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CLT e PJ: entenda as diferenças e como adequar sua empresa

Em face das novas demandas do mercado de trabalho, a contratação PJ vem aumentando em larga escala.  Esse movimento é natural quando olhamos para a taxa de desemprego de 9,3%, isto é, 10,1 milhões de desempregados no Brasil, segundo dados do IBGE. Ao mesmo tempo, outro levantamento realizado pelo IBGE indicou que somente em 2022, 2,2 milhões de pessoas foram contratadas como PJ, com destaque para as áreas de tecnologia, marketing e design. Esses dados nos mostram que a pejotização, termo utilizado pelo próprio TST ao referendar esse novo modelo de contrato entre pessoas jurídicas, é um regime de trabalho que vem ganhando força dentro do mercado. Isso porque a contratação via PJ proporciona maior autonomia para ambas as partes, possibilitando a recolocação no mercado para milhares de trabalhadores e permitindo às empresas menos burocracias na contratação de profissionais. Mas afinal, quais são as principais diferenças entre o regime CLT e o PJ? E quais são as vantagens e desvantagens da pejotização para as empresas? É o que veremos a seguir nesse artigo, vamos lá? O que é o regime CLT Criada em 1943, a sigla CLT significa Consolidação das Leis do Trabalho, ou seja, a CLT é um conjunto de normas que regulam as relações de trabalho entre empregados e empregadores. Portanto, dentro dessa lei estão previstos todos os direitos e deveres de ambas as partes, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais dos trabalhadores, tais como horário de trabalho, pagamento e condições adequadas de trabalho. Veja a seguir os principais benefícios da CLT: Jornada de trabalho máxima de até 8h por dia Licença- maternidade e paternidade remuneradas Recebimento do 13º salário Direito a férias remuneradas Afastamento de doença Porém, ainda que a CLT garanta direitos e deveres na relação entre empregado e empregador, ela perde em outros aspectos quando comparado ao regulamento trabalhista de uma pessoa jurídica.  Atualmente, com o aumento do emprego em áreas como tecnologia e marketing, o número de trabalhadores que priorizam jornadas de trabalho flexíveis, possibilidade de home office  e menos subordinação a empresa tem aumentado consideravelmente. Já para os empregados, a desvantagem desse regime é o de um vínculo mais oneroso e burocrático, uma vez que todo processo de contratação de desligamento é acompanhado de um excesso de trâmites administrativos e uma série de cobranças contratuais. O que é o regime PJ O regime PJ ou pejotização é um regime de prestação de serviços entre uma empresa e uma pessoa jurídica, portanto, diferentemente do CLT, o PJ (pessoa jurídica) atua por meio do seu Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Na prática, esse modelo funciona como uma terceirização de serviços, onde existe um contrato para a prestação de um serviço ao invés de um contrato empregatício formal. E o empregado atua como uma empresa, fornecendo serviços, emitindo nota fiscal, arcando com os custos de impostos em face do pagamento recebido, além de calcular e pagar o imposto de renda e o ISS. A pessoa jurídica pode ser registrada como: MEI – Microempreendedor Individual EI – Empresário Individual LTDA – Sociedade Limitada A escolha do regime vai depender, principalmente, do faturamento, número de funcionários, tipo de atividade e regime tributário. Entre as principais áreas que vem crescendo nesse novo modelo de trabalho estão:  Contadores;  Profissionais de saúde; Profissionais de tecnologia; Arquitetos; Engenheiros; Serviços Gerais. Vantagens da Pejotização Para o empregado as principais vantagens são não estar vinculado a um contrato e nem a subordinação de hierarquia empresarial, horário flexível e o benefício de administrar a própria carteira. Veja a seguir as principais vantagens da pejotização para as empresas: Redução de custos Já para as empresas, uma das principais vantagens é a redução de custos gerada pelo alívio na folha de pagamento de funcionários, que inclui décimo terceiro, contribuição previdenciária, férias remuneradas, entre outros. Profissionais diferenciados Michele Mary, sócia e diretora de DHO da MK – Soluções Empresariais e Conselheira da ABRH ainda coloca como vantagem para a empresa a chegada de “profissionais que pensem fora da caixa, com desejo de empreender e de atuar dentro do mesmo patamar da empresa” Concessão de benefícios Outra vantagem para a empresa que adota o regime PJ é mais liberdade na concessão de benefícios. Com as leis trabalhistas, as empresas devem seguir estritamente às regras previstas em seu regimento, havendo pouca margem para conceder bonificações aos funcionários. Com a desburocratização, as empresas ganham mais liberdade para se destacar na retenção de talentos, oferecendo remunerações maiores e a possibilidade de implementar uma política de premiações e bonificações, gerando um aumento de produtividade e maior engajamento entre os colaboradores. As altas taxas de absenteísmo geram um impacto direto sobre as finanças da organização e a qualidade dos serviços realizados. E a contratação de colaboradores como PJ ajudam a promover ações estratégicas que valorizem e reconheçam os esforços dos funcionários Desvantagens da Pejotização Sobre as desvantagens da pejotização para as empresas, Michele destaca que: “Na prática, muitos profissionais aderem ao sistema de trabalho via PJ pela vantagem de não pagar impostos obrigatórios, mas não entendem as responsabilidades vinculadas a esse modelo de emprego. Isto é, o profissional quer ser PJ, mas com direitos de CLT e isso não existe.” Além disso, muitas empresas têm se interessado pelo regime de contratação de PJ pelas vantagens em relação a diminuição de custos e a desburocratização das relações trabalhistas. Porém, acabam não se atendo ao fato de que a contratação de PJ também possui uma regulamentação legal, que precisa ser observada atentamente sob o risco de estar atuando ilegalmente dentro do mercado de trabalho. Além disso, ignoram o fato de que essas mudanças não afetam apenas os contratos de trabalho, mas toda a cultura organizacional da empresa, com destaque para o setor de RH, que precisa se adequar na relação com os colaboradores PJ. Por esse motivo, no próximo tópico vamos abordar os principais cuidados necessários na hora de escolher o regime de contrato. Cuidados necessários ao escolher o regime de contrato Caracterização do vínculo trabalhista É importante destacar que mesmo a

Gestão de Inovação: como aplicar no seu negócio

Inovação é a palavra do momento no ambiente empresarial e não por acaso. Afinal, em um mercado cada vez mais competitivo e tecnológico, é necessário estar constantemente pensando em novas formas de inovar para estar pronto para atender às novas demandas, processos e exigências do mercado atual.   Mas assim como em diversos outros processos, a inovação não é apenas uma concepção vazia. Ela possui uma metodologia e formas concretas de serem aplicadas em um negócio.    É aí que entra o processo de Gestão de Inovação.   Nesse artigo vamos explicar o que é a Gestão de Inovação, mostrar seus benefícios e a forma de implementar essa metodologia na sua empresa.   Continue a leitura!   O que é Inovação?   Muitas pessoas acreditam que a inovação só está presente na criação de novos produtos e serviços. Mas também é considerada inovação a proposição de um olhar diferente para algo preexistente, seja um produto, serviço, processo ou modelo de negócio.   Podemos definir que o conceito de inovação está diretamente ligado à criatividade, sempre com o objetivo de abrir novas oportunidades de negócio e, muitas vezes, novos mercados.   Mas como falamos acima, inovação não é um mero conceito abstrato de ideia criativa. A inovação existe quando essa ideia está ancorada na identificação de uma oportunidade. É o resultado de uma ideia promissora, somado a forma de implementação dessa ideia e os resultados obtidos a partir desse projeto.   O que é Gestão de Inovação?   A Gestão de Inovação é a metodologia pela qual é feita a inovação. Portanto, dentro desse modelo de gestão estão o desenvolvimento, a organização, a implementação e o gerenciamento desses processos, projetando que a inovação esteja inserida e seja aplicável em todos os campos da empresa.   Por ser uma metodologia concreta de se fazer inovação, ela possui início, meio e fim, que são estruturados dessa maneira:   Início – Criação de ideias e projetos: é o momento de brainstorming e, justamente por esse motivo, é o momento de estar de mente aberta para todos os tipos de ideias e projetos, evitando pré-julgamentos. Nessa etapa, a inovação aberta também é incentivada, visando encontrar projetos de inovação ou soluções inovadoras em ambientes externos aos da empresa.   Meio – Gerenciamento de processos: é nessa etapa que a gestão de inovação irá acontecer propriamente através das operações de processos que serão remodelados, em virtude de novos métodos inovadores.   Fim – Entregas e geração de resultados: nessa etapa se verificará os efeitos e consequências que os projetos de inovação trouxeram. Seja para um processo interno dentro da empresa ou para a realização de um novo produto ou serviço.   A gestão de inovação também acontece a partir da observação de ambientes externos. Identificando oportunidades, analisando processos de outros setores e concorrentes e até possibilitando a troca de informações com áreas externas através de projetos, por meio da inovação aberta.     Como implementar a Gestão de Inovação na sua empresa?   Introduzir a inovação no organograma da empresa   A inovação não pode ser uma meta complementar. Por isso, é necessário incluí-la dentro de um setor específico na empresa, o ideal é que ela seja incluída em um nível gerencial.    O gestor de inovação é quem vai garantir os processos disruptivos e avaliar se os projetos de inovação estão de acordo com o mercado atual.   Cultura de inovação   Para uma gestão de inovação ser bem sucedida, é necessário dar condições e estruturas para que ela possa crescer dentro da empresa. Toda inovação vem acompanhada de certo risco, mas é necessário estar aberto a novas ideias e disponibilizar autonomia.   Lembre-se que toda decisão, que traz consigo um risco, é porque gera retornos acima da média.   Uma cultura de inovação é formada através da viabilidade de treinamentos, cursos e palestras sobre o tema, além do engajamento e incentivo dos líderes, valorizando o espírito inovador.   Inovação como estratégia empresarial   É necessário que a inovação esteja alinhada com os alinhamentos estratégicos do negócio, promovendo a coesão entre todos os recursos disponíveis. Desse modo, todos os processos de produção, operação e gerência se atualizarão de acordo com as novas propostas de inovação.   OBS: É bom lembrar que muitas empresas, como a Kodak e a Blockbuster, pagaram caro por não adotarem a inovação como estratégia em seus modelos de negócio.   Implementação de novas ideias   A implementação de novas ideias surge a partir da motivação e do apoio que a empresa dá para a criação delas.   Se um funcionário propôs uma ideia que não teve muita aceitação, ao invés de descartá-la imediatamente, procure maneiras de aperfeiçoá-la ou procure evidenciar os motivos que incapacitam essa ideia.   Estruturar os processos de inovação   A gestão de inovação é quem será encarregada de sistematizar todo o processo dentro da empresa. Criação, análise, viabilidade econômica, aceitação dos clientes, entre outras etapas igualmente importantes.   Por conta disso, é preciso equipar esse setor com ferramentas necessárias, para que esse trabalho seja desempenhado com excelência.    Contar com uma ferramenta de gestão permite ao setor contar com indicadores, métricas, relatórios e gráficos que auxiliarão e darão mais segurança para a dinamicidade desse processo.   Estudar os aspectos legais   As questões legais são um aspecto importante para quem incorpora uma gestão de inovação na empresa. Uma vez que será necessário o registro de marcas, patentes e propriedade intelectual.   Mas também existem vantagens legais nesse processo. Hoje em dia, existem acesso a crédito e financiamentos, especialmente para empresas inovadoras, além de outros benefícios tributários que podem fortalecer ainda mais os seus projetos. Conheça os benefícios da Gestão de Inovação   São diversos os benefícios que a gestão de inovação pode trazer para a sua empresa. Veja alguns deles a seguir!   Maior competitividade   A gestão de inovação aumenta a frequência maior de produtos e serviços diferenciados, promovendo novas experiências aos clientes. Com isso, os clientes se dispõe a pagar mais pela experiência e o

Backoffice: descubra a importância para o seu negócio

Você já assistiu a um filme e quando acabou, pensou: Nossa, imagina o trabalho que deu para fazer tudo isso? Seja pela maquiagem, figurinos, cenários ou um roteiro bem escrito.    Você não assistiu esses processos serem elaborados, mas sabe que foram realizados para chegar no produto final.   No mundo empresarial acontece a mesma coisa, diversos processos internos acontecem após o fechamento de um pedido.   Todas as atividades de uma empresa estão ligadas em uma cadeia de processos, sejam elas operacionais ou estratégicas. Já parou para pensar o que acontece se uma falha acontece em uma das etapas desse processo? É lógico pensar que todo o encadeamento sofrerá prejuízos, que podem ser irreversíveis.   Foi pensando em garantir uma estratégia de suporte para que essas falhas não aconteçam que nasceu o conceito de backoffice.   Nesse artigo, vamos explicar pra você a importância desse conceito para não prejudicar o planejamento estratégico da sua empresa. O que é Backoffice?   O termo backoffice é traduzido por muitos como “escritório de retaguarda” ou parte de trás do escritório. No backoffice, portanto, estão compreendidas diversas áreas, como logística, marketing, financeiro, operacional, entre outros.   Todas as áreas de uma empresa que não estão na linha de frente, isto é, que não possuem contato direto com o cliente, como vendas e recursos humanos, são chamados de backoffice.   Por isso, a principal função do backoffice é a de suporte. Pois são essas áreas que garantem a continuação ininterrupta das operações, sem que haja surpresas no meio do caminho.    Você já deve ter visto um pit stop na Fórmula 1. É como se cada um daqueles funcionários fosse responsável por uma área da empresa, trabalhando em equipe, corrigindo possíveis deslizes e se certificando de que a operação está pronta para prosseguir sem falhas.   Importância do Backoffice   Ao adotar um sistema de backoffice na sua empresa, sua rotina de trabalho ganha padronização, sendo assim, é possível identificar mais rapidamente quando uma das etapas do processo saiu dos trilhos.   Por esse motivo, a gestão de backoffice de uma empresa é de suma importância. Afinal, quando todas as áreas trabalham em harmonia, consequentemente gera maior eficiência operacional. Isso traz benefícios para o dia a dia da empresa e, indiretamente, aumenta o nível de satisfação dos clientes.   Benefícios da automatização do backoffice   Com a revolução digital e as novas tecnologias, o mundo empresarial tem concluído que os sistemas de backoffice já não podem mais ser realizados exclusivamente através de tarefas manuais.   Eles perceberam que o backoffice de uma empresa é muito importante para correr riscos desnecessários. É claro que falhas são naturais e vão acontecer, principalmente em grandes empresas. Mas é possível diminuir os riscos e otimizar os processos através de sistemas de gestão eficientes.   Vamos listar algumas das vantagens que a tecnologia de automação pode trazer para a sua empresa   Redução de custos   Todas as atividades de backoffice geram custos diretos e indiretos para qualquer empresa. Com a automatização desses processos, é possível mapear todos os processos do negócio e ainda diminuir custos de trabalhos manuais desnecessários.   Com isso, os profissionais têm seus custos diminuídos com treinamentos ou horas extras, por exemplo. Além de se realocarem em outros processos que exigem maior poder de decisão e planejamento estratégico.   Otimização de processos   Todos os processos que demandam maior atenção, por possuírem regulamentação jurídica, são simplificados com a automação.    Como eles estarão sendo feitos automaticamente, de acordo com a legislação e a política interna da empresa, é possível ter mais confiança de que todos os procedimentos estarão de acordo com a lei.   Integração de setores   Uma empresa gera uma quantidade grande de dados diariamente. Com a integração de todos os setores, as chances de erro são reduzidas, além de proporcionar análises e indicações mais ricas. Isso ajuda na comparação dos resultados em relação às metas, além de identificar as áreas que necessitam de melhoria.   Além dos benefícios para a empresa, de modo geral, cada área também se beneficia com um processo automatizado de backoffice. Veja a seguir as vantagens da automatização de backoffice em algumas áreas   Na área financeira   Por meio de um sistema de relacionamento com os clientes e um software de gestão empresarial, por exemplo, o fechamento de um negócio aciona automaticamente o setor financeiro para a cobrança e o estoque para a separação do produto.   Com isso, além da satisfação do cliente na sua experiência de compra, economiza-se tempo, além de recursos humanos e materiais.   Na área contábil e fiscal   Os sistemas de contabilidade, como o Conta Azul,  têm facilitado diversos processos burocráticos, sem a insegurança de infringir as legislações vigentes. Veja alguns deles:   Automação de lançamentos de recebíveis Automação de emissão e lançamentos de notas fiscais Automação dos lançamentos de pagamentos Integração de sistemas   Na área de recursos humanos   Entre os benefícios da automação na área de recursos humanos, estão:   A otimização de tempo: com os documentos arquivados em nuvens ou ferramentas de gestão, como a Feedz.   Facilidade na análise de dados: já que as ferramentas de gestão comportam todas as informações em um só lugar. Além de oferecerem, muitas vezes, mapeamentos das tarefas executadas e diagnósticos de trabalhos.   Redirecionamento de esforços: com a abrangência de informações ampliada, os gestores possuem maior controle sobre a equipe, uma vez que essas ferramentas conseguem diagnosticar erros e acertos em tempo real.   Gostou desse artigo? A MK sabe a importância dos setores financeiros, contábeis e de gestão de pessoas em uma empresa.    Além de diversos E-books gratuitos disponibilizados em nosso site, nós oferecemos serviços específicos nessas áreas.   Se você também reconhece a relevância de contar com um serviço de backoffice de qualidade, entre em contato com a gente e conheça nossos serviços!

Gestão de custos: entenda a sua importância

Você já ouviu falar em gestão de custos?   Conhecer bem o seu próprio negócio e ter controle sobre ele é primordial para o sucesso a longo prazo da sua empresa!   Além de conhecimentos básicos, como o seu produto e seu público alvo, também é importante acompanhar de perto a área financeira.    Afinal, é através de uma boa gestão de custos, que é possível administrar os custos de produção e comercialização dos seus serviços, bem como evitar prejuízos financeiros, possibilitando um crescimento saudável e sustentável. Por exemplo, uma boa gestão de custos sobre as despesas da sua empresa, pode auxiliar a identificar onde é possível cortar gastos, sem que isso prejudique o seu crescimento.   Por isso, preparamos um artigo para explicar melhor o que é a gestão de custos e a importância dela no dia a dia das empresas, além de algumas dicas de como fazer essa gestão de custos para ver sua empresa crescer com controle e efetividade. Vamos lá? O que é gestão de custos?   Para definirmos o que é a gestão de custos, é necessário definir primeiro o que é considerado custo para a empresa.   De maneira sucinta, é considerado custo todas as despesas e investimentos necessários para realizar as atividades e manter o dia a dia da sua empresa. Portanto, os custos vão desde o fornecimento de energia elétrica para o funcionamento da empresa, até os custos de mão de obra, transporte, salários. A lista é infinita…   Além disso, existem os gastos fixos, como aluguel, salário e manutenção de equipamentos. Bem como os gastos variáveis, que vão desde a matéria prima até a mão de obra e o combustível.   Embora seja lógico pensar que todo o empresário tenha conhecimento desses gastos, é importante também analisá-los minuciosamente, pois um bom controle e compreensão acerca deles será crucial para decisões financeiras, que proporcionarão uma margem de lucro maior para a empresa.   Infelizmente, muitas empresas acreditam que produtos de qualidade e ideias inovadoras são a única chave para o sucesso. E se esquecem de um fundamento básico, que é uma boa gestão de custos. Isso porque, uma gestão mal feita impacta diretamente na produtividade da empresa, muitas vezes levando até ao fracasso.   Portanto, é necessário contar com uma boa equipe de contabilidade, além do próprio gestor dedicar tempo necessário para a análise desses custos, através de tabelas, planilhas e outras informações que, com certeza, facilitarão nas tomadas de decisão para uma maior lucratividade.   Qual a importância da gestão de custos para uma empresa?   Independente do tamanho e do tempo que sua empresa tem, uma gestão de custos é imprescindível para uma administração eficiente na área financeira.   Uma gestão inteligente proporciona uma melhor organização sobre o faturamento, a lucratividade e o próprio nível de endividamento da empresa.    Com isso, é possível ter mais segurança na hora de identificar boas oportunidades de investimento, tomar decisões estratégicas e com isso, potencializar a sua margem de lucro.   Também sabemos que a competitividade do mercado está cada vez maior.    Portanto, esse controle de custos também funciona como um ótimo indicador de desempenho, pois evidencia o potencial competitivo da sua empresa, visto que uma gestão de custos feita de forma irresponsável, pode prejudicar a sua empresa a longo prazo, podendo levar até ao fracasso, isto é, colocando em risco a sua competitividade no mercado.   Além da importância, uma gestão de custos eficiente também pode trazer inúmeros benefícios para a sua empresa. A seguir, vamos listar alguns deles.    Continue a leitura!   Quais os benefícios que uma gestão de custos traz?   Diminuição de riscos   É sempre bom lembrar que um faturamento alto não quer dizer, necessariamente, que a saúde financeira da sua empresa está em dia. Muitas vezes, esses dados podem ser imprecisos, levando a sua empresa a tomar decisões arriscadas e consequentemente, colocando-a em risco.   Nesse sentido, uma gestão de custos aprofundada diminui os riscos e fortalece as estratégias e decisões tomadas.   Precificação e maior competitividade   Falamos acima sobre os gastos variáveis. Um controle eficaz a respeito desses gastos pode auxiliar na diminuição dos seus custos e também calcular o preço final de um produto a partir de um conjunto maior de aspectos.    Com preços eficientes e adequados em relação ao produto, a competitividade também cresce.   Lucratividade e crescimento gradual   Uma vez eliminados os gastos supérfluos, é possível direcionar esse valor em produtos de maior qualidade e mais competitivos dentro do mercado. Com isso, aumentando a lucratividade sem colocar em risco a saúde financeira da sua empresa. Dicas de como efetuar uma boa gestão de custos   Agora você já sabe a importância de uma boa gestão de custos e os benefícios que elas podem trazer para a sua empresa.    Essas medidas visam um crescimento saudável e gradual para a sua empresa, portanto, queremos reforçar que o ideal não é esperar sua empresa passar por problemas financeiros para começar a fazer esse controle de custos.    Pelo contrário, as empresas que crescem, mesmo em épocas de crise econômica, são aquelas que tem uma gestão permanente de custos, evitando, dessa forma, gastos desnecessários e investindo seus rendimentos com mais segurança e inteligência.   Por isso, separamos algumas dicas de como realizar essa gestão de custos, na prática. Visando, assim, alocar melhor seus recursos e otimizar processos com gastos menores.   Vamos a elas?   Verificar onde é possível cortar custos   Uma análise minuciosa através da gestão de custos permite identificar gastos supérfluos que, muitas vezes, podem ser até elevados em relação ao retorno que trazem.   Com a pandemia e o avanço da tecnologia, muitas empresas descobriram que já não é mais necessário contar com a presença física de diversos funcionários. Uma vez que as chamadas de vídeo e o armazenamento em nuvem facilitaram a comunicação e a mantiveram a produtividade, mesmo a distância.   A tecnologia também trouxe outros avanços, como a automatização de processos que, antes,

E-book: Guia prático do eSocial

eSocial é um programa obrigatório do Governo Federal que prevê a simplificação de processos, redução do retrabalho e unificação de dados no envio de declarações das empresas. Inicialmente a adaptação das organizações ao programa pode representar um verdadeiro desafio, principalmente pela inclusão de novos processos e rotinas administrativas. Para auxiliar na organização das demandas e ações necessárias para adequação ao novo sistema, lançamos o Guia prático do eSocial para as empresas, com as principais dúvidas e informações necessárias para os gestores. No Guia do eSocial para empresas, você irá saber: O que muda para as empresas; Principais prazos e dicas gerais para adaptação ao eSocial; Indicações para o Programa de Medicina do Trabalho. Para baixar o material clique aqui   Baixe agora o material gratuitamente e prepare a sua empresa para o eSocial! Acompanhe o Blog da MK Soluções Empresariais e saiba mais sobre gestão de equipes, organização financeira e contábil.

Liderança situacional: seja um líder que sabe se adaptar!

A capacidade de resolver impasses, conduzir e desenvolver pessoas e, além disso, se adaptar aos mais variados cenários, são características clássicas de uma boa liderança. E é exatamente nesse contexto, que surge a chamada liderança situacional. Não é novidade que uma boa liderança é capaz de transformar o ambiente laboral, engajando a equipe e alcançando melhores resultados. Isso porque, é natural que os liderados sejam muito mais produtivos e eficientes quando contam com uma figura superior que não exerce simplesmente o papel de ”chefe”, mas sim de verdadeiro líder, que não só inspira, mas também conduz as mais variadas situações de forma coerente e, sobretudo, estratégica.   Quer entender como é a liderança situacional e como fazer para desempenhar esse papel tão importante nas organizações? Continue acompanhando este artigo! O que é Liderança Situacional? Antes de mais nada, podemos dizer que um bom líder situacional é capaz de se adaptar conforme o nível de maturidade e distinção dos seus funcionários, ou seja, conforme a situação. Nesse sentido, a liderança situacional é a aptidão do líder em orientar todos os colaboradores da equipe a seguirem uma direção muito mais assertiva e eficaz, se baseando em informações importantes sobre o contexto em que se inserem. Vale destacar que o cerne da teoria, baseia-se na ideia de que não existe uma escala específica que caracteriza os ”melhores tipos de liderança”. Mas sim, que as mais bem sucedidas se adaptam e sabem ”tirar de letrar” as mais variadas circunstâncias. Esse modo de liderar sempre considera o momento que o colaborador está passando, por isso, um líder situacional precisa avaliar diversos aspectos do contexto do trabalho como: forças, fraquezas, inteligência emocional, competitividade, técnica, além de outros fatores que podem influenciar no trabalho de forma negativa e positiva. Em suma, a teoria da liderança situacional delega de acordo com os perfis, cargos e nível de conhecimento. Gerindo, assim, a equipe de maneira eficiente e potencializando a performance dos colaboradores em busca de um mesmo propósito (bons resultados). Os 4 modos de liderança A teoria da liderança situacional, desenvolvida em 1969, por Paul Hersey e Ken Blanchard, defende a existência de quatro estilos de liderança, em quatro fases diferentes. Vamos entender quais são eles? DIREÇÃO: Primeiramente, o líder deve mostrar ao membro da equipe como as tarefas devem ser realizadas. Dessa forma, o colaborador adquire confiança e planeja formas efetivas para se auto gerenciar. Isso significa que nesse modo, o líder deve monitorar a tarefa do início ao fim para que a confiança seja conquistada. ORIENTAÇÃO: Aqui, o líder supervisiona de forma contínua a equipe. Além de sempre retornar com os feedbacks das atividades e recolher sugestões de melhorias para contribuir com o projeto. Nesse caso, a decisão final é de responsabilidade do líder, mas o colaborador sente-se motivado para sugerir melhorias. APOIO: Nesta fase há uma maior confiança no colaborador. Ou seja, a liderança normalmente oferece maneiras para o time discutir e analisar perspectivas diferentes. Dessa forma, o colaborador possui suporte para realizar sua demanda, mas sem o papel predominante do líder como um supervisor. AUTONOMIA: Agora a equipe está preparada para a gestão! Ou seja, é possível executar as tarefas com liberdade e independência. O líder fica mais afastado para os membros tomarem decisões e assumirem a responsabilidade pelo que acontece. Neste nível os liderados são maduros e compreendem quais os seus papéis assim como seus deveres.   Dessa forma, conseguimos chegar na conclusão que os líderes situacionais: Possibilitam que as equipes e organizações sejam mais produtivas. Melhorando o desenvolvimento de um funcionário novo ou que está aprendendo uma nova tarefa. Incentivam colaboradores engajados e comprometidos pois reconhecem sua autonomia. Acompanham as mudanças de comportamento. Identifica qual é o melhor momento para ser flexível ou quando deverá ser mais rígido. Os 4 níveis de maturidade Os 4 modos de liderança situacional dependerão dos 4 níveis de maturidade dos colaboradores. Em outras palavras, dependerão do nível de conhecimento e competência. O chamado “nível de maturidade” está relacionado com a competência para assumir responsabilidades e gerir seu comportamento. Primeiro nível: Os membros não possuem entendimento ou capacidade para concluir os deveres (os motivos podem ser diversos, como: novos colaboradores ou não se sentem preparados). Podemos concluir que neste nível os liderados possuem uma baixa autoconfiança. Segundo nível: Agora os liderados possuem experiência e motivação para executar as atividades. Porém, o apoio do líder ainda se faz presente. Terceiro nível: Aqui os funcionários tem total habilidade e capacidade para concluir as tarefas exigidas. Porém, por alguma razão, não se sentem motivados a tomar a responsabilidade para si. Quarto nível: Os membros do time possuem ótimas habilidades e estão motivados para cumprir a atividade com total autonomia.   Como desenvolver uma boa Liderança Situacional? Bom, como vimos ao decorrer deste texto, a liderança situacional se baseia na capacidade de flexibilidade de acordo com as situações que o líder encontra. Ou seja, como se adaptar de acordo com as necessidades da equipe e conforme a situação exige. Isso significa que no início do trabalho (onde os membros não possuem experiência e confiança) é normal que a liderança exerça características de direção, já que o nível de maturidade do colaborador ainda é bem ”cru”. Ao longo do tempo e com a evolução dos liderados, o estilo de liderança também evoluirá com eles, de forma simultânea. Conclusão Conseguimos ver durante esse texto que um líder situacional deve conhecer a singularidade de cada membro de sua equipe. Além de ajustar seu modo de liderar conforme as necessidades e assim desenvolver seu time para que juntos consigam chegar num grau elevado de maturidade. Vale lembrar que um bom líder situacional deve reconhecer e encarar um problema de inúmeras formas (de acordo com o contexto). Além disso, a liderança situacional é uma forma de gerir não só dos gerentes, mas também deve ser uma ferramenta usada pelos diretores e sócios que visam o melhor desenvolvimento da organização, em busca de melhores resultados. Esse modelo de liderança pode refletir até mesmo numa equipe onde os

Planejamento estratégico, tático e operacional: tudo que você precisa saber

A grande maioria das empresas, independente do estágio em que se encontram, buscam formas de engajar seus funcionários e melhorar seus resultados. Assim, uma das maneiras mais eficazes de atingir determinados objetivos é colocando em ação o planejamento estratégico, tático e operacional. O planejamento estratégico, tático e operacional é uma ferramenta de gestão empresarial de extrema importância pois possibilita identificar a realidade do negócio, avaliando os possíveis caminhos e auxiliando a tomar decisões mais racionais.  Um planejamento feito com qualidade faz a empresa colher frutos a curto, médio e longo prazo, vez que eles trabalham como uma engrenagem dentro da empresa. Mas o que é, de fato, o planejamento estratégico, tático e operacional? Como montar um bom planejamento? Acompanhe nosso artigo que iremos te explicar tudo que você precisa saber sobre o assunto! O que é um Planejamento Estratégico?   O planejamento estratégico é um documento que desenvolve a estratégia da empresa, estabelecendo objetivos. Ou seja, o gestor poderá definir as ações, métricas e metas que a equipe terá que cumprir para melhorar os resultados no tempo predeterminado. Podemos dizer que essas ações e metas que o empreendimento define com o planejamento estratégico, são fundamentais para a evolução e desenvolvimento dos resultados da organização.   Então, é possível afirmar que o maior objetivo ao montar um planejamento estratégico é fazer com que ele servia como um norte para as ações que serão realizadas na empresa durante aquele período. Ou seja, vai auxiliar na identificação de problemas e na elaboração de soluções.  Um ponto importante é que o planejamento estratégico deve ser dinâmico, permitindo a criação de novas ações e estratégias durante o seu período de execução. ATENÇÃO: Apesar de possuírem algumas características em comum, o planejamento estratégico é diferente do plano de negócios.   Qual a importância de realizar um Planejamento Estratégico na sua empresa?   Apesar de levar um tempo e demandar muita atenção na sua montagem, o planejamento estratégico é uma ferramenta que traz muitos benefícios para a empresa. Confira alguns abaixo: Maior organização; Assertividade nas decisões; Decisões baseadas em dados; Priorização de tarefas; Aumento da produtividade; Clareza de Propósito e Foco Organizacional Entre outros! Se a sua empresa é uma startup, podemos considerar que esses benefícios têm um peso dobrado. Afinal, no início, diversas dificuldades podem aparecer, dessa forma, as ferramentas que facilitam o desenvolvimento da startup são muito bem-vindas.    Além do planejamento estratégico, é essencial que uma empresa tenha outras ferramentas para melhorar o desempenho da produtividade e da sua equipe. Aqui no blog da MK, produzimos outros conteúdos que podem te ajudar nesse momento como o Plano de Desenvolvimento Individual e o Planejamento tributário. Como funciona o Planejamento Tático e o Planejamento Operacional?   Aqui, importa destacar que o planejamento estratégico não está completo sem o planejamento tático e o operacional. Ao contrário do planejamento estratégico que visa o médio para o longo prazo, os outros dois têm um foco de curto e médio para curto prazo.   PLANEJAMENTO TÁTICO   Em primeiro lugar, o planejamento tático serve como ponte entre o planejamento estratégico e o planejamento operacional. Por isso, o seu desenvolvimento deve ter atenção redobrada. Em contrapartida ao planejamento estratégico, que é voltado para a organização de uma maneira geral, o planejamento tático foca nas áreas e departamentos da empresa. Mas o que isso quer dizer exatamente?  O planejamento tático funciona como uma espécie de fragmentação do planejamento estratégico para cada setor da empresa.  Vale lembrar também que nesta etapa entra o planejamento de marketing, planos de produto e planejamento de pessoal. Além do planejamento financeiro para o período de cerca de 1 a 3 anos.   PLANEJAMENTO OPERACIONAL   Agora, na parte operacional, o foco é o curto prazo. Ou seja, o tempo é de 3 a 6 meses e os objetivos são globais. Aqui o processo é bem mais detalhado que as etapas anteriores. Depois que a etapa operacional estiver pronta, é o momento de realizar algumas ações. Ou seja, os planos de ações e cronogramas, com todas as atividades que foram propostas e que deverão ser completadas até o fim do prazo predeterminado, devem ser concluídos. Uma dica de segurança é realizar uma avaliação dos riscos de todas as atividades contidas no planejamento operacional e planos de contingência para resolver os problemas (caso eles ocorram).    Qual a relação entre os planejamentos?   Antes de mais nada, é necessário se atentar aos pontos divergentes entre os planos: a quem se destinam na organização, nos prazos e no nível de detalhamento de ações. Num primeiro momento, isso pode causar a falsa impressão que eles não se relacionam entre si. Mas na verdade, os três planejamentos são totalmente complementares. Então, podemos dizer que “um não vive sem  o outro”. Nesse sentido, sem o planejamento operacional com as metas de curto prazo bem definidas, fica quase que impossível o andamento do restante do processo. Consequentemente, o planejamento tático e estratégico não se desenvolvem.   Outros pontos…   Percebeu como os diferentes níveis de planejamento apresentam diferentes prazos? Pois então, esses prazos indicam também diferentes frequências de realização! O planejamento estratégico é voltado para o longo prazo e não é preciso repetir esta etapa com frequência. Em contrapartida, o planejamento tático e operacional devem ser constantemente atualizados. Por exemplo, sua organização terminou a entrega tática no prazo previsto? Contextualize e crie novas táticas e estratégias, sempre seguindo o seu plano estratégico!  O mesmo vale para as ações operacionais. Garanta que as medidas e ações tomadas estejam descritas no seu planejamento, mesmo que não tenham sido criadas no momento zero. O planejamento tem que ser dinâmico!  Como montar o Planejamento Estratégico   Antes de mais nada, temos que salientar que a montagem e elaboração dos planejamentos são longas e passam por inúmeras etapas. Para facilitar, elaboramos um E-book, onde detalhamos os pontos mais importantes para se abordar em um planejamento estratégico. Nesse material, destacamos os principais erros cometidos na hora da elaboração dos planos e deixamos perguntas chaves que vão facilitar para você e

Contabilidade gerencial é importante nas tomadas de decisão?

Podemos definir a contabilidade gerencial como a área da contabilidade que registra, avalia, organiza, interpreta e demonstra todas as variações que ocorrem dentro do patrimônio do empreendimento.   A grande maioria das empresas têm como objetivo comum o crescimento. Contudo, nem todas conseguem pensar em estratégias válidas para fazer acontecer. Nesse contexto, as que realmente conseguem alcançar  degraus maiores, normalmente entendem a importância da contabilidade no processo.   Mas além da contabilidade tradicional, onde o contador realiza os balancetes, demonstrativos de resultados e outros relatórios, as empresas vêm, cada vez mais, reconhecendo a importância da contabilidade gerencial.    Entender o que significa a contabilidade gerencial e a sua importância para tomar decisões é essencial se a empresa visa um desenvolvimento mais célere e saudável. Acompanhe o nosso artigo que iremos te explicar a importância da contabilidade gerencial, além de suas principais vantagens para qualquer negócio que almeja alcançar resultados melhores.   Primeiramente é preciso esclarecer que, apesar dos contadores gerenciais muitas vezes fornecerem informações da área financeira, o seu foco principal é nas medidas de desempenho da empresa. Ou seja, o profissional tem como objetivo auxiliar o negócio no atingimento das metas e objetivos. O que é contabilidade gerencial?   A contabilidade gerencial, apesar de ser uma ferramenta para o uso interno, possibilita comparações internas e externas, além de permitir um controle sobre os gastos utilizados em treinamentos dos funcionários e em outras áreas.   Quando falamos de comparações externas, estamos nos referindo a comparação com outras empresas concorrentes e esse é um dos maiores pontos positivos da prática. Afinal, é possível, através dos dados do mercado, entender o contexto, prever tendências, assim como projetar o futuro do negócio. Como funciona a contabilidade gerencial na prática?   Como falamos anteriormente, a contabilidade gerencial é uma peça muito importante para toda empresa. Uma vez que, além de analisar os aspectos da contabilidade financeira, ela permite explorar o cenário econômico que a empresa se insere.    [Mas como ela funciona na prática?]   Vamos te dar um exemplo para não deixar dúvidas.   Imagine que em uma determinada época a empresa teve um lucro muito superior ao normal. No primeiro momento, o lucro alto pode soar como um resultado positivo para a empresa. Mas nem sempre é tão simples como parece.   Se os números forem investigados e comparados com outros dados, podemos chegar ao resultado de que, na verdade, o custo da produção foi menor do que o normal. A matéria prima principal, devido a uma sazonalidade inesperada, teve o seu valor de mercado abaixo do comumente praticado.    Mas não para por aí, a contabilidade gerencial ainda verifica, nesse caso, que essa sazonalidade não ocorrerá tão cedo novamente. E apesar do lucro, a oportunidade não foi bem aproveitada pois a produção foi menor do que o recomendado para essa situação.   Quer um outro exemplo?   Vamos pensar que no ano de 2020 a empresa teve um resultado um muito abaixo do normal. Porém, ao fazer a análise, o contador gerencial constatou que na verdade esse resultado “negativo” foi por conta dos altos investimentos que a empresa fez e que a expectativa do próximo ano é um resultado muito superior em virtude desses investimentos.   Agora ficou claro, né? Qual a importância do contador na contabilidade gerencial?   O contador é um grande aliado na parte estratégica das empresas. E essa importância vai desde a escolha do tipo societário do negócio, até a devida instrução sobre a possibilidade de uma auditoria fiscal na empresa, além de outras inúmeras situações  corriqueiras (ou não) do negócio, em que o contador tem papel crucial.    No âmbito da contabilidade gerencial, o contador pode, dentre outras possibilidades, sugerir estratégias de tributação para a empresa ou até mesmo para os produtos. Considerando que esse é um ponto competitivo e que influencia muito a empresa.   Além disso, o fato do contador tem o conhecimento completo dos números da empresa, ele também pode propor algumas mudanças nos processos que sejam capazes de melhorar os resultados.   Enfim, são inúmeros os benefícios que o contador gerencial traz para a organização, mas vamos falar mais sobre isso nos próximos tópicos. Continue acompanhando! dade     Quais as habilidades necessárias para o contador realizar uma boa contabilidade gerencial?   Até o presente momento você provavelmente já percebeu como a contabilidade gerencial é benéfica para os empreendimentos. Além disso, se você for gestor de uma empresa, deve estar se perguntando: “Será que meu contador realizaria uma boa contabilidade gerencial?”   Pois bem, para o contador ter uma boa desenvoltura na contabilidade gerencial, ele precisa ter o conhecimento, principalmente, em três áreas:   Contabilidade Financeira; Contabilidade de Custos; Área tributária.   Além do devido conhecimento nessas três áreas, o contador precisa também ter uma certa noção em:   Economia; Inovação e empreendedorismo; Política.   Vale destacar também que as habilidades interpessoais do contador também contam, pois ele deverá ter contato constante com outros profissionais, seja da parte operacional ou da parte administrativa e até mesmo junto à diretoria da empresa.    Como a contabilidade gerencial pode ajudar na tomada de decisões?   Agora que você já sabe o que é a contabilidade gerencial, como é o funcionamento dela na prática, quais as habilidades que o contador precisa ter e qual a sua importância na organização, vamos ver sobre a função dela na tomada de decisão.   Um dos objetivos mais importantes da contabilidade gerencial é garantir que as informações da parte contábil da empresa sejam analisadas para que as decisões sejam tomadas da melhor maneira possível.    Resumidamente, essa ferramenta reflete em todo o processo decisório. Pois ela fornece aos interessados as informações necessárias para tomar decisões da forma mais assertiva possível.  Quais os benefícios que a contabilidade gerencial traz para a empresa?   Como dissemos, a contratação de um contador para executar a contabilidade gerencial tem como principal objetivo auxiliar nas tomadas de decisão.   Redução de Riscos Dentro das empresas, a falta de informações e dados gera diversos

Os indicadores financeiros mais importantes para o sucesso empresarial

Para que uma empresa cresça e se desenvolva  de maneira saudável é imprescindível, dentre outros pontos, entender e saber analisar todos os detalhes que envolvem seus indicadores financeiros. Afinal, eles são os grandes responsáveis por apresentar uma visão ampla e esclarecedora sobre as finanças de um  negócio.    Nesse contexto, os demonstrativos financeiros têm como função não só avaliar o desempenho corporativo, como também conduzir, da melhor forma possível, a alocação de novos recursos. Além de, claro, nortear a realização de novos planos de ação e outras estratégias.   [Mas como e porque utilizar esses indicadores?]   Acompanhe nosso artigo que vamos te explicar o que é um indicador financeiro, quais os principais indicadores, como analisá-los, entre outros pontos pertinentes ao assunto.   Primeiramente, falaremos um pouco mais sobre o que é um indicador financeiro e a sua importância para a tomada de decisão no negócio.    Boa leitura! O que são indicadores financeiros?   Em seu livro, Análise Financeira das Empresas, o escritor José Pereira da Silva define indicadores financeiros como relações entre contas ou grupos de contas das demonstrações contábeis que tem por objetivo nos fornecer informações que não são fáceis de visualizar de forma direta nos referidos demonstrativos.   Em outras palavras, os indicadores financeiros entregam informações sobre a saúde da empresa. Por essa razão, são imprescindíveis para a análise da performance organizacional, vez que uma análise adequada possibilita tomadas de decisões mais assertivas.   Qual a importância dos indicadores financeiros na tomada de decisão?   Os indicadores financeiros são cruciais para tomar decisões mais precisas e objetivas, embora não sejam as únicas circunstâncias analisadas.   Através dos indicadores financeiros, os gestores e stakeholders, conseguem comparar resultados anteriores  com o desempenho  atual da empresa, possibilitando, assim, o desenvolvimento de estratégias bem definidas para o futuro do negócio.   Além disso, é importante ressaltar que, tomar decisões pautadas nos indicadores financeiros, normalmente geram resultados mais eficazes, pois se baseiam em informações reais e concretas sobre a  empresa. Ao contrário de executar decisões com base em teorias e suposições infundadas que acabam prejudicando o desempenho do negócio.   Outro ponto importante é a possibilidade de interpretar os resultados que os indicadores financeiros demonstram sobre o negócio, alinhando esses resultados com o planejamento estratégico.      Ou seja, os indicadores financeiros representam um valioso feedback sobre as práticas de gestão da empresa, apontando pontos de melhoria ou de validação das decisões tomadas. Assim, é possível não apenas definir cortes de gastos, mas até novas frentes de investimento. Os principais indicadores financeiros para o sucesso da empresa   Agora que você já sabe o que é um indicador financeiro e já entendeu a importância dele na tomada de decisão, vamos te apresentar os principais indicadores.   Vamos lá?   MARGEM BRUTA Margem Bruta = Lucro Bruto/ Receita Total x 100   Medir a rentabilidade do negócio é a principal função da margem bruta. Mais precisamente, ela sinaliza qual a porcentagem de lucro em cima de cada venda.    Este indicador é interessante pois você pode analisar qual produto tem uma melhor margem bruta e, assim, rever a estratégia.   Exemplo: Você vende o produto X por R$ 40, mas gasta R$ 20 até ele estar pronto para venda. Contudo, o produto Y você vende pelos mesmos R$ 40, mas gasta apenas R$ 15. Logo, com esses resultados, seria interessante pensar numa estratégia para aumentar o número de vendas do produto Y.   MARGEM EBITDA (LAJIDA) Margem EBITDA = EBITDA / Receita Líquida x 100 Sendo que: EBITDA = Lucro Operacional Líquido + Depreciação + Amortização   A margem EBITDA é a abreviação de Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization. Em português significa Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (por isso a  abreviação LAJIDA).   Este indicador mostra a propensão da empresa em gerir recursos mediante as atividades operacionais. Ou seja, ajuda os analistas a entenderem a situação financeira da empresa, uma vez que demonstra se os ativos operacionais da empresa estão gerando caixa. MARGEM LÍQUIDA Margem Líquida = (Lucro Líquido / Vendas) x 100   A função da margem líquida é mostrar, em porcentagem, o que restou das vendas que a empresa fez após o pagamento de todas as despesas e o imposto de renda.    Isto é, se o lucro líquido da empresa é 15%, significa que a cada R$ 100 vendidos, R$ 15 é o que resultou para o lucro líquido e os outros R$ 85 foram utilizados para realizar os pagamentos das despesas e impostos. MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO Margem de Contribuição = Preço de Venda – (Custo Variável + Despesa Variável)   Este indicador mostra para os stakeholders a quantia em dinheiro que restou da receita da venda de um determinado produto ou serviço, depois de retirar os gastos variáveis.    A margem de contribuição é muito importante para utilizar os recursos de uma maneira apropriada. Afinal, evidencia qual dos produtos ou serviços geram uma maior margem para a empresa.   PONTO DE EQUILÍBRIO (BREAK EVEN POINT) Ponto de Equilíbrio = Despesas Fixas / Margem de contribuição   O próprio nome desse índice financeiro já explica a sua finalidade. O ponto de equilíbrio é o cálculo para saber qual a receita mínima que a empresa precisa para pagar todos os seus custos e despesas. Ou seja, sem lucro ou prejuízo.   Além de ser um dos importantes indicadores financeiros, é crucial que a empresa saiba se o equilíbrio já foi atingido e também como calculá-lo, tal como abordamos no artigo ”Break Even: sua empresa já atingiu o equilíbrio financeiro?”.    LIQUIDEZ CORRENTE Liquidez Corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante   A liquidez corrente mostra a capacidade que a empresa possui para  cobrir os custos das suas dívidas a curto prazo.    Assim, a depender do valor que resultar o cálculo, a análise da situação do negócio será diferente.     Maior que 1: Há capital para liquidar as dívidas a curto prazo. Igual a 1: Os valores a receber e a pagar são equivalentes, a

Aporte Financeiro: Dicas para aumentar a chance validar sua empresa

O aporte financeiro é um fator essencial para o desenvolvimento das startups. Muitas vezes, para que o projeto de empreendimento decole, é necessário um investimento, de forma que o modelo de negócio repetível e escalável se torne uma realidade.   Contudo, para esta ação de fato acontecer, o trabalho é árduo, sobretudo na parte financeira de sua organização. Tudo precisa estar bem organizado para aumentar suas chances de investimento.   Quer entender como organizar sua gestão financeira e se preparar para um potencial aporte financeiro? Venha conosco neste conteúdo.   O que é um aporte financeiro? O aporte é uma contribuição financeira de uma parte (investidor) para outra (investido). Assim, empresa aportada recebe dinheiro em seu caixa para algum objetivo específico.   Qual é a necessidade do Aporte Financeiro? O aporte possui finalidade de injetar capital para o fluxo financeiro de uma empresa. Pode se utilizar este dinheiro em variadas situações, desde pagamento de dívidas até investimento em um novo produto.   Na realidade de contexto de startups, é comum que o empreendimento, em suas fases iniciais, não possua capital suficiente para executar seus planos e premissas por conta própria, ou ainda, necessite destes recursos para acelerar o seu crescimento.   Assim, podemos entender que, para a startup buscar seu modelo repetível e escalável, o aporte financeiro pode ser um passo essencial.    Em busca deste aporte, o dono da startup visa mostrar ao investidor que  a sua empresa é um bom investimento, que apresenta alto potencial de retorno, e um risco relativamente baixo, dado este potencial.   E para este convencimento, o financeiro é essencial.   O papel do financeiro para o convencimento do investidor A área financeira da empresa, neste contexto, se torna muito importante para a negociação de aporte financeiro realmente acontecer.    Sobretudo a avaliação de risco está muito conectada aos dados, comportamentos e procedimentos do financeiro como um todo.   Uma área financeira que seja mal organizada, com dados poucos transparentes, sem documentação contábil em dia, ou com projeções irrealistas e pouco detalhadas, indica tudo aquilo que o empreendedor não quer demonstrar: falta de segurança no projeto e, portanto, maior risco.   Portanto é muito improvável concretizar o investimento se o risco for grande demais ou o retorno incerto demais.   Por outro lado, uma área financeira bem organizada apresenta maturidade e análises bem fundamentadas. Desta forma, o investidor reforça seu interesse, já que percebe um bom nível de gestão e uma equipe preparada para trazer o retorno desejado.     Dicas para aumentar a chance de obter um aporte financeiro: Entenda quais são as potenciais entregas realizadas pela área financeira neste momento   Mantenha a documentação contábil em dia No processo de avaliação de risco, o investidor em potencial busca ter o maior número de informações possíveis a respeito da empresa potencial.    Para acessar e analisar estas informações, é realizado o processo de Due Diligence. A Due Dilligence é justamente analisar minuciosamente documentação e procedimentos, para encontrar ameaças ou potenciais prejuízos.   A realização da Due exige um alto número de documentações e relatórios contábeis como um todo, e a própria qualidade dessas documentações consta na avaliação final realizada pelo potencial investidor. Logo, a Startup, precisa ter a Contabilidade em dia.   Garantir que os relatórios contábeis sejam coerentes com a realidade é um trabalho conjunto entre seu escritório Contábil e o Departamento Financeiro: Conte com um bom escritório contábil ao seu lado, mas também se assegure que toda movimentação financeira possui a documentação adequada.   Crie projeções realistas Para realizar o aporte, logicamente, o empreendedor necessita apresentar os seus planos, e a projeção de seu crescimento, caso a negociação seja bem sucedida.   Neste momento, o empreendedor deverá apresentar uma projeção financeira dos próximos passos, apontando perspectiva de receita e despesas de acordo com o planejado.   Neste momento de projeção, há uma armadilha comum: Na ânsia de apresentar resultados promissores e convincentes, a empresa pode criar projeções irrealistas ou incoerentes com o projeto verdadeiro da empresa.   É necessário cuidar com esse tipo de ação. A falta de coerência na projeção pode acarretar na desconfiança na empresa e colocar por água abaixo toda a negociação.   Ao criar uma projeção, garanta que os dados estão corretos, bem fundamentados e coerentes com o que, de fato, pode acontecer. Assim, além de um projeto promissor, o empreendedor também demonstrará controle sobre seu negócio.   Determine previamente a aplicação do aporte financeiro No contexto de startup, o aporte financeiro visa um fim específico: seja a validação de hipóteses ou a busca de crescimento do negócio, o aporte se aplica para um determinado objetivo.   O investidor estará interessado neste objetivo futuro. E sendo assim, ele também avaliará se há o compromisso em, de fato, aplicar o valor aportado no cumprimento das metas e projeções.   Para isso, cabe à empresa demonstrar, detalhadamente, onde o aporte será alocado.    Principais gastos, resultados esperados e em quanto tempo este capital será consumido são questões centrais na mesa de negociação e cabe ao Departamento Financeiro trazer isso de forma organizada.   Conheça suas métricas Para uma boa gestão financeira, não basta apenas criar os dados ou ter eles registrados na planilha. É necessário Interpretar e entender estes dados. No momento da apresentação, normalmente feita no modelo de “Pitch”, o potencial investidor não apenas aceitará os dados, mas naturalmente, perguntará sobre dados, implicações e detalhes sobre as métricas apresentadas.   Estude as métricas criadas, entenda suas consequências. Garanta que todos os dados financeiros estejam na ponta da língua, e demonstre esse domínio na mesa de negociação.   Ao apresentar o domínio, a empresa prova, novamente, que seu planejamento é consistente e coerente, passando credibilidade ao projeto como um todo.      Conclusão É importante ressaltar que as dicas apresentadas acima apresentam diversas vantagens além do momento da negociação para um aporte financeiro em si.    Afinal, o motivo da organização e planejamento financeiro ser tão importante ao investidor, é justamente porque são sinais de uma empresa preparada para