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Impactos da tecnologia na contabilidade: o papel do contador como estrategista

Qual é o novo papel do contador? A cultura de inovação e tecnologia tomou o meio corporativo e chegou de vez na contabilidade.   Nos últimos anos, muitas das atividades tradicionais sofreram grandes alterações ou até foram substituídas. Mas, afinal, onde o contador se encontra neste cenário de mudanças aceleradas? A contabilidade se manterá relevante à medida em que inovações tecnológicas automatizam as ações manuais?     A resposta é SIM, o contador se manterá relevante e importante nos novos modelos de negócio.    Seu papel, contudo, deve evoluir: Mais do que tarefas operacionais e manuais, o contador deve usar as tecnologias a seu favor e reforçar seu papel como estrategista.   Quer entender um pouco melhor sobre este papel e quais são as suas principais funções? O que você, empreendedor, deve esperar do contador? Continue lendo este artigo e entenda melhor as mudanças desenfreadas que vêm ocorrendo no setor.   Impactos da Tecnologia no Mercado Contábil Sistemas de automação que aceleram processos, armazenamento em nuvem, documentos digitalizados e outros mecanismos que potencializam o serviço contábil.   Para analisar as mudanças, precisamos primeiro, entender que as mudanças tecnológicas já impactam a Contabilidade há muito tempo! Este novo ciclo que altera o mercado contábil não é o primeiro e nem será o último.   Quando a MK foi criada, por exemplo, o cenário tecnológico era totalmente diferente. Máquinas de escrever  se tornaram computadores, arquivos físicos enormes passaram a ser virtuais, correspondências se tornaram e-mails.     Inúmeras foram as mudanças no trabalho do contador nas últimas décadas tanto na contabilidade quanto na MK, e no mercado como um todo também. Contudo, antes de atrapalhar e extinguir o trabalho do profissional, todas as inovações que aconteceram nos últimos anos permitiram que a Contabilidade, cada vez mais, entregasse um trabalho seguro, automatizado e relevante.   As mudanças do cenário atual, trazem ainda mais alterações no dia a dia contábil: Integrações entre Sistemas Financeiros e Contábeis, Documentação Virtual e enviada automaticamente, e até conciliações automáticas diretamente do banco, são algumas das inovações que já estão presentes no mercado, em diferentes níveis e alcances.   Logicamente, todas estas mudanças impactam fortemente a Contabilidade: Afinal, se todas as entregas realizadas hoje em dia se tornarem automáticas, o que um escritório de Contabilidade irá entregar?   É justamente nisto que o novo papel do contador, e o futuro da contabilidade, se encontra: Mais do que o apurador de impostos ou o responsável por controle de documentação, o profissional contábil deve ser aquilo que reside em seu conceito central: Um contador consultivo, que atua como estrategista da sua empresa, sendo de fato o braço direito do empresário.   É neste tipo de entrega que a MK acredita, e que você, empreendedor, deve levar em conta na hora de buscar um escritório contábil como parceiro.  Quer entender melhor o que levar em conta neste momento? Leia nosso artigo sobre seleção de escritório contábil   Mas afinal, o que é este papel do contador como estrategista? O que ele, de fato, faz?     O que um Contador Estrategista faz? Entenda alguns dos serviços que podem ser prestados pelo setor contábil que impactarão diretamente no seu negócio.   Diagnóstico das Empresas: Mais do que entregar o balanço ou as guias de recolhimento dos impostos , cabe a este novo profissional interpretar e analisar os dados gerados. Realizar o trabalho de “médico” da empresa, diagnosticando seus problemas e pontos de atenção, sobretudo em relação a parte financeira. Um diagnóstico e análise bem feita pode fazer toda a diferença na gestão da empresa, permitindo que o empreendedor tenha segurança em relação ao que está fazendo, e evite as armadilhas, tão comuns, do meio empresarial.   Gestão Tributária Constante: O modelo tributário brasileiro sofre em um ritmo acelerado de alterações e segue apresentando alta complexidade. Para o empreendedor, sem dúvidas esse ritmo impossibilita estar a par de tudo e assim tomar as decisões corretas. Novamente, o contador estrategista e consultivo possui papel ativo nisso, ao trazer conhecimento e suporte na tomada de decisão tributária, buscando as decisões mais sustentáveis e de acordo com cada modelo de negócio.   Usa a Tecnologia a seu favor: A tecnologia veio para ficar, e isso é um fato. Cabe justamente ao novo perfil de contador apoiar e coordenar essa transição, estando a frente das tendências e novas tecnologias.  Integrações entre Sistemas financeiros e Contábeis, Documentação 100% digital e outras inovações tecnológicas são novas ferramentas que o contador pode analisar e trazer para o empresário e justamente entregar maior valor a todos.   Novos Serviços: Neste formato, o escritório contábil pode oferecer novos serviços e ofertas às empresas. O leque de serviços apresentados pelo escritório é cada vez maior, sobretudo em serviços consultivos e estratégicos. Desde OutSourcing Financeiro à auditorias e Due Dilligence, estas novas ofertas otimizam o trabalho do gestor, pois trazem maior segurança, redução de custos e suporte estratégico. Conheça mais aqui.     Longe de decretar o fim da Contabilidade, as tecnologias cada vez mais presentes são ferramentas importantíssimas para a evolução do serviço prestado pelo contador. Os Escritórios Contábeis devem usar todas estas inovações a seu favor, de forma a automatizar suas entregas operacionais e entregar um serviço cada vez mais estratégico.   Ao empreendedor, cabe buscar um parceiro contábil que não lhe entregue apenas a operação, mas sim potencialize o seu conhecimento e prática em entregas relevantes e que permitam atuar como braço direito na estratégia da empresa. Nós, da MK, acreditamos que a Contabilidade é parte vital da Empresa, e que o futuro do mercado é estar cada vez mais próximo do empreendedor e da estratégia. Acompanhe nosso blog para mais conteúdos que preparamos para você, nesta jornada de evolução do serviço. Quer saber como a estratégia contábil pode impactar diretamente no desempenho da sua empresa? Entre em contato com nossos especialistas e saiba, de forma personalizada, as opções de melhoria na sua empresa.

Tributação de empresas SaaS: Entenda como funciona

As empresas SaaS (Software as a Service) têm assumido um papel de destaque nos últimos tempos devido às suas soluções extremamente benéficas e inovadoras proporcionadas às organizações de modo geral.      Os programas de computador chamados SaaS (Software as a Service), também conhecidos por software em nuvem, são aqueles que podem ser utilizados de forma remota em qualquer dispositivo com acesso à internet, não ficando instalados em um servidor específico (clássicos exemplos de grandes empresas que fazem uso de SaaS são Linkedin, Netflix,  Adobe, e por aí vai).   Acontece que, apesar da crescente popularidade que vêm alcançando, não é novidade que no segmento de tecnologia e inovação essas empresas se desenvolvem em um contexto de extrema insegurança jurídica e tributária, bem diferente do que acontece em outros setores.    Com as constantes mudanças promovidas por novos serviços e produtos, os empreendimentos têm dificuldades para se adequar à legislação que, muitas vezes, não compreende todas as mercadorias e atividades realizadas pelo setor. A verdade é que as inovações tecnológicas correm mais rápido do que os processos de regulamentação promovidas pelos poderes tributantes brasileiros.     Como é regulamentado o sistema SaaS?   Aqui no Brasil, a Lei do Software (Lei 9.609 de 1998), define que o uso de programas de computador sempre será realizado via contratos de licença de uso, sendo que para os programas SaaS, existem três tipos diferentes de serviços:    Licença de uso de programas de computador; Instalação, configuração e suporte técnico;  Processamento de dados (trazem algumas preocupações tributárias).     Mas, afinal, como se dá a tributação dessas empresas no Brasil? Aplica-se ICMS ou ISS?   Diferente do que acontece em outros países, que adotam um imposto único para a produção, distribuição e a prestação de serviços, como o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), aplicado em Portugal, no Brasil o ambiente fiscal é muito mais complexo, afinal, as empresas devem arrecadar diferentes tributos para cada instância (municipal, estadual e federal), com alíquotas que variam de acordo com o faturamento e atividade desempenhada.   A dúvida existente sobre a incidência de ISS ou ICMS sobre os contratos de licença de uso é antiga e foi amenizada em 2003 com a Lei Complementar 116. Mas devido a várias legislações estaduais redefinirem as características de um software de prateleira (aqueles prontos para uso) e submeterem este à incidência do ICMS, alguns tribunais começaram a concordar com estes Estados.   Sendo assim, a Receita Federal, através da Solução de Consulta 191/2017 – COSIT, em resumo, apresentou os seguintes entendimentos:   Software de prateleira é mercadoria; Software sob encomenda ou personalizado é serviço; Software customizado pode ser mercadoria ou serviço (depende de análise); SaaS é serviço.   Nesse caso, separamos alguns pontos que devem ser levados em consideração e, inclusive, utilizados como forma de alerta pelas empresas de TI, no que diz respeito à fiscalização:   As Secretarias Municipais da Fazenda podem fragmentar o valor de contrato dos programas SaaS em até três partes, pois os serviços executados (conforme citado acima) têm alíquotas diferentes de ISS em algumas cidades; A Secretaria de Estado da Fazenda pode considerar a licença de uso como base de cálculo do ICMS e não do ISS.   Vale destacar também, que além dos softwares contratados no Brasil e os encargos tributários originados dessas relações jurídicas, é de extrema importância estar alerta com aqueles contratados no exterior, afinal, as remessas internacionais de dinheiro para o pagamento dos programas em nuvem classificados como serviço, podem sofrer até 50% de tributação.      O que os Tribunais Superiores vêm decidindo   Ao final de 2020, o Supremo Tribunal Federal – STF, estava julgando duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade – ADIN. Uma contra o estado de Minas Gerais e outra contra o estado de Mato Grosso, cuja discussão era exatamente sobre a incidência de ICMS ou ISS sobre software. A maioria dos Ministros estava a favor da incidência do ISS, porém, em virtude de um pedido de vistas, o julgamento foi interrompido, sendo que até o momento segue pendente de uma decisão definitiva.    Há rumores que a tendência da decisão deste julgamento, é a de que todo software, inclusive os padronizados, sejam tributados exclusivamente pelo ISS, bem como que a modulação dos efeitos da decisão, seja apenas após a conclusão do julgamento, não alcançando, portanto, efeito retroativo.     Saiba como preparar uma SaaS para evitar prejuízos com o fisco     As informações elencadas neste artigo não deixam a menor dúvida quanto a existência de um cenário inconstante e que divide opiniões quando o assunto é tributação de empresas SaaS, por isso, a melhor forma de evitar prejuízos, multas e incômodos com os órgãos de fiscalização tributária é realizar um planejamento fiscal adequado para a empresa.  Esse processo tem início no registro da empresa com a definição correta da atividade desempenhada (serviço ou produto), a criação de um contrato social que considere benefícios fiscais para os empreendimentos, e ainda a escolha do regime tributário. Com a definição correta destas características do negócio, a empresa evita o pagamento de tributos acima do necessário, assim como dívidas e problemas fiscais.   Mais do que buscar um modelo de contrato pronto, os gestores das empresas de tecnologia devem ficar atentos às várias particularidades do setor. Com as constantes mudanças na legislação e incertezas tributárias referentes aos novos serviços digitais torna-se fundamental buscar auxílio contábil e jurídico. Profissionais especializados podem avaliar o melhor regime tributário para o negócio, preparar a empresa para escalar com segurança, e organizar o orçamento para reduzir os gastos com impostos.    Em startups, pequenas e médias empresas, a falta de recursos para contratação formal de profissionais faz com que demandas contábeis sejam realizadas pelos fundadores do negócio. E sem o conhecimento específico sobre as legislações e peculiaridades tributárias do setor, muitos erros podem ser cometidos, assim como a negligência de pontos importantes que devem ser considerados por empreendimentos que anseiam crescer com segurança no mercado.    Por isso, no caso de empresas que dispõem de recursos