startup, além dos investimentos feitos em cada fase do ciclo de crescimento (é possível fazer isso em uma folha ou planilha).    Para o segundo passo é necessário informar o nome dos investidores, agrupados conforme cada fase em que eles investiram.     Este passo é importante para identificar: Quem são os fundadores? Quem são os colaboradores da segunda fase? Qual o investimento líquido de cada um dos sócios? Qual a porcentagem desse investimento em relação ao total?   Importante: sempre atualize as planilhas e tabelas com as alterações de cada rodada, assim o risco de deixar alguma informação para trás é bem menor.    E não se esqueça! Conforme dissemos, um cap table completo e objetivo que auxiliará na atração e convencimento de bons investidores deve contar com informações claras sobre o Valuation da empresa em cada momento de investimento, além do  valor da equity em cada rodada, as garantias, as participações futuras dos investidores, os stock options distribuídos pelo negócio e o percentual de diluição de equity.   Vesting e Stock Options   Vesting é uma estratégia  utilizada  para reter  talentos na empresa e estimulá-los a participar dos riscos do negócio. Nesse caso, é  firmado um contrato onde os gestores oferecem  uma participação

Fluxo de Caixa Descontado: saiba como e quando aplicá-lo

Existem vários métodos e ferramentas capazes de calcular o Valuation de uma empresa e assim, demonstrar o seu potencial de investimento. Nesse artigo nós abordaremos um dos mais utilizados: O Fluxo de Caixa Descontado.    [Quanto vale a minha empresa?]   Saber o valor da empresa certamente é um dos questionamentos mais recorrentes para quem vive do empreendedorismo, afinal, isso pode impactar diretamente em inúmeras decisões de cunho estratégico: a captação de investimentos e aquisição/fusão de empresas, são dois exemplos clássicos.   Quem acompanha o ecossistema de Startups, sabe que esses novos modelos de negócio imersos em um cenário de riscos e incertezas (mas com ideias muitas vezes promissoras) já nascem com uma meta preestabelecida: Se preparar para captar investidores.    Por outro lado, quando falamos de empresas já consolidadas no mercado, o que muito se busca é a famosa abertura de capital, ou seja, o empreendimento lança mão de cotas de seu capital para fundos de investimentos, com o objetivo de aumentar sua base acionária.   Nesse contexto é que se destaca o Valuation como um verdadeiro divisor de águas. Afinal, demonstrar o valor de uma empresa e o seu potencial de crescimento e lucratividade certamente será um forte indicativo de atratividade.    Ok, mas o que é exatamente o Fluxo de Caixa Descontado e como aplicá-lo em um empreendimento?   Aqui é onde chegamos ao X da questão. Acompanhe o conteúdo que explicaremos.     O QUE É O FLUXO DE CAIXA DESCONTADO?   Provavelmente em algum momento da sua vida você já ouviu de alguém aquele famoso clichê ”tempo é dinheiro”, né? No mercado de investimentos empresariais, essa expressão se dá sob uma outra perspectiva: Qual seria o (des)valor do dinheiro ao longo do tempo?   O princípio basilar do Fluxo de Caixa Descontado é exatamente esse, o valor do dinheiro no tempo, ou seja, quanto de dinheiro é aplicado hoje e o quanto de retorno é recebido amanhã.   Para contextualizar, é importante deixar claro que o Fluxo de Caixa Descontado (DFC) pode ser empregado para diversos fins, como o cálculo de um projeto específico, de um ativo ou do valor de uma empresa. Contudo, neste artigo, abordaremos apenas o uso do método para precisar quanto vale uma empresa.   Normalmente o recurso do DFC é utilizado quando existem investidores interessados em conhecer um negócio e avaliar o seu potencial de rentabilidade. Por isso é considerado, em alguns casos, como um forte aliado das tomadas de decisão.   Então, resumidamente, o Fluxo de Caixa Descontado é uma metodologia que calcula o valor de um negócio, projetando fluxos de caixa futuros.    E quais indicadores o cálculo inclui?    O cálculo inclui o que a empresa gera de riqueza descontada uma taxa que normalmente é composta pelo custo do capital, além dos riscos associados ao empreendimento. MAS AFINAL, QUANDO DEVO APLICAR O MÉTODO DO FLUXO DE CAIXA DESCONTADO?   Como dissemos, essa é uma das formas mais utilizadas para calcular o valor de empreendimentos, então de certa forma, é de se considerar um grau bem relevante de aceitabilidade.    Mas para esclarecer a aplicabilidade eficaz da ferramenta de uma maneira mais objetiva, dividiremos em duas linhas empresariais:   Empresas já estabilizadas no mercado (que se preparam para a Oferta Pública Inicial, ou já operam com capital aberto)    Startups (que se preparam para o recebimento de aportes financeiros).   Empresas consolidadas   Em empresas mais maduras, é muito comum que os potenciais acionistas que operam na Bolsa de Valores, por exemplo, utilizem dessa técnica para avaliar a realidade da empresa e a sua saúde financeira. Isso porque, aqui estamos diante de negócios já estabilizados e com um considerável tempo de mercado (e fluxo de caixa).   Com os dados em mãos, informações extremamente valiosas podem ser extraídas pelos analistas de investimentos, de modo a demonstrar se o negócio será capaz (ou não) de gerar fluxos de caixa futuros satisfatórios.    Por essa razão é que a técnica do DFC é muito utilizada e validada para esse tipo de investimento, vez que possibilita tomadas de decisão mais acertadas.    Startups   Por outro lado, quando o assunto é a aplicabilidade do método em pequenos empreendimentos de alto crescimento já se deve olhar sob uma outra perspectiva, sobretudo quando se trata do cálculo de Valuation para o convencimento de investidores.   Nesses casos, alguns até consideram relativamente vantajosa a ideia de calcular o Valuation através do DFC (e muitos deles até o fazem, ainda que não seja ponderada durante as negociações), mas, na prática, utilizam tão somente para validar o plano de investimento e a expectativa de retorno a longo prazo, não servindo, portanto, como objeto da negociação.    Em empresas SaaS, por exemplo, pela natureza do negócio, é muito mais comum a utilização do método de Capital de Risco (Venture Capital), que leva em consideração não a solidez dos resultados históricos, mas o potencial de crescimento da Startup.    Por isso, o que impossibilita a utilização do Fluxo de Caixa Descontado em Startups  para o cálculo da Valuation é o seu crescimento exponencial ao longo do tempo, de modo que projetar fluxos de caixa futuros com base na taxa de crescimento inicial certamente não demonstrará resultados que compreendem a realidade.   Assim, considera-se que tudo gira em torno da expectativa de valorização futura do negócio.   Por último, é preciso deixar claro que não basta o cálculo da Valuation estar atrativo.  Para convencer os investidores em potencial, as Startups também devem demonstrar que  gestão do negócio está totalmente alinhada ao seus propósitos, de modo que as finanças, tributos e demais documentos que envolvem  o empreendimento estejam todos em dia, tal como abordado no artigo  Tipos de investimentos financeiros para empresas de tecnologia. Apenas dessa forma,  os empreendedores não correrão risco de serem pegos de surpresa na mesa de negociações.     Até ai tudo bem… Mas se ele é aplicável (e também muito utilizado) para alguns tipos de negociação, então como é calculado?    Segue para o próximo

Aporte Financeiro: Dicas para aumentar a chance validar sua empresa

O aporte financeiro é um fator essencial para o desenvolvimento das startups. Muitas vezes, para que o projeto de empreendimento decole, é necessário um investimento, de forma que o modelo de negócio repetível e escalável se torne uma realidade.   Contudo, para esta ação de fato acontecer, o trabalho é árduo, sobretudo na parte financeira de sua organização. Tudo precisa estar bem organizado para aumentar suas chances de investimento.   Quer entender como organizar sua gestão financeira e se preparar para um potencial aporte financeiro? Venha conosco neste conteúdo.   O que é um aporte financeiro? O aporte é uma contribuição financeira de uma parte (investidor) para outra (investido). Assim, empresa aportada recebe dinheiro em seu caixa para algum objetivo específico.   Qual é a necessidade do Aporte Financeiro? O aporte possui finalidade de injetar capital para o fluxo financeiro de uma empresa. Pode se utilizar este dinheiro em variadas situações, desde pagamento de dívidas até investimento em um novo produto.   Na realidade de contexto de startups, é comum que o empreendimento, em suas fases iniciais, não possua capital suficiente para executar seus planos e premissas por conta própria, ou ainda, necessite destes recursos para acelerar o seu crescimento.   Assim, podemos entender que, para a startup buscar seu modelo repetível e escalável, o aporte financeiro pode ser um passo essencial.    Em busca deste aporte, o dono da startup visa mostrar ao investidor que  a sua empresa é um bom investimento, que apresenta alto potencial de retorno, e um risco relativamente baixo, dado este potencial.   E para este convencimento, o financeiro é essencial.   O papel do financeiro para o convencimento do investidor A área financeira da empresa, neste contexto, se torna muito importante para a negociação de aporte financeiro realmente acontecer.    Sobretudo a avaliação de risco está muito conectada aos dados, comportamentos e procedimentos do financeiro como um todo.   Uma área financeira que seja mal organizada, com dados poucos transparentes, sem documentação contábil em dia, ou com projeções irrealistas e pouco detalhadas, indica tudo aquilo que o empreendedor não quer demonstrar: falta de segurança no projeto e, portanto, maior risco.   Portanto é muito improvável concretizar o investimento se o risco for grande demais ou o retorno incerto demais.   Por outro lado, uma área financeira bem organizada apresenta maturidade e análises bem fundamentadas. Desta forma, o investidor reforça seu interesse, já que percebe um bom nível de gestão e uma equipe preparada para trazer o retorno desejado.     Dicas para aumentar a chance de obter um aporte financeiro: Entenda quais são as potenciais entregas realizadas pela área financeira neste momento   Mantenha a documentação contábil em dia No processo de avaliação de risco, o investidor em potencial busca ter o maior número de informações possíveis a respeito da empresa potencial.    Para acessar e analisar estas informações, é realizado o processo de Due Diligence. A Due Dilligence é justamente analisar minuciosamente documentação e procedimentos, para encontrar ameaças ou potenciais prejuízos.   A realização da Due exige um alto número de documentações e relatórios contábeis como um todo, e a própria qualidade dessas documentações consta na avaliação final realizada pelo potencial investidor. Logo, a Startup, precisa ter a Contabilidade em dia.   Garantir que os relatórios contábeis sejam coerentes com a realidade é um trabalho conjunto entre seu escritório Contábil e o Departamento Financeiro: Conte com um bom escritório contábil ao seu lado, mas também se assegure que toda movimentação financeira possui a documentação adequada.   Crie projeções realistas Para realizar o aporte, logicamente, o empreendedor necessita apresentar os seus planos, e a projeção de seu crescimento, caso a negociação seja bem sucedida.   Neste momento, o empreendedor deverá apresentar uma projeção financeira dos próximos passos, apontando perspectiva de receita e despesas de acordo com o planejado.   Neste momento de projeção, há uma armadilha comum: Na ânsia de apresentar resultados promissores e convincentes, a empresa pode criar projeções irrealistas ou incoerentes com o projeto verdadeiro da empresa.   É necessário cuidar com esse tipo de ação. A falta de coerência na projeção pode acarretar na desconfiança na empresa e colocar por água abaixo toda a negociação.   Ao criar uma projeção, garanta que os dados estão corretos, bem fundamentados e coerentes com o que, de fato, pode acontecer. Assim, além de um projeto promissor, o empreendedor também demonstrará controle sobre seu negócio.   Determine previamente a aplicação do aporte financeiro No contexto de startup, o aporte financeiro visa um fim específico: seja a validação de hipóteses ou a busca de crescimento do negócio, o aporte se aplica para um determinado objetivo.   O investidor estará interessado neste objetivo futuro. E sendo assim, ele também avaliará se há o compromisso em, de fato, aplicar o valor aportado no cumprimento das metas e projeções.   Para isso, cabe à empresa demonstrar, detalhadamente, onde o aporte será alocado.    Principais gastos, resultados esperados e em quanto tempo este capital será consumido são questões centrais na mesa de negociação e cabe ao Departamento Financeiro trazer isso de forma organizada.   Conheça suas métricas Para uma boa gestão financeira, não basta apenas criar os dados ou ter eles registrados na planilha. É necessário Interpretar e entender estes dados. No momento da apresentação, normalmente feita no modelo de “Pitch”, o potencial investidor não apenas aceitará os dados, mas naturalmente, perguntará sobre dados, implicações e detalhes sobre as métricas apresentadas.   Estude as métricas criadas, entenda suas consequências. Garanta que todos os dados financeiros estejam na ponta da língua, e demonstre esse domínio na mesa de negociação.   Ao apresentar o domínio, a empresa prova, novamente, que seu planejamento é consistente e coerente, passando credibilidade ao projeto como um todo.      Conclusão É importante ressaltar que as dicas apresentadas acima apresentam diversas vantagens além do momento da negociação para um aporte financeiro em si.    Afinal, o motivo da organização e planejamento financeiro ser tão importante ao investidor, é justamente porque são sinais de uma empresa preparada para