O que é MVP e como criar na sua empresa
MVP é um conceito determinante para o empreendedor que teve uma ideia e gostaria de validá-la com o mercado. No mercado das startups, o MVP vem se consolidando cada vez mais, pela possibilidade de aceleração de entrada no mercado, através da validação de um produto. Muitas pessoas confundem o conceito de MVP com o de protótipo e acabam prejudicando sua entrada no mercado antes mesmo do período de validação Para entender melhor a importância desse conceito para a sua empresa e a entrada no mercado, continue com a gente. Nesse artigo vamos destrinchar melhor esse conceito, trabalhando a sua importância, seus benefícios e um passo a passo de como realizar, de maneira eficiente, dentro da sua empresa. Vamos lá? O que é MVP? MVP é a sigla para Minimum Viable Product, traduzindo, Mínimo Produto Viável. É basicamente a versão mais simples de um produto, com suas funcionalidades básicas, porém, com sua proposta de solução pronta para o que pretende se validar. Portanto, não é um produto com funcionalidades soltas, é a ideia acabada de um produto, em uma versão mais enxuta. Essa é a sua diferença para o protótipo. Por já estar presente suas principais funcionalidades e a proposta de valor, o que se busca no MVP é a validação do modelo de negócio. Enquanto o protótipo, em geral, é um produto que ainda não está pronto para ser usado, pois o objetivo é a validação técnica do produto. Portanto, o objetivo principal do MVP é criar uma versão do produto, empregando o menor custo e o mínimo de tempo possível, para ser testada no mercado. Se a ideia for bem recebida pelo público, a empresa já terá toda a estrutura necessária para a continuação do seu desenvolvimento. Qual a importância do MVP para o seu negócio? O primeiro aspecto relevante para o MVP é a agilidade entre a sua criação e a validação no mercado. Muitas empresas chegaram a passar anos criando um protótipo, para testar seus produtos no mercado. Mas com a volatilidade do mercado atual, entre o período de criação e a entrega do protótipo, seu produto já havia perdido valor e o esforço havia sido desperdiçado. Isso gerava custos altos para as empresas e sem nenhum tipo de retorno. O MVP serve como uma etapa investigativa do seu produto e do público-alvo que você pretende alcançar. Nessa fase é possível entender melhor como esse público se comporta e até identificar falhas no seu produto. É importante destacar que não há problemas em seu produto final ser diferente do que foi elaborado no período de testes, o essencial é que a proposta de valor seja a mesma. Além disso, não dá para descartar a oportunidade de captar investimentos, já nessa fase de testes. Muitos investidores são atraídos por produtos ou ideias em fases de elaboração, isso envolve um risco maior para todos, mas também pode ser um sinal que sua ideia está no caminho certo. Como criar o MVP na sua empresa? Veja o passo a passo Não existe receita única para a criação do MVP na sua empresa, até porque muitos fatores vão depender de onde a sua empresa está posicionada no mercado. De qualquer modo, caso você queira um roteiro seguro para se guiar nesse processo, vamos montar um passo a passo de uma maneira de como criar um MVP sólido. Conheça o mercado que você pretende atuar A proposta do MVP não é realizar pesquisas complexas, mas é importante conhecer o contexto do mercado que você está se inserindo, antes de criar uma proposta de valor. É possível, por exemplo, buscar indicadores, entender o perfil do público-alvo desse mercado e dados a respeito dos seus concorrentes nesse setor. Defina uma proposta de valor Para criar uma proposta que tenha valor, é necessário entender as dores ou desejos dos seus clientes. Com isso, fica mais fácil pensar em uma solução eficiente para atendê-los. Portanto, é o momento de levantar questões. Por que o seu público precisa deste produto? O que agrega valor neste produto? Por que o meu cliente vai escolher o meu produto ao invés do produto dos meus concorrentes? Com uma proposta de valor bem definida, as funcionalidades ficarão mais compreensíveis e o teste no mercado será mais realista. Crie a persona Nos dois tópicos acima você já possui um desenho do público que você definiu como alvo. Esse é o momento de torná-lo mais palpável, através da persona, isto é, perfis ficcionais que simbolizam o seu cliente ideal. Estabeleça informações gerais sobre esse público, como idade, estado civil, hobbies, escolaridade. Isso traz mais segurança para o momento de validação, já que você estabeleceu um perfil concreto de clientes que irá contatar para testar o produto. Defina as hipóteses e os indicadores Em toda avaliação, é preciso definir critérios pelos quais você vai julgar a aprovação ou não. Com o MVP não é diferente, é necessário estabelecer quais serão os referenciais, as métricas e os indicadores de sucesso. Com isso, você define os critérios que serão testados para compreender a relevância e a aceitação do seu produto em relação ao público. Interprete os feedbacks Após o período de testes, é a hora de colher e interpretar os feedbacks recebidos, para concluir se o produto está pronto para ser lançado no mercado ou se é necessário realizar modificações antes do lançamento. É preciso cuidado nessa etapa e por isso falamos de interpretação. Afinal, o que a sua empresa está buscando é a lucratividade com o lançamento do produto, portanto, é preciso compreender os feedbacks do público como pistas e não como dados inquestionáveis. Muitas vezes é preciso reinterpretar os feedbacks e entender que o período de testes pode ser um ciclo contínuo, de tentativa e erro, até que se tenha segurança de que o produto está pronto para ser
Entenda os diferentes Tipos de Inovação
A maioria das pessoas, quando ouvem falar de inovação empresarial, tendem a associar esse tema apenas à tecnologia, outros pensam em produtos e serviços nunca vistos no mercado. Porém, falar de inovação vai muito além disso, principalmente se entendermos que o mercado está em constante transformação. É por isso que falar de inovação também diz respeito a adaptar seus produtos e serviços para as novas tendências e exigências do mercado. Sendo assim, é necessário pensar frequentemente em inovação, caso contrário, sua empresa pode correr o risco de não acompanhar a crescente globalização e competitividade do mercado atual. Se esse tema ainda é novidade pra você, empresário, fique tranquilo! Nesse artigo vamos explicar o que, de fato, significa inovação e destacar alguns tipos que podem ser aplicados na sua empresa. Siga a leitura e confira! O que é inovação? Uma possível definição de inovação é o ato de alterar ou criar uma alternativa diferente, seja um serviço, um produto, um processo, que se mostre positivo para a empresa, isto é, que traga algum benefício, seja ele um aumento na margem de lucro, mais facilidade, maior alcance no mercado etc. Por isso, queremos deixar claro que inovação não é apenas criar algo inédito dentro do mercado de trabalho, é necessário que haja aplicabilidade e que traga vantagens para a empresa, para o empreendedor ou até mesmo para os funcionários. Esse tema ficará mais claro na medida que compreendermos os diferentes conceitos de inovação e suas características. Conceitos de inovação Incremental Esse é o modelo de inovação mais comum, uma vez que seu conceito baseia-se em pequenas mudanças, porém, constantes. É um processo contínuo, visando a melhoria de um produto ou serviço. Um exemplo de inovação incremental é o sistema operacional do Windows, que está constantemente se atualizando, de modo a trazer novas funcionalidades e uma melhor experiência ao seu usuário. E do ponto de vista do mercado, essas inovações mantêm a empresa em crescente competitividade. Radical A inovação radical, como o próprio nome já diz, está ligado à criação de um produto ou serviço tão inovador que altera as próprias percepções e movimentos do mercado. Além disso, por ser uma criação realmente inovadora, a empresa praticamente não tem concorrência no início. Isso pode ser positivo do ponto de vista da procura, mas é necessário trabalho dobrado para preparar o mercado para o seu produto e gerar interesse e necessidade por ele. São diversos os exemplos recentes de inovações radicais, vamos citar alguns deles: Airbnb: uma plataforma de aluguel de hospedagens que facilitou e desburocratizou a relação entre anfitriões de hóspedes; Smartphone: um modelo de celular que praticamente aposentou os modelos antigos, por contar com funcionalidades de diversos aparelhos eletrônicos em um só; Uber: sistema de transporte privado que mudou a lógica do mercado nesse setor, ao gerar uma grande demanda de trabalho informal e proporcionar locomoção a custo baixo. Disruptiva Esse modelo pode ser confundido com a inovação radical. Mas a inovação disruptiva tem como identidade a criação de um produto e serviço não só inovador, mas que, consequentemente, desestabilize os concorrentes que antes o dominavam. Seja pela simplicidade, custo mais baixo ou ampliando o alcance de um público que antes não tinha acesso a esse produto ou serviço. O principal exemplo desse modelo é a Netflix, que expulsou a Blockbuster do mercado ao criar um serviço de mensalidade via streaming. Seu alcance é mundial, o custo para assistir filmes se tornou mais baixo e sem a necessidade de deslocamento. Hoje em dia, a crescente de serviços de streaming é evidente, mas durante anos a Netflix conseguiu prosperar e se consolidar no mercado sem grande concorrência. Tipos de inovação Agora você já conhece os modelos de inovação existentes no mercado. Esses conceitos podem ser aplicados a diversos tipos de inovação. A seguir, vamos listar alguns deles para auxiliar o seu negócio a realizá-los na prática. Inovação de produto A inovação de produto é uma das mais comuns no mundo dos negócios. Ela se dá, em primeiro plano, na criação de um novo produto no mercado. Após a sua criação, esse produto passa a trabalhar com a inovação incremental, acompanhando a evolução tecnológica e proporcionando novas funcionalidades. Citamos o exemplo dos smartphones acima, mas um outro exemplo de inovação de produto muito comum em nosso dia a dia é a televisão. Originalmente, foi um marco para a sua época e um avanço em relação ao rádio. Desde sua criação, ela passou a ter cores, serviços de TV a cabo, diversas tecnologias que melhoraram a qualidade da imagem, até chegarmos na Smart TV, que possui acesso a diversos serviços de streaming, além de contar com inteligência artificial. Inovação de serviço Já as inovações em serviço dizem respeito a criação de um novo serviço no mercado ou a implementação de um serviço já existente, com melhorias capazes de fazer a empresa se destacar frente às outras. Inovações em serviço tendem a trazer mais facilidade e comodidade para a vida dos clientes, agregando mais valor à sua experiência. Os serviços de delivery são um ótimo exemplo de inovação em serviço, que possibilitou mais facilidade para a vida do cliente, mas também ampliou o alcance das empresas. Aplicativos como o Ifood, mercados e até mesmo lojas de roupa vem adotando essa nova modalidade de vendas e expandindo imensamente suas vendas. Inovação de processo A inovação de processo pode dizer respeito tanto ao processo de fabricação de um produto, quanto na prestação de um serviço. Basicamente, essa inovação tem como objetivo o aumento da produtividade e a redução de custos. O principal exemplo dessa inovação é o Fordismo, modelo de processo produtivo criado por Henry Ford, no século 20, e que reinventou a produção de automóveis, passando a produzir em larga escala. Hoje em dia, diversas empresas também têm inovado de modo
Como Aceleradoras de Startups impactam no crescimento das empresas
Você já ouviu falar em Aceleradoras de Startups? Se você possui uma startup, é bem provável que esteja sempre procurando maneiras de acelerar o seu crescimento. Afinal, o desejo de todo empreendedor é ter um negócio rentável e próspero o mais rápido possível, não é? Nesse artigo vamos explicar o que é uma aceleradora de startups, citando algumas das principais instituições que oferecem esses programas para a sua empresa, bem como destacar a importância de contar com esse serviço para um crescimento mais avançado da sua startup. Vamos lá? O que é uma Aceleradora de Startups? Aceleradoras de startups são organizações que têm como objetivo impulsionar o crescimento do seu negócio. Essas organizações foram criadas com foco em ajudar sua empresa dos primeiros anos até o break even, para que a startup se torne lucrativa e se consolide dentro do mercado em tempo reduzido. Sabemos que a principal dificuldade das startups em fases iniciais é financeiro. Mas além do aporte financeiro oferecido por essas organizações, elas também podem oferecer outros auxílios como mentorias, networking e conexões precisas. Leia também: Aporte financeiro: como se preparar para receber um investimento Agora você já sabe o que é uma Aceleradora de Startups. Mas deve estar se perguntando como esse programa funciona na prática, não é? Vamos contar pra você a seguir, continue acompanhando! Como funciona o processo das aceleradoras de startup? Em geral, as aceleradoras possuem um processo seletivo pelo qual a startup deve efetuar a sua inscrição. Não existe um padrão nesse processo, muitas contam com editais, que vão descrever detalhadamente cada etapa do processo, enquanto outras realizam chamada pública. Caso a sua startup seja selecionada, será emitido um contrato no qual um percentual de participação será cedido à aceleradora em troca dos seus serviços. Afinal, esse é um negócio que tem como objetivo gerar lucro para ambas as partes. Durante o prazo deste programa, a aceleradora – que pode ou não vir a se tornar sócia da startup – ajudará com mentorias em diferentes áreas, desde a gestão até o planejamento financeiro, orientando em participações de rodadas de investimento, além de conectá-las com diversas corporações. Nesse processo, a startup se valoriza, cresce e aumenta a sua receita, gerando um maior valor de mercado, também conhecido como valuation. Com isso, é esperado que em alguns anos a startup aumente significativamente o seu valuation dentro deste processo. É nesse momento, entendendo o contexto do mercado, que a aceleradora geralmente decide vender a sua parte da empresa. E com o lucro gerado, passa a investir em novas startups em crescimento, iniciando um novo ciclo de aceleração e valorização. No Brasil já existem aceleradoras? O Brasil cresceu muito em relação aos ecossistemas de inovação nos últimos anos. Hoje, contamos com diversas aceleradoras que são referências na América Latina. Em Florianópolis, conhecida por muitos como Ilha do Silício, o investimento em tecnologia existe desde a década de 80. Na década de 90, mais precisamente em 1993, foi criado o Parque Tecnológico Alfa, que hoje é referência na região e comporta mais de 70 empresas com foco em soluções de inovação e tecnologia. É no Parque Tecnológico Alfa que a MK Soluções Empresariais está situada hoje e realiza diversas parcerias com outras empresas, entre elas, o CELTA, a primeira incubadora criada no Brasil. Mas você já conhece as aceleradoras de startups existentes no Brasil? Queremos apresentar algumas delas para você que possui interesse em participar de um desses programas. Vamos a elas? Principais Aceleradoras de Startups no Brasil Darwin Startups Fundada em 2015, em Florianópolis, a Darwin se denomina como um ecossistema de evolução para startups. Tendo iniciado seus programas de aceleração com foco no mercado financeiro, hoje a empresa ampliou seu foco também para empresas que atuam no setor de varejo e consumo. Como investem A Darwin oferece programas de aceleração com aporte financeiro de até R$200 mil reais, além de acesso ao mercado, conexões e metodologias de crescimento em troca de 7% da startup. Foco A Darwin tem como foco startups que apresentem soluções, principalmente, nas áreas de: Big Data, Fintech, Insurance e TI e Telecom. ACE Fundada em 2012, a ACE é considerada a maior aceleradora do país, além de já ter sido eleita por três anos consecutivos como a maior da América Latina. Ao longo de sua história, foram mais de 300 startups aceleradas, tendo conquistado grandes clientes como: Natura, MasterCard, Gol e Renner. Como investem A ACE busca entrar em estágios de validação e escala da startup, com aportes que podem chegar até R$1 milhão. Com o apoio de diversos parceiros e mentores, seu foco é proporcionar uma boa base de crescimento para startups. Foco A ACE tem como preferência o investimento em Startups B2B e B2B2C, levando em conta o conhecimento e as conexões que possuem e que podem agregar para o desenvolvimento dessas startups. Artemisia A Artemisia se diferencia das demais aceleradoras por ser uma organização sem fins lucrativos. Fundada em 2005, essa aceleradora tem como valores a busca por investimentos que tenham como objetivo reduzir a desigualdade social e promover mais inclusão através do empreendedorismo. Como investem Com o objetivo de entrar em investimentos que tragam retorno tanto do ponto de vista econômico, quanto social, as empresas investem em diferentes estágios. Desde a etapa de prototipagem até modelos já consolidados visando crescimento. Foco Seu foco está em negócios que geram impacto social no Brasil, por isso, valorizam negócios voltados à população que se encontra em situações de vulnerabilidade econômica ou em projetos que atuam em problemas socioambientais. Startup Farm Fundada em 2011, a Startup Farm se consolidou no mercado com mais de 300 startups aceleradas e mais de R$100 milhões em investimentos captados. Seu objetivo é oferecer programas de aceleração para startups de diversos
E-book: Boas práticas de gestão financeira, contábil e tributária em empresas de TI
O sucesso de toda empresa é influenciado por pequenas rotinas, organização e o controle constante de diferentes atividades. Nos negócios do setor de tecnologia, o cuidado com a gestão financeira, contábil e tributária deve ser redobrada, dado o complexo ambiente fiscal brasileiro. No E-book gratuito – Boas práticas de gestão financeira, contábil e tributárias em empresas de TI, apresentamos os principais pontos que os negócios de tecnologia e inovação devem desenvolver na busca pela consolidação dos serviços e crescimento da empresa. Neste material você saberá mais sobre: Tecnologias para executar a gestão financeira e a terceirização de serviços Instrumento de tomada de decisão Planejamento e regimes tributários Benefícios fiscais e incentivos para o setor de tecnologia. Para baixar o material clique aqui Acompanhe o Blog da MK Soluções Empresariais e saiba mais sobre gestão de equipes, organização financeira e contábil.
E-book: Planejamento Financeiro para Startups
A falta de controle e planejamento financeiro é um dos principais motivos que levam ao fechamento de pequenas empresas e startups. Mesmo com o dinamismo das ações e a imprevisibilidade dos novos modelos de negócios, os empreendedores devem administrar desde o início as finanças, analisando dados e métricas que indiquem se a organização está tendo, de fato, bons resultados. Outro ponto que torna tão importante a administração financeira nas startups é a busca por investidores, que avaliam as finanças e projeções de retorno da organização. Pensando em todos esses aspectos, preparamos um material especial sobre Planejamento financeiro para startups, a partir das particularidades e desafios enfrentados nesses empreendimentos. Neste material você irá encontrar: A importância do planejamento financeiro para startups; Os principais pontos e processos para execução de um planejamento financeiro; Vantagens de buscar serviços de outsourcing financeiro. Para baixar o material clique aqui Baixe agora e impulsione o crescimento sustentável do seu negócio! Acompanhe o Blog da MK Soluções Empresariais e saiba mais sobre gestão de equipes, organização financeira e contábil.
O que é e como funciona o Crowdsourcing

É natural que uma Startup, no processo de lançamento de um Produto Viável Mínimo (MVP), enfrente inúmeros desafios e, muitas vezes, precise pensar em estratégias certeiras o suficiente para validar seu produto no mercado o mais breve possível. Para auxiliar os gestores nesse processo de desenvolvimento de ideias e execução do projeto, é que surge o que chamamos de Crowdsourcing. [Tá bom. Mas o que seria, exatamente, o Crowdsourcing?] Podemos resumir o termo em uma única palavra: Multidisciplinaridade. Ainda ficou muito subjetivo, né? Bom, continue acompanhando o nosso artigo, que vamos te explicar o que é e como funciona o Crowdsourcing. O que é o Crowdsourcing? Antes de mais nada, é interessante trazermos um apanhado histórico sobre o assunto. Crowdsourcing, que tem como significado a fusão das palavras crowd (multidão) e outsourcing (terceirização), é um termo que surgiu recentemente no mundo empresarial (aproximadamente 15 anos) e foi criado pelo jornalista Jeff Howe num artigo que escreveu para a revista Wired. Howe defendeu que, apesar de não ter nascido por conta da tecnologia, o termo surgiu graças a transformação digital. Em outras palavras, o que ele quis se referir em seu discurso, é que a força dos veículos de comunicação, sobretudo, da internet, hoje em dia viabiliza a colaboração coletiva, facilitando consideravelmente o contato entre pessoas, mesmo que estejam há milhares de quilômetros de distância. [Mas, afinal, o que é Crowdsourcing?] De maneira muito resumida, podemos dizer que se trata de uma “terceirização coletiva”. Ou seja, este modelo de produção e de estruturação de processos usa o conhecimento e os aprendizados do coletivo para resolver problemas e desenvolver uma nova solução. Qual as vantagens do Crowdsourcing na empresa? Conforme abordamos anteriormente, o fato de ser considerado uma terceirização coletiva, torna os projetos elaborados com esse método ”multidisciplinares”, o que, por si só, já resume um leque de vantagens para quem faz uso da técnica. Além disso, existem outros inúmeros benefícios ligados ao uso do crowdsourcing, os quais listaremos alguns abaixo: Mais pessoas ligadas no projeto: com o crowdsourcing mais de um setor estará envolvido por completo no projeto, além de ser possível integrar clientes e o público nesse desenvolvimento. Mais ideias: Em outras palavras, duas cabeças pensam melhor que uma. Imagine várias? Neste caso as chances de ideias e soluções inovadoras aumentam consideravelmente. Conhecimento compartilhado: Você já deve ter escutado aquela frase “conhecimento compartilhado é conhecimento multiplicado” e ela é muito válida nesse modelo. Melhora na coleta de dados: Além do processo de conhecimento expandido, o crowdsourcing aumenta a percepção dos gerentes em relação aos membros da equipe, aos clientes e sobre o mercado de maneira geral. Aumento de inovação: Com mais pessoas colaborando no projeto é natural que a inovação esteja presente. Além da tendência das melhorias cada vez maiores e melhores. Adotando o Crowdsourcing na minha organização Após analisar todas as vantagens que contemplam esse modelo de produção, você deve ter se convencido da gama de melhorias que ele pode trazer à sua empresa, não é mesmo? Então continue acompanhando e saiba como adotar essa prática na organização. 1 – Tenha a coletividade e a inovação na sua cultura organizacional Primeiramente, o Crowdsourcing deve ser um pilar da cultura organizacional para ser, de fato, efetivo. Ou seja, o pensamento e sentimento de coletividade e inovação devem se fazer presentes nas ações do dia a dia. Caso contrário, num projeto maior, dificilmente as ações acontecerão de maneira democrática no grupo e o modelo não será benéfico. Em outras palavras, uma organização que possui dentro da sua cultura a inovação e coletividade (com pessoas ligadas a mais de uma área e atuando em partjobs dentro da empresa) está mais próxima de bons resultados, com esta técnica, do que empresas consideradas conservadoras. Leia também: Como o clima organizacional pode influenciar no desempenho dos colaboradores. 2 – Realize um diagnóstico das áreas Apesar de ser uma ótima ferramenta, nem todas as áreas da empresa se beneficiarão com essa metodologia. Por isso, o ideal é realizar um mapeamento dos setores para identificar aqueles com maior potencial para gerar bons resultados. Além disso, outro ponto importante é identificar os colaboradores que possuem o perfil ideal para serem os responsáveis por inserir o crowdsourcing em suas respectivas equipes. 3 – Estimule e permita a construção coletiva É necessário que a coletividade e inovação estejam presentes nos processos do cotidiano. Ou seja, a empresa deverá utilizar plataformas e/ou metodologias que priorizem a contribuição e construção coletiva na hora de realizar tarefas e outras atividades. Vale destacar que, neste ponto é possível envolver o público externo, como os clientes. Muitas empresas de sucesso adotam essa ferramenta Atualmente as áreas que mais se beneficiam desse método de “terceirização coletiva” são: marketing e vendas (através do branding), desenvolvimento de produtos (pelo feedback de usabilidade) e a área de TI (pela programação e avaliação de softwares). No entanto, isso não é nenhum impedimento e qualquer setor que tiver necessidade poderá fazer uso dessa ferramenta. Bom, agora que já elencamos uma série de benefícios deste modelos de produção, separamos algumas empresas multinacionais que possuem o Crowdsourcing como ferramenta interna. Confira abaixo: McDonald’s: Provavelmente você já se deliciou com um Big Mac, né?! Sabia que muitos dos produtos e procedimentos do “Méqui” são feitos através de processo colaborativo? Coca-Cola: Para acompanhar um lanche, nada melhor que uma coca-cola. A empresa também é adepta dos processos colaborativos e costuma lançar concursos com prêmios para incentivar a participação do público. Harley Davidson: Saindo da área de alimentos e bebidas, a Harley Davidson já usou das ferramentas de terceirização coletiva quando estava desenvolvendo especificações e cores para um novo modelo de motocicleta no ano de 2011. Conclusão Como você pôde notar ao longo desse artigo, empresas que adotam o crowdsourcing podem (e certamente vão) colher ótimos resultados. O motivo disso é que ao priorizar a construção coletiva e a inovação, a chance de conseguir soluções otimizadas cresce exponencialmente. Quando falamos, especificamente, de empresas de tecnologia e Startups, entramos em um mundo praticamente novo, com soluções
Aporte Financeiro: Dicas para aumentar a chance validar sua empresa

O aporte financeiro é um fator essencial para o desenvolvimento das startups. Muitas vezes, para que o projeto de empreendimento decole, é necessário um investimento, de forma que o modelo de negócio repetível e escalável se torne uma realidade. Contudo, para esta ação de fato acontecer, o trabalho é árduo, sobretudo na parte financeira de sua organização. Tudo precisa estar bem organizado para aumentar suas chances de investimento. Quer entender como organizar sua gestão financeira e se preparar para um potencial aporte financeiro? Venha conosco neste conteúdo. O que é um aporte financeiro? O aporte é uma contribuição financeira de uma parte (investidor) para outra (investido). Assim, empresa aportada recebe dinheiro em seu caixa para algum objetivo específico. Qual é a necessidade do Aporte Financeiro? O aporte possui finalidade de injetar capital para o fluxo financeiro de uma empresa. Pode se utilizar este dinheiro em variadas situações, desde pagamento de dívidas até investimento em um novo produto. Na realidade de contexto de startups, é comum que o empreendimento, em suas fases iniciais, não possua capital suficiente para executar seus planos e premissas por conta própria, ou ainda, necessite destes recursos para acelerar o seu crescimento. Assim, podemos entender que, para a startup buscar seu modelo repetível e escalável, o aporte financeiro pode ser um passo essencial. Em busca deste aporte, o dono da startup visa mostrar ao investidor que a sua empresa é um bom investimento, que apresenta alto potencial de retorno, e um risco relativamente baixo, dado este potencial. E para este convencimento, o financeiro é essencial. O papel do financeiro para o convencimento do investidor A área financeira da empresa, neste contexto, se torna muito importante para a negociação de aporte financeiro realmente acontecer. Sobretudo a avaliação de risco está muito conectada aos dados, comportamentos e procedimentos do financeiro como um todo. Uma área financeira que seja mal organizada, com dados poucos transparentes, sem documentação contábil em dia, ou com projeções irrealistas e pouco detalhadas, indica tudo aquilo que o empreendedor não quer demonstrar: falta de segurança no projeto e, portanto, maior risco. Portanto é muito improvável concretizar o investimento se o risco for grande demais ou o retorno incerto demais. Por outro lado, uma área financeira bem organizada apresenta maturidade e análises bem fundamentadas. Desta forma, o investidor reforça seu interesse, já que percebe um bom nível de gestão e uma equipe preparada para trazer o retorno desejado. Dicas para aumentar a chance de obter um aporte financeiro: Entenda quais são as potenciais entregas realizadas pela área financeira neste momento Mantenha a documentação contábil em dia No processo de avaliação de risco, o investidor em potencial busca ter o maior número de informações possíveis a respeito da empresa potencial. Para acessar e analisar estas informações, é realizado o processo de Due Diligence. A Due Dilligence é justamente analisar minuciosamente documentação e procedimentos, para encontrar ameaças ou potenciais prejuízos. A realização da Due exige um alto número de documentações e relatórios contábeis como um todo, e a própria qualidade dessas documentações consta na avaliação final realizada pelo potencial investidor. Logo, a Startup, precisa ter a Contabilidade em dia. Garantir que os relatórios contábeis sejam coerentes com a realidade é um trabalho conjunto entre seu escritório Contábil e o Departamento Financeiro: Conte com um bom escritório contábil ao seu lado, mas também se assegure que toda movimentação financeira possui a documentação adequada. Crie projeções realistas Para realizar o aporte, logicamente, o empreendedor necessita apresentar os seus planos, e a projeção de seu crescimento, caso a negociação seja bem sucedida. Neste momento, o empreendedor deverá apresentar uma projeção financeira dos próximos passos, apontando perspectiva de receita e despesas de acordo com o planejado. Neste momento de projeção, há uma armadilha comum: Na ânsia de apresentar resultados promissores e convincentes, a empresa pode criar projeções irrealistas ou incoerentes com o projeto verdadeiro da empresa. É necessário cuidar com esse tipo de ação. A falta de coerência na projeção pode acarretar na desconfiança na empresa e colocar por água abaixo toda a negociação. Ao criar uma projeção, garanta que os dados estão corretos, bem fundamentados e coerentes com o que, de fato, pode acontecer. Assim, além de um projeto promissor, o empreendedor também demonstrará controle sobre seu negócio. Determine previamente a aplicação do aporte financeiro No contexto de startup, o aporte financeiro visa um fim específico: seja a validação de hipóteses ou a busca de crescimento do negócio, o aporte se aplica para um determinado objetivo. O investidor estará interessado neste objetivo futuro. E sendo assim, ele também avaliará se há o compromisso em, de fato, aplicar o valor aportado no cumprimento das metas e projeções. Para isso, cabe à empresa demonstrar, detalhadamente, onde o aporte será alocado. Principais gastos, resultados esperados e em quanto tempo este capital será consumido são questões centrais na mesa de negociação e cabe ao Departamento Financeiro trazer isso de forma organizada. Conheça suas métricas Para uma boa gestão financeira, não basta apenas criar os dados ou ter eles registrados na planilha. É necessário Interpretar e entender estes dados. No momento da apresentação, normalmente feita no modelo de “Pitch”, o potencial investidor não apenas aceitará os dados, mas naturalmente, perguntará sobre dados, implicações e detalhes sobre as métricas apresentadas. Estude as métricas criadas, entenda suas consequências. Garanta que todos os dados financeiros estejam na ponta da língua, e demonstre esse domínio na mesa de negociação. Ao apresentar o domínio, a empresa prova, novamente, que seu planejamento é consistente e coerente, passando credibilidade ao projeto como um todo. Conclusão É importante ressaltar que as dicas apresentadas acima apresentam diversas vantagens além do momento da negociação para um aporte financeiro em si. Afinal, o motivo da organização e planejamento financeiro ser tão importante ao investidor, é justamente porque são sinais de uma empresa preparada para
A importância do planejamento tributário e os benefícios para empresas de tecnologia
Por que o planejamento tributário é uma das ações mais importantes dentro de uma empresa? Uma análise tributária executada de acordo com as particularidades do negócio, permite avaliar o preço dos serviços prestados e o lucro obtido pelas atividades, gerando impacto direto sobre o empreendimento. Além disso, com o controle dos tributos e redução de impostos de forma legal, é possível ainda projetar o crescimento da empresa e de novos investimentos, o que é extremamente vantajoso especialmente para negócios do ramo da tecnologia. As formas de tributação e as rotinas de arrecadação Antes de adentrar ao assunto do planejamento tributário e os benefícios que atingem as empresas de tecnologia, é importante que fique claro como funciona os regimes tributários no Brasil, bem como as rotinas de arrecadação que envolvem os contribuintes. A adesão aos regimes tributários deve ser realizada anualmente, com avaliações semestrais do planejamento estabelecido. No entanto, a arrecadação pode ser realizada mensalmente, trimestralmente ou anualmente, gerando impacto direto sobre o fluxo de caixa das empresas. Lucro Real: modalidade que pode ser adotada por qualquer empreendimento e obrigatoriamente para quem tem faturamento anual superior a R$ 78 milhões e por atividades específicas como bancos de créditos e corretoras de crédito. Nessa forma de tributação são cobrados o Imposto de Renda e a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido trimestralmente ou anualmente. O PIS e a COFINS são apurados mensalmente e separadamente. Simples Nacional: regime tributário indicado às micro e pequenas empresas. Prevê o pagamento unificado de oito impostos diferentes: ISS, PIS, Cofins, IRPJ, CSLL, IPI, ICMS e ISS. Pelo Simples Nacional, as empresas deixam de pagar a cota patronal do INSS, que corresponde a 20% do valor dos salários. A arrecadação para quem está nesse regime ocorre mensalmente. Lucro Presumido: opção adotada por empreendimentos com rendimento anual inferior a R$ 78 milhões. Com arrecadação mensal e trimestral, no Lucro Presumido o Imposto de Renda e a Contribuição Social são apurados utilizando como base de cálculo a tabela de presunção, enquanto o Pis e Cofins são arrecadados separadamente e mensalmente. Mesmo com a possibilidade de arrecadação tributária mensal, trimestral ou anual, é importante ter o controle mensalmente dos rendimentos registrados no período para realizar o cálculo correto e cumprir com as datas de arrecadação dos tributos. Por isso, é importante buscar uma avaliação especializada em tecnologia, que possa auxiliar o empresário no controle e planejamento tributário da empresa. Quer entender melhor como funciona cada modalidade do regime tributário? Leia nosso artigo ”Regime tributário: entenda cada modalidade e suas aplicações”. Defina a melhor forma de tributação para o seu negócio Este é o primeiro passo para realizar um planejamento tributário de uma empresa. Além de conhecer as características do Simples Nacional, do Lucro Presumido e do Lucro Real, é necessário avaliar o empreendimento e buscar a opção mais vantajosa, de acordo com o tamanho, atividades e os rendimentos da empresa. Embora a adesão ao Simples Nacional traga muitas vantagens (como o pagamento unificado de oito impostos), essa pode não ser a melhor forma de tributação para algumas empresas, especialmente as do ramo de tecnologia e inovação. Isso porque a alíquota é definida pela atividade indicada no contrato social do negócio, e pode variar de 4% a 22,9%. Nesse caso, a adesão ao Lucro Real pode apresentar uma alíquota inferior, uma vez que a cobrança é apenas referente ao lucro apurado. As empresas de tecnologia de médio e grande porte que optam pelo Lucro Presumido também podem pagar menos tributos do que pelos outros regimes. Isso porque as empresas são tributadas de acordo com a atividade da empresa, seguindo uma tabela de presunção, que varia 1,6% a 32% do faturamento. Assim, mesmo que o lucro do empreendimento seja superior à presunção de lucro, o Imposto de Renda e a Contribuição Social serão apurados utilizando essa tabela. Benefícios fiscais que podem ser alcançados a partir de um planejamento tributário para empresas de tecnologia Atualmente, há inúmeras legislações e projetos de lei que permitem às startups, empresas de tecnologia e de inovação, a buscarem benefícios, com a finalidade de reduzir impostos e, consequentemente, economizar recursos e direcioná-los ao crescimento do negócio. Segue algumas opções: Lei do bem: A lei 11.196/2005, cria incentivos fiscais às pessoas jurídicas, que realizam pesquisa e desenvolvimento da inovação tecnológica; Nova lei da informática: A lei 13.969/2019, trata sobre os incentivos fiscais para as empresas das áreas de tecnologia da informação e comunicação, além das de investimentos em pesquisas, dispondo sobre política industrial para o setor; Marco legal de ciência, tecnologia e inovação: O decreto 9.283/2018 tem por fim criar um ambiente de inovação mais dinâmico, promovendo, entre outros, maior interação entre os entes públicos e privados; Marco legal das Startups: O projeto de lei 249/20, já aprovado pela câmara dos deputados, tem por fim aumentar a segurança jurídica dos investidores e diminuir algumas burocracias, tais quais a dispensa de publicação de balanços para as S/As. Realizar o planejamento tributário, apesar de imprescindível para o empreendimento que deseja a escalabilidade, não é tarefa fácil, afinal, é preciso estar atento a cada detalhe que envolve as finanças da empresa, bem como às legislações e tributos que o seu negócio precisa arcar. Por isso, é sempre importante ter o acompanhamento de perto de um contador que seja familiarizado com o seu ramo, e lhe auxilie com as obrigações fiscais, a fim de reduzir os contratempos com o fisco. Para saber mais sobre benefícios fiscais e regimes de tributação para a área de tecnologia, converse conosco, somos especialistas no atendimento de empresas e startups do setor.
Tributação de empresas SaaS: Entenda como funciona
As empresas SaaS (Software as a Service) têm assumido um papel de destaque nos últimos tempos devido às suas soluções extremamente benéficas e inovadoras proporcionadas às organizações de modo geral. Os programas de computador chamados SaaS (Software as a Service), também conhecidos por software em nuvem, são aqueles que podem ser utilizados de forma remota em qualquer dispositivo com acesso à internet, não ficando instalados em um servidor específico (clássicos exemplos de grandes empresas que fazem uso de SaaS são Linkedin, Netflix, Adobe, e por aí vai). Acontece que, apesar da crescente popularidade que vêm alcançando, não é novidade que no segmento de tecnologia e inovação essas empresas se desenvolvem em um contexto de extrema insegurança jurídica e tributária, bem diferente do que acontece em outros setores. Com as constantes mudanças promovidas por novos serviços e produtos, os empreendimentos têm dificuldades para se adequar à legislação que, muitas vezes, não compreende todas as mercadorias e atividades realizadas pelo setor. A verdade é que as inovações tecnológicas correm mais rápido do que os processos de regulamentação promovidas pelos poderes tributantes brasileiros. Como é regulamentado o sistema SaaS? Aqui no Brasil, a Lei do Software (Lei 9.609 de 1998), define que o uso de programas de computador sempre será realizado via contratos de licença de uso, sendo que para os programas SaaS, existem três tipos diferentes de serviços: Licença de uso de programas de computador; Instalação, configuração e suporte técnico; Processamento de dados (trazem algumas preocupações tributárias). Mas, afinal, como se dá a tributação dessas empresas no Brasil? Aplica-se ICMS ou ISS? Diferente do que acontece em outros países, que adotam um imposto único para a produção, distribuição e a prestação de serviços, como o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), aplicado em Portugal, no Brasil o ambiente fiscal é muito mais complexo, afinal, as empresas devem arrecadar diferentes tributos para cada instância (municipal, estadual e federal), com alíquotas que variam de acordo com o faturamento e atividade desempenhada. A dúvida existente sobre a incidência de ISS ou ICMS sobre os contratos de licença de uso é antiga e foi amenizada em 2003 com a Lei Complementar 116. Mas devido a várias legislações estaduais redefinirem as características de um software de prateleira (aqueles prontos para uso) e submeterem este à incidência do ICMS, alguns tribunais começaram a concordar com estes Estados. Sendo assim, a Receita Federal, através da Solução de Consulta 191/2017 – COSIT, em resumo, apresentou os seguintes entendimentos: Software de prateleira é mercadoria; Software sob encomenda ou personalizado é serviço; Software customizado pode ser mercadoria ou serviço (depende de análise); SaaS é serviço. Nesse caso, separamos alguns pontos que devem ser levados em consideração e, inclusive, utilizados como forma de alerta pelas empresas de TI, no que diz respeito à fiscalização: As Secretarias Municipais da Fazenda podem fragmentar o valor de contrato dos programas SaaS em até três partes, pois os serviços executados (conforme citado acima) têm alíquotas diferentes de ISS em algumas cidades; A Secretaria de Estado da Fazenda pode considerar a licença de uso como base de cálculo do ICMS e não do ISS. Vale destacar também, que além dos softwares contratados no Brasil e os encargos tributários originados dessas relações jurídicas, é de extrema importância estar alerta com aqueles contratados no exterior, afinal, as remessas internacionais de dinheiro para o pagamento dos programas em nuvem classificados como serviço, podem sofrer até 50% de tributação. O que os Tribunais Superiores vêm decidindo Ao final de 2020, o Supremo Tribunal Federal – STF, estava julgando duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade – ADIN. Uma contra o estado de Minas Gerais e outra contra o estado de Mato Grosso, cuja discussão era exatamente sobre a incidência de ICMS ou ISS sobre software. A maioria dos Ministros estava a favor da incidência do ISS, porém, em virtude de um pedido de vistas, o julgamento foi interrompido, sendo que até o momento segue pendente de uma decisão definitiva. Há rumores que a tendência da decisão deste julgamento, é a de que todo software, inclusive os padronizados, sejam tributados exclusivamente pelo ISS, bem como que a modulação dos efeitos da decisão, seja apenas após a conclusão do julgamento, não alcançando, portanto, efeito retroativo. Saiba como preparar uma SaaS para evitar prejuízos com o fisco As informações elencadas neste artigo não deixam a menor dúvida quanto a existência de um cenário inconstante e que divide opiniões quando o assunto é tributação de empresas SaaS, por isso, a melhor forma de evitar prejuízos, multas e incômodos com os órgãos de fiscalização tributária é realizar um planejamento fiscal adequado para a empresa. Esse processo tem início no registro da empresa com a definição correta da atividade desempenhada (serviço ou produto), a criação de um contrato social que considere benefícios fiscais para os empreendimentos, e ainda a escolha do regime tributário. Com a definição correta destas características do negócio, a empresa evita o pagamento de tributos acima do necessário, assim como dívidas e problemas fiscais. Mais do que buscar um modelo de contrato pronto, os gestores das empresas de tecnologia devem ficar atentos às várias particularidades do setor. Com as constantes mudanças na legislação e incertezas tributárias referentes aos novos serviços digitais torna-se fundamental buscar auxílio contábil e jurídico. Profissionais especializados podem avaliar o melhor regime tributário para o negócio, preparar a empresa para escalar com segurança, e organizar o orçamento para reduzir os gastos com impostos. Em startups, pequenas e médias empresas, a falta de recursos para contratação formal de profissionais faz com que demandas contábeis sejam realizadas pelos fundadores do negócio. E sem o conhecimento específico sobre as legislações e peculiaridades tributárias do setor, muitos erros podem ser cometidos, assim como a negligência de pontos importantes que devem ser considerados por empreendimentos que anseiam crescer com segurança no mercado. Por isso, no caso de empresas que dispõem de recursos
Break Even: sua empresa já atingiu o equilíbrio financeiro?
O break even ou ponto de equilíbrio, é uma ferramenta que auxilia os gestores a identificarem quando a empresa atinge a igualdade entre todas as suas receitas e despesas. Entender o seu cálculo e como aplicá-lo no seu planejamento, pode determinar o sucesso da sua empresa. Mas quais são as dificuldades que uma empresa de tecnologia pode enfrentar durante o crescimento? Por que um quarto das startups brasileiras morrem no primeiro ano? De acordo com o Relatório Causa Mortis do Sebrae, um dos principais problemas é a falta de planejamento prévio, que inclui vários aspectos financeiros. Neste artigo, vamos explicar como as empresas de TI podem utilizar algumas técnicas para controlar as finanças, evitar que as dívidas afundem o seu negócio e como a sua empresa pode encontrar o break even. Confira! Break Even: Como Calcular? O cálculo do break even a primeira vista pode parecer algo muito complexo, pois envolve vários conceitos financeiros. Abaixo explicamos cada um deles, para facilitar o entendimento: custos fixos: o custos e despesas fixas não sofrem alterações, independente da produção da empresa. Isso significa que gastos com impostos, folha de pagamento, despesas com contador e aluguel, serão tratados como custos fixos. Estes custos podem trazer grandes encargos para a empresa, o que pode desestimular empreendedores iniciantes. No entanto, existem formas de contornar esta situação. Hoje muitos serviços podem ser oferecidos remotamente, é o caso da manutenção de softwares, desenvolvimento de sites e criação de aplicativos, por exemplo. Todos estes serviços podem ser contratados, sem a necessidade de gerar vínculo empregatício. Assim se você optar por profissionais que atuem como freelancers, eles poderão ser adicionados aos custos variáveis, já que o trabalho ou profissional contratado, podem ser alterados; custos variáveis: diferente dos custos fixos, os custos variáveis se alteram conforme a produção de produtos e a execução de serviços.Podemos pensar que um profissional de TI, pode estipular um preço fixo pela sua hora trabalhada, porém ele pode alterar o preço conforme a complexidade do projeto, logo este será um custo variável.É importante calcular a margem de contribuição corretamente, afinal, é preciso estipular um valor que a empresa deverá receber por cada projeto finalizado. Conforme cresce a quantidade e complexidade dos projetos, é necessário contratar mão de obra qualificada, o que irá aumentar os custos dos seus serviços. margem de contribuição: a margem de contribuição, irá definir qual o valor que sua empresa terá que praticar para poder cobrir os custos fixos. Para encontrá-lo, basta subtrair do valor da venda, os custos e despesas variáveis. Vamos imaginar que a licença do nosso software custa R$100, os custos e despesas para desenvolvê-lo custam R$65, então faríamos o seguinte cálculo: Margem de Contribuição (MC) = Valor da venda – Custos e Despesas Variáveis MC = 100 – 65 MC = R$35 Desta forma, cobrimos os gastos com os custos variáveis e ainda teremos R$35 para quitar os gastos fixos e manter o lucro. Alcançando o equilíbrio das suas finanças É chegado o momento de calcular o break even ou ponto de equilíbrio, onde basicamente vamos somar todas as despesas fixas e dividi-las pela margem de contribuição. Para isso utilizamos a seguinte fórmula: Ponto de Equilíbrio (PE) = Despesas Fixas / Margem de Contribuição Embora a Margem de Contribuição seja apresentada em porcentagem, não se esqueça de convertê-la para um número decimal, assim o cálculo ficará mais simples. É importante salientar que após alcançar o break even, sua empresa começará a colher os lucros, que nada mais são que os resultados de muito planejamento, estratégia, trabalho em equipe e uma boa execução. Alcancei o break even, como crescer? Alcançar o break even significa que sua empresa conseguiu manter uma boa saúde financeira e que você sobreviveu às diversas instabilidades do mercado, principalmente no cenário de tecnologia e inovação. Para manter a competitividade é necessário que você faça o planejamento financeiro adequado e constante, planejando o crescimento do seu empreendimento. Por isso, não esqueça de calcular o ROI de todas as ações. Como mostramos no início deste artigo, 25% das empresas não sobrevivem ao primeiro ano de atividade, pois não conseguem manter a rentabilidade do negócio, e não atingir o break even, pode ser um forte indicativo de que algo está errado no seu planejamento. Ademais, é importante salientar que todo crescimento terá um custo, e junto aos lucros, virão muitos problemas para você resolver. A Endeavor criou um framework para você identificar o estágio de crescimento da sua empresa, que facilita na identificação e resolução de problemas relacionados à expansão do negócio. Entre as dores de crescimento, está a dificuldade de se adaptar às mudanças do mercado. Quando se trata de tecnologia, é fundamental que a empresa esteja atenta às novidades do mercado e busque se adequar rapidamente. Continue acompanhando nosso blog e saiba mais sobre finanças para empresas de tecnologia. Se tiver dúvidas ou sugestões, deixe seus comentários.