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Plano de cargos e salários para Empresas de Tecnologia

A cada ano surgem novas profissões no setor de TI. Parte dessa expansão é resultado do surgimento de tecnologias exponenciais e novas demandas estratégicas, dentro das empresas, para acompanhar o desenvolvimento do mercado. A tendência é que esse cenário se torne cada vez mais complexo, com a criação de vagas, cargos e ocupações específicas para os novos modelos de negócios. Com isso, também surge outra preocupação: como criar um plano de cargos e salários para TI, que seja atualizado e se adeque à realidade das organizações? A resposta para essa pergunta é  o que vamos descobrir neste artigo, vamos lá? O que é um plano de cargos e salário? O plano de cargos e salários é um dos sistemas utilizados pelas empresas para reter talentos e impulsionar o desenvolvimento profissional dos colaboradores. Por meio dele, são estabelecidos critérios, como nível de formação e experiência para a ascensão na carreira e ampliação da remuneração.  Pelas leis trabalhistas, quando não há um plano de cargo e salários, a remuneração dos trabalhadores que realizam a mesma função deve ser igual, indiferente do sexo, etnia, nacionalidade ou idade do colaborador (Art. 461. alterado pela Lei nº13.467 da Reforma Trabalhista). Qual a importância do plano de cargos e salários? A criação de um plano de cargos e salários, atualmente, é fundamental para qualquer empresa, uma vez que, sem um plano de cargos e salários atualizado e estruturado, os gestores não têm parâmetros para aumentar a remuneração financeira dos colaboradores ou dar uma promoção na carreira.  Dessa forma, os próprios funcionários ficam sem incentivo para continuar na empresa ou desenvolver as capacidades que seriam necessárias para assumir um novo cargo. Como consequência, os gestores podem acabar tomando decisões subjetivas, gerando diversos problemas internos.    Portanto, além de aumentar a motivação e o comprometimento dos funcionários com a empresa, o plano de cargos e salários também traz benefícios em relação ao planejamento financeiro da empresa, pois permite a realização de uma projeção futura mais produtiva, potencializa os processos de recrutamento e mantém o clima organizacional em equilíbrio. Mudanças após a Reforma Trabalhista (2017) Antes da Reforma Trabalhista, uma das principais dificuldades de desenvolver e manter um plano de cargos e salários atualizado era o sistema burocrático que as empresas estavam sujeitas: para realizar qualquer alteração ou inclusão no projeto, a organização deveria homologar e registrar as mudanças junto ao Ministério do Trabalho e sindicatos. Com as novas normas, esse processo deixou de ser necessário, otimizando a criação, atualização ou modificação do plano de cargos e salários. Dentre os principais pontos relacionados a esse tema está a equiparação salarial, aplicada às organizações que não tem um plano de cargos e salários. Nesse caso, os colaboradores que realizam atividades iguais, mas recebem um valor inferior por qualquer tipo de diferenciação, podem solicitar a equiparação salarial na Justiça. Na prática, com as novas normas, o desenvolvimento de um plano de cargos e salários foi facilitado. Por meio de um planejamento adequado, as organizações podem eliminar a discriminação e diferenças salariais entre os colaboradores, e definir critérios para a ascensão na carreira de forma justa e transparente e que valorize o desempenho individual.       Como elaborar um plano de cargos e salários eficiente? Um plano de cargos e salários eficiente não pode ser pautado em uma mera descrição de cargos e seus respectivos salários. Afinal, se o objetivo é potencializar o recrutamento de talentos e equilibrar o clima organizacional, é necessário elaborar critérios e indicadores bem definidos para realizar esta avaliação. Neste tópico, preparamos um modelo de cinco etapas para auxiliar o gestor na hora da elaboração do seu plano. Vamos a elas? Analisar os cargos Essa é a primeira etapa do processo e justamente o momento em que a empresa olha para si e realiza a coleta de dados para analisar os cargos da instituição.  Nessa etapa, a análise deve ser pautada na competência dos cargos, com o foco no desenvolvimento das carreiras. Avaliar os cargos A etapa de avaliação é o momento em que o gestor deve atribuir um valor para cada cargo dentro da empresa, de acordo com o seu grau de relevância e, com base nisso, hierarquizar os salários compatíveis com cada área. O método de avaliação fica a critério de cada gestor, seja através de pontuação ou comparação de fatores. Pesquisa Salarial Após a avaliação interna, é o momento de voltar os olhos para o ambiente externo, pois é através da comparação entre os salários pagos pela empresa e pelo mercado, de modo geral, que o gestor consegue determinar o valor ideal para cada cargo. Estrutura Salarial Após a coleta de dados das três etapas anteriores, é o momento de arregaçar as mangas e montar a estrutura salarial da sua empresa. Nesse momento, o gestor já realizou a análise e avaliação dos cargos da empresa e, juntamente com a pesquisa comparativa, é possível elaborar uma tabela salarial que seja compatível com os objetivos e com o porte da organização. Política Salarial A última etapa vai servir para o gestor estabelecer os critérios que serão utilizados como métrica para a progressão, reclassificação e atualização salarial. Assim como possíveis bonificações através de eficiência, metas alcançadas, entre outros fatores. A política salarial é fundamental para criar, dentro da organização, a vantagem competitiva, o equilíbrio do clima organizacional, bem como atrair e reter talentos dentro da organização. Vantagens de fazer um plano de cargos e salários Nessa altura do nosso artigo, já foi possível visualizar algumas das vantagens que o plano de cargos e salários pode oferecer para a sua empresa. Mas para que não restem dúvidas dos benefícios dessa prática, listamos a seguir as principais vantagens desse sistema: Ajuda a organizar as finanças Estimula o engajamento e a motivação dos colaboradores Mais clareza nas funções e atividades Maior clareza e transparência para cada função Mais facilidade no processo seletivo Aumento de competitividade no mercado O desafio de criar um plano de cargos e salários para TI  No setor de TI, com certeza um dos maiores desafios para manter

E-book: Guia prático do eSocial

eSocial é um programa obrigatório do Governo Federal que prevê a simplificação de processos, redução do retrabalho e unificação de dados no envio de declarações das empresas. Inicialmente a adaptação das organizações ao programa pode representar um verdadeiro desafio, principalmente pela inclusão de novos processos e rotinas administrativas. Para auxiliar na organização das demandas e ações necessárias para adequação ao novo sistema, lançamos o Guia prático do eSocial para as empresas, com as principais dúvidas e informações necessárias para os gestores. No Guia do eSocial para empresas, você irá saber: O que muda para as empresas; Principais prazos e dicas gerais para adaptação ao eSocial; Indicações para o Programa de Medicina do Trabalho. Para baixar o material clique aqui   Baixe agora o material gratuitamente e prepare a sua empresa para o eSocial! Acompanhe o Blog da MK Soluções Empresariais e saiba mais sobre gestão de equipes, organização financeira e contábil.

Escuta Ativa: porque uma prática tão simples pode ter um grande impacto na empresa

Ter uma boa comunicação corporativa é um dos principais desafios que os gerentes e responsáveis pelo RH das empresas enfrentam. Pensando nisso, uma das formas de conseguir vencer esse obstáculo é praticando o que chamamos de escuta ativa. Mas você sabe o que é a escuta ativa? Apesar de parecer algo simples, muitas pessoas não conseguem estabelecer uma conversa com o outro sem se perder nos seus próprios pensamentos. Dessa forma, não ocorre uma conexão de fato com a outra pessoa e o diálogo não se torna eficaz. Para resolver esse problema e aproveitar melhor os diálogos, foi desenvolvida a escuta ativa. Com essa técnica é possível que os dois lados da conversa sejam beneficiados. Afinal, ele estimula o exercício de escutar, interpretar e estar atento ao que o outro tem a dizer. Acompanhe nosso artigo que vamos te mostrar tudo sobre a escuta ativa. UM PEQUENO RESUMO HISTÓRICO Primeiramente vamos falar sobre o aspecto histórico dessa técnica. Existem duas datas chaves: a primeira é em 1950, que seria o ano da sua criação pelos psicólogos Carl Rogers e Richard E. Farson. Mas apenas no ano de 1970 que o também psicólogo, Thomas Gordon, usou o termo “escuta ativa” pela primeira vez. Quando surgiu, o foco da escuta ativa era no meio familiar. Sendo que o objetivo era educar as crianças ouvindo as suas necessidades. Mas duas décadas depois, Gordon passou a ensinar líderes, vendedores e outros públicos a melhorarem as suas relações. Ou seja, se comunicando de maneira clara e efetiva. O QUE É ESCUTA ATIVA? No meio corporativo, a escuta ativa é uma técnica muito importante para estabelecer um diálogo entre interlocutor e ouvinte. Resumidamente, a escuta ativa é o ato de escutar atentamente o emissor, não só ouvindo de maneira literal, mas com todos os sentidos. Porém, devemos lembrar que realizar a escuta ativa não significa que devemos encher o interlocutor de informações. E sim demonstrar interesse enquanto o outro fala, de maneira sincera e genuína, estabelecendo uma conexão. É muito importante investir na escuta ativa, mas não no sentido financeiro e sim no sentido de trabalhar a técnica. Afinal, com a escuta ativa é possível melhorar as relações dentro da empresa e assim alcançar melhores resultados. É possível aplicar a escuta ativa em diversas situações dentro da organização: durante reuniões, ao receber um feedback, ao receber orientações, entre outros. São momentos que proporcionam ao gestor uma ótima oportunidade de melhorar o relacionamento com a sua equipe e resolver pequenos desentendimentos que podem ocorrer na empresa. QUAIS OS BENEFÍCIOS QUE A ESCUTA ATIVA TRAZ PARA A SUA EMPRESA? Agora que você já entendeu o que é a escuta ativa, deve querer saber como ela beneficiará a sua empresa. Né? Demos alguns spoilers no tópico anterior, mas agora vamos te explicar direitinho todos os benefícios. Além da escuta ativa, outras ferramentas são benéficas para melhorar o engajamento da equipe. Aqui no blog da MK já falamos sobre o Plano de Desenvolvimento Individual, que é ótimo para motivar os seus colaboradores. Você pode conferir o artigo completo clicando aqui. RELAÇÕES INTERPESSOAIS MAIS FORTES Não tem como negar que a utilização da técnica melhora as relações interpessoais entre os colaboradores. Ou seja, a empresa estabelece um ambiente que privilegia a conversa e todos acabam mantendo um relacionamento saudável. Além disso, é importante destacar que é possível aplicá-la com seus clientes. Ouvindo, de verdade, as suas dores e melhorando ainda mais a experiência com a empresa. MENOS CONFLITOS Apesar de não serem saudáveis, é quase que impossível manter as empresas totalmente longe de conflitos. Afinal, os colaboradores são seres humanos diferentes, com diversos pontos de vista e que precisam conviver juntos e se relacionar. Ao escutar, prestar atenção e entender o que o outro está falando, as falhas de comunicação e os mal-entendidos, consequentemente, diminuem. MAIOR PRODUTIVIDADE E ENGAJAMENTO O aumento de produtividade se explica por um motivo bem simples: colaboradores que compartilham seus pontos de vista e escutam as ideias dos outros com atenção, acabam produzindo mais e com maior qualidade. O engajamento também aumenta, afinal, um colaborador que sabe que é ouvido acaba se sentindo muito mais valorizado. MELHORA NO TRABALHO EM EQUIPE Por fim, ao gerar conexões reais, o trabalho em equipe fica mais forte. Afinal, as pessoas se sentem mais a vontade na hora de se unir para alcançar um objetivo em comum. COMO PRATICAR A ESCUTA ATIVA? Vamos te passar os principais pontos para praticar a escuta ativa da melhor maneira possível. Porém, antes de iniciar, vale lembrar que não é preciso opinar e responder tudo que o interlocutor falar, ok? Apenas prestar atenção de maneira genuína é uma das principais partes que compõem a técnica. Vamos lá? TENHA FOCO NO PRESENTE Devido ao turbilhão de tarefas e responsabilidades do dia a dia, é muito comum que os nossos pensamentos sejam acelerados, o que por vezes acaba desviando a atenção e o foco do assunto principal de uma conversa. Por essa razão, estar focado no que está sendo conversado é um dos pilares da escuta ativa. Quando perceber que se perdeu nos seus pensamentos, tente voltar ao foco o mais rápido possível. E, além disso, caso  tenha perdido alguma informação, peça para que o interlocutor repita. Com o passar do tempo, essa tarefa se tornará mais fácil. SE INTERESSE Como falamos anteriormente, não é necessário opinar e responder tudo que o interlocutor falar. Se interessar e demonstrar esse interesse pode ser feito de diversas formas, não sendo necessário responder. Nesse momento a postura corporal, o olhar e pequenos movimentos de concordância farão todo o trabalho por você. TENHA EMPATIA Nos dias atuais é muito comum ouvirmos falar sobre empatia. Mas como praticá-la da melhor forma no ambiente corporativo? Tente entender o que está sendo falado e evite defender pontos de vista no primeiro momento. Pense nas possibilidades diante da situação, respondendo com imparcialidade a situação e demonstre empatia para que o interlocutor faça uma reflexão sobre o assunto. NÃO JULGUE O ato de não julgar

O que é Cap Table e como ele auxilia na aquisição de investimentos

Sustentar a manutenção e o crescimento de Startups, diante do cenário instável em que se inserem é uma difícil tarefa enfrentada por empreendedores. Contudo, o Cap Table, se organizado e mantido de forma saudável, pode ser um importante aliado nessa jornada.    Não é novidade que modelos de negócios como as Startups já nascem com um objetivo traçado: captar investimentos para alcançar a escalabilidade. Assim, qualquer descuido ou ”ponta solta” na gestão do negócio, pode ser extremamente prejudicial para as negociações.    Até aí, ok. Mas, afinal, o que é o chamado ”Cap Table” e qual a sua influência na aquisição de investimentos em Startups?   Acompanhe nosso conteúdo que vamos explicar detalhadamente o que exatamente significa este termo e a sua importância para a aquisição de investimentos.   O que é Cap Table?   Cap Table é a forma mais usual e contraída do termo em inglês “capitalization table”. A sua tradução literal indica a chamada Tabela de Capitalização.    De maneira resumida, podemos dizer que o Cap Table é uma tabela onde estão descritos não só os acionistas e investidores de uma empresa, mas também a participação real de cada um deles na sociedade.    Um dos grandes objetivos de um  Cap Table é  manter todos os acionistas cientes da situação dos seus investimentos no negócio, evitando, assim, eventuais conflitos de interesses numa possível discussão por direitos e participações na empresa.   [QUEM tem e QUANTO tem dentro da sociedade?]   Se faça essas perguntas na elaboração do Cap Table! Elas são essenciais e impactam diretamente na saúde financeira e organizacional da empresa, pois é exatamente por onde tudo começa.    De início, pode até parecer algo relativamente fácil ou bobo, mas quando os gestores começam a pensar em formas para atrair aportes financeiros, ter um Cap Table atualizado e organizado pode fazer toda a diferença e, sobretudo, demonstrar a maturidade da Startup.    Vale destacar, também, que além de demonstrar as porcentagens de bens, a tabela precisa conter as diluições, o valor do equity em cada uma das rodadas, garantias, stock options de cada pessoa dentro do negócio (seja um fundador, sócio,  investidor ou outro).   E por essa razão é que a cada estágio que a Startup avança (em todos os aspectos), o cap table vai sendo ”alimentado” e ganhando alta complexidade.   Qual a importância do Cap Table?   A grande maioria das Startups são caracterizadas por um produto inovador, um capital de giro mínimo e a clássica e constante busca por investimentos até que se torne um modelo de negócio repetível e escalável.   Normalmente essa modalidade de negócio, nos períodos iniciais, apresenta poucos sócios e investidores, por isso é tão comum a falsa sensação de ser desnecessária a elaboração de um cap table.    No entanto, como dissemos, a chegada de investidores e outras circunstâncias que impactam diretamente no negócio, podem fazer a situação fugir do controle e virar uma verdadeira bola de neve, descredibilizando, assim, o serviço dos gestores da empresa.   É pautado nisso que está a importância da elaboração de um Cap Table, pois ele é um dos importantes fatores que transmitirão CONFIABILIDADE à quem pretende apostar naquela ideia de negócio.   Transmitir confiança aos investidores em potencial, é um dos passos fundamentais a serem dados pelos gestores, isso porque, o investidor precisa entender, detalhadamente, em que ”solo está pisando” e, principalmente, se futuramente não haverá problemas ou conflitos de interesse na distribuição do lucro.    Em resumo, a realização e  manutenção de uma Cap Table clara e objetiva é uma prática extremamente saudável e necessária para toda startup que pretende ter sucesso entre as rodadas de investimentos  e no processo de escalabilidade.   Não basta só elaborar, mantenha o Cap Table organizado!   A empresa certamente ganhará alguns pontos positivos no  processo de convencimento do investidor, se  apresentar um cap table completo e organizado. Afinal, isso demonstrará não só a transparência do processo de negociação, mas também uma maior facilidade nas simulações e análises de potenciais resultados a partir do aporte financeiro eventualmente realizado.   É imprescindível, portanto, que o intuito seja sempre impactar de maneira positiva os acionistas e os potenciais investidores, permitindo, assim, uma visão ampla do negócio e que transmita segurança e confiança no empreendimento.   Como montar um Cap Table?   Antes de mais nada, é importante mencionar que o processo de elaboração de um cap table – ainda que se trate de uma empresa em fase inicial – requer o acompanhamento de um profissional especializado, para que se evite erros ou omissões que possam gerar dores de cabeça futuras com os demais sócios ou acionistas.     Pois bem, agora vamos aos passos:   Para a montagem da Cap Table, o primeiro passo é indicar o investimento total realizado na startup, além dos investimentos feitos em cada fase do ciclo de crescimento (é possível fazer isso em uma folha ou planilha).    Para o segundo passo é necessário informar o nome dos investidores, agrupados conforme cada fase em que eles investiram.     Este passo é importante para identificar: Quem são os fundadores? Quem são os colaboradores da segunda fase? Qual o investimento líquido de cada um dos sócios? Qual a porcentagem desse investimento em relação ao total?   Importante: sempre atualize as planilhas e tabelas com as alterações de cada rodada, assim o risco de deixar alguma informação para trás é bem menor.    E não se esqueça! Conforme dissemos, um cap table completo e objetivo que auxiliará na atração e convencimento de bons investidores deve contar com informações claras sobre o Valuation da empresa em cada momento de investimento, além do  valor da equity em cada rodada, as garantias, as participações futuras dos investidores, os stock options distribuídos pelo negócio e o percentual de diluição de equity.   Vesting e Stock Options   Vesting é uma estratégia  utilizada  para reter  talentos na empresa e estimulá-los a participar dos riscos do negócio. Nesse caso, é  firmado um contrato onde os gestores oferecem  uma participação

Tipos societários: Entenda as diferenças de cada modalidade

Os primeiros passos na estruturação de um negócio normalmente são bem desafiadores, principalmente quando estamos falando de empresários de ”primeira viagem”. Assim, dentre as inúmeras responsabilidades delegadas ao gestor, uma das mais importantes é, sem dúvidas, entender os tipos societários e escolher o que melhor se adequa ao seu modelo de empreendimento.  Um estudo realizado pelo IBGE em 2016, constatou que a cada dez empresas no Brasil, seis não sobrevivem após cinco anos de atividade. Por isso, é de grande importância que se dê a devida atenção a essas burocracias iniciais, a fim de evitar problemas futuros que, dependendo da proporção, podem acabar resultando no fracasso do empreendimento.  Como dissemos, uma das tarefas iniciais mais importantes é a definição do tipo societário que melhor se enquadra para a empresa. Essa escolha implica diretamente nos direitos e deveres que passarão a valer para cada parte envolvida. Acompanhe nosso conteúdo que vamos explicar as características dos tipos societários que mais vêm sendo utilizados no âmbito das startups e empresas de tecnologia. Mas para explicarmos o que são os tipos societários, é fundamental que apresentemos antes, o que é um quadro societário.   O que é Quadro Societário?   O quadro societário é a listagem com todos os sócios do empreendimento, assim como o percentual de cada sócio no capital da empresa (a presença deste elemento é fundamental no contrato social). A organização do quadro societário obedece alguns critérios legais, mas vale lembrar que ele não é definitivo, pois nem todo empresário ingressa numa sociedade pretendendo permanecer para sempre. Bom, decidimos prazer essa definição, pois estabelecer um quadro societário proporciona uma série de benefícios para a organização interna da empresa, dentre eles, está a determinação do percentual sobre direitos e obrigações de cada sócio, além de auxiliar (e muito!) na organização estrutural do negócio, afinal, quando a empresa é composta por mais de um sócio, é crucial que se defina de maneira clara e objetiva a função (e remuneração) de cada um.    Entenda quais são os Tipos Societários   Primeiramente, é importante destacar que a escolha do tipo societário mais vantajoso ao seu negócio, requer muita atenção e uma análise técnica detalhada, afinal, através dele os sócios indicarão como serão representados juridicamente, além das suas respectivas responsabilidades com relação ao empreendimento.   Empresário Individual (EI)   O empresário individual é a pessoa física que exerce profissionalmente uma atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.    Faturamento anual máximo de R$ 360 mil = ME (Micro Empresa) ou            Faturamento anual máximo de R$ 4,8 milhões = EPP (Empresa de Pequeno Porte)   É necessário ter em mente que aqui não há separação de patrimônio, isso significa que, em caso de dívidas, o empresário arca diretamente com o seu próprio patrimônio para a satisfação do débito. É bom prestar muita atenção neste ponto, para que não haja confusão ou descontrole que provoque o fracasso da empresa por descuido do gestor.   Micro Empreendedor Individual (MEI)   O MEI é também uma modalidade do Empresário Individual. Esse consiste em um profissional autônomo e/ou microempresário, que deve exercer tão somente as ocupações constantes do Anexo XI da Resolução CGSN nº 140, de 2018, com limite de receita bruta anual de até R$81 mil Reais.  Esse formato  impossibilita a composição de sócios e permite a contratação de, no máximo, um funcionário. Com relação ao regime tributário, o enquadramento adequado é o do Simples Nacional, além de possuir isenção dos tributos federais (IR, PIS, Confins, IPI e CSLL).  O Microempreendedor Individual efetua o pagamento apenas de um valor fixo mensal que será destinado à Previdência Social, ao ICMS ou ISS.  Os valores pagos a título de tributo variam de acordo com a atividade realizada e são atualizadas anualmente, com base no salário mínimo vigente. Sociedade Limitada (LTDA)   Essa é a forma de sociedade mais comum no Brasil, correspondendo a quase 90% dos registros realizados. Isso ocorre pois na sociedade limitada, os sócios respondem limitadamente pelas obrigações sociais. Então, muitos empreendedores em potencial se sentem estimulados à constituição de uma sociedade limitada para o exercício da empresa, uma vez que a limitação de responsabilidade funciona como um ótimo fator de redução do risco empresarial. A Sociedade Limitada foi criada pelo legislador para alcançar uma finalidade: permitir que pequenos e médios empreendedores se aproveitem da limitação de responsabilidade sem ter que constituir uma sociedade anônima.   Sociedade Limitada Unipessoal   Em 2019 foi publicada a Lei da Liberdade Econômica que regularizou a Sociedade Limitada Unipessoal. Essa, por sua vez, passou a possibilitar que um único sócio constitua uma sociedade.  Esse novo tipo societário veio como uma alternativa, aliando duas figuras empresariais (EI e a extinta EIRELI) e afastando a regra da limitação de faturamento da MEI, de forma que poderá agora o empreendedor constituir CNPJ colocando-se como sócio único/individual, com a responsabilidade limitada ao capital social, porém, sem necessidade de integralizar um capital mínimo para poder fundar a pessoa jurídica, bem como faturar, ausente de consequências, acima da limitação da MEI. Mas afinal, dos Tipos Societários, qual o melhor para a sua empresa?   Para entender qual a melhor opção, dentre os inúmeros tipos societários existentes, é necessário conhecer o modelo de negócio que se pretende criar e entender toda a legislação que assegura a boa continuidade do seu serviço. Esse é um assunto muito complexo e que exige cautela para evitar erros graves e de difícil reparação.  Uma das primeiras perguntas a se fazer é: “Vou empreender sozinho ou com mais pessoas?”. Dependendo dessa resposta, há um tipo societário a se escolher. Outra questão a se considerar é o segmento de mercado que a empresa atua. A título de exemplo, temos o setor de tecnologia, que atualmente é uma das áreas que mais crescem em nosso país.  Ao empreender neste ramo, é normal surgirem algumas dúvidas por conta das constantes mudanças suportadas pelo setor.  Por isso, se você é um empreendedor dessa área e está em dúvida sobre qual o

Fluxo de Caixa Descontado: saiba como e quando aplicá-lo

Existem vários métodos e ferramentas capazes de calcular o Valuation de uma empresa e assim, demonstrar o seu potencial de investimento. Nesse artigo nós abordaremos um dos mais utilizados: O Fluxo de Caixa Descontado.    [Quanto vale a minha empresa?]   Saber o valor da empresa certamente é um dos questionamentos mais recorrentes para quem vive do empreendedorismo, afinal, isso pode impactar diretamente em inúmeras decisões de cunho estratégico: a captação de investimentos e aquisição/fusão de empresas, são dois exemplos clássicos.   Quem acompanha o ecossistema de Startups, sabe que esses novos modelos de negócio imersos em um cenário de riscos e incertezas (mas com ideias muitas vezes promissoras) já nascem com uma meta preestabelecida: Se preparar para captar investidores.    Por outro lado, quando falamos de empresas já consolidadas no mercado, o que muito se busca é a famosa abertura de capital, ou seja, o empreendimento lança mão de cotas de seu capital para fundos de investimentos, com o objetivo de aumentar sua base acionária.   Nesse contexto é que se destaca o Valuation como um verdadeiro divisor de águas. Afinal, demonstrar o valor de uma empresa e o seu potencial de crescimento e lucratividade certamente será um forte indicativo de atratividade.    Ok, mas o que é exatamente o Fluxo de Caixa Descontado e como aplicá-lo em um empreendimento?   Aqui é onde chegamos ao X da questão. Acompanhe o conteúdo que explicaremos.     O QUE É O FLUXO DE CAIXA DESCONTADO?   Provavelmente em algum momento da sua vida você já ouviu de alguém aquele famoso clichê ”tempo é dinheiro”, né? No mercado de investimentos empresariais, essa expressão se dá sob uma outra perspectiva: Qual seria o (des)valor do dinheiro ao longo do tempo?   O princípio basilar do Fluxo de Caixa Descontado é exatamente esse, o valor do dinheiro no tempo, ou seja, quanto de dinheiro é aplicado hoje e o quanto de retorno é recebido amanhã.   Para contextualizar, é importante deixar claro que o Fluxo de Caixa Descontado (DFC) pode ser empregado para diversos fins, como o cálculo de um projeto específico, de um ativo ou do valor de uma empresa. Contudo, neste artigo, abordaremos apenas o uso do método para precisar quanto vale uma empresa.   Normalmente o recurso do DFC é utilizado quando existem investidores interessados em conhecer um negócio e avaliar o seu potencial de rentabilidade. Por isso é considerado, em alguns casos, como um forte aliado das tomadas de decisão.   Então, resumidamente, o Fluxo de Caixa Descontado é uma metodologia que calcula o valor de um negócio, projetando fluxos de caixa futuros.    E quais indicadores o cálculo inclui?    O cálculo inclui o que a empresa gera de riqueza descontada uma taxa que normalmente é composta pelo custo do capital, além dos riscos associados ao empreendimento. MAS AFINAL, QUANDO DEVO APLICAR O MÉTODO DO FLUXO DE CAIXA DESCONTADO?   Como dissemos, essa é uma das formas mais utilizadas para calcular o valor de empreendimentos, então de certa forma, é de se considerar um grau bem relevante de aceitabilidade.    Mas para esclarecer a aplicabilidade eficaz da ferramenta de uma maneira mais objetiva, dividiremos em duas linhas empresariais:   Empresas já estabilizadas no mercado (que se preparam para a Oferta Pública Inicial, ou já operam com capital aberto)    Startups (que se preparam para o recebimento de aportes financeiros).   Empresas consolidadas   Em empresas mais maduras, é muito comum que os potenciais acionistas que operam na Bolsa de Valores, por exemplo, utilizem dessa técnica para avaliar a realidade da empresa e a sua saúde financeira. Isso porque, aqui estamos diante de negócios já estabilizados e com um considerável tempo de mercado (e fluxo de caixa).   Com os dados em mãos, informações extremamente valiosas podem ser extraídas pelos analistas de investimentos, de modo a demonstrar se o negócio será capaz (ou não) de gerar fluxos de caixa futuros satisfatórios.    Por essa razão é que a técnica do DFC é muito utilizada e validada para esse tipo de investimento, vez que possibilita tomadas de decisão mais acertadas.    Startups   Por outro lado, quando o assunto é a aplicabilidade do método em pequenos empreendimentos de alto crescimento já se deve olhar sob uma outra perspectiva, sobretudo quando se trata do cálculo de Valuation para o convencimento de investidores.   Nesses casos, alguns até consideram relativamente vantajosa a ideia de calcular o Valuation através do DFC (e muitos deles até o fazem, ainda que não seja ponderada durante as negociações), mas, na prática, utilizam tão somente para validar o plano de investimento e a expectativa de retorno a longo prazo, não servindo, portanto, como objeto da negociação.    Em empresas SaaS, por exemplo, pela natureza do negócio, é muito mais comum a utilização do método de Capital de Risco (Venture Capital), que leva em consideração não a solidez dos resultados históricos, mas o potencial de crescimento da Startup.    Por isso, o que impossibilita a utilização do Fluxo de Caixa Descontado em Startups  para o cálculo da Valuation é o seu crescimento exponencial ao longo do tempo, de modo que projetar fluxos de caixa futuros com base na taxa de crescimento inicial certamente não demonstrará resultados que compreendem a realidade.   Assim, considera-se que tudo gira em torno da expectativa de valorização futura do negócio.   Por último, é preciso deixar claro que não basta o cálculo da Valuation estar atrativo.  Para convencer os investidores em potencial, as Startups também devem demonstrar que  gestão do negócio está totalmente alinhada ao seus propósitos, de modo que as finanças, tributos e demais documentos que envolvem  o empreendimento estejam todos em dia, tal como abordado no artigo  Tipos de investimentos financeiros para empresas de tecnologia. Apenas dessa forma,  os empreendedores não correrão risco de serem pegos de surpresa na mesa de negociações.     Até ai tudo bem… Mas se ele é aplicável (e também muito utilizado) para alguns tipos de negociação, então como é calculado?    Segue para o próximo

Aporte Financeiro: Dicas para aumentar a chance validar sua empresa

O aporte financeiro é um fator essencial para o desenvolvimento das startups. Muitas vezes, para que o projeto de empreendimento decole, é necessário um investimento, de forma que o modelo de negócio repetível e escalável se torne uma realidade.   Contudo, para esta ação de fato acontecer, o trabalho é árduo, sobretudo na parte financeira de sua organização. Tudo precisa estar bem organizado para aumentar suas chances de investimento.   Quer entender como organizar sua gestão financeira e se preparar para um potencial aporte financeiro? Venha conosco neste conteúdo.   O que é um aporte financeiro? O aporte é uma contribuição financeira de uma parte (investidor) para outra (investido). Assim, empresa aportada recebe dinheiro em seu caixa para algum objetivo específico.   Qual é a necessidade do Aporte Financeiro? O aporte possui finalidade de injetar capital para o fluxo financeiro de uma empresa. Pode se utilizar este dinheiro em variadas situações, desde pagamento de dívidas até investimento em um novo produto.   Na realidade de contexto de startups, é comum que o empreendimento, em suas fases iniciais, não possua capital suficiente para executar seus planos e premissas por conta própria, ou ainda, necessite destes recursos para acelerar o seu crescimento.   Assim, podemos entender que, para a startup buscar seu modelo repetível e escalável, o aporte financeiro pode ser um passo essencial.    Em busca deste aporte, o dono da startup visa mostrar ao investidor que  a sua empresa é um bom investimento, que apresenta alto potencial de retorno, e um risco relativamente baixo, dado este potencial.   E para este convencimento, o financeiro é essencial.   O papel do financeiro para o convencimento do investidor A área financeira da empresa, neste contexto, se torna muito importante para a negociação de aporte financeiro realmente acontecer.    Sobretudo a avaliação de risco está muito conectada aos dados, comportamentos e procedimentos do financeiro como um todo.   Uma área financeira que seja mal organizada, com dados poucos transparentes, sem documentação contábil em dia, ou com projeções irrealistas e pouco detalhadas, indica tudo aquilo que o empreendedor não quer demonstrar: falta de segurança no projeto e, portanto, maior risco.   Portanto é muito improvável concretizar o investimento se o risco for grande demais ou o retorno incerto demais.   Por outro lado, uma área financeira bem organizada apresenta maturidade e análises bem fundamentadas. Desta forma, o investidor reforça seu interesse, já que percebe um bom nível de gestão e uma equipe preparada para trazer o retorno desejado.     Dicas para aumentar a chance de obter um aporte financeiro: Entenda quais são as potenciais entregas realizadas pela área financeira neste momento   Mantenha a documentação contábil em dia No processo de avaliação de risco, o investidor em potencial busca ter o maior número de informações possíveis a respeito da empresa potencial.    Para acessar e analisar estas informações, é realizado o processo de Due Diligence. A Due Dilligence é justamente analisar minuciosamente documentação e procedimentos, para encontrar ameaças ou potenciais prejuízos.   A realização da Due exige um alto número de documentações e relatórios contábeis como um todo, e a própria qualidade dessas documentações consta na avaliação final realizada pelo potencial investidor. Logo, a Startup, precisa ter a Contabilidade em dia.   Garantir que os relatórios contábeis sejam coerentes com a realidade é um trabalho conjunto entre seu escritório Contábil e o Departamento Financeiro: Conte com um bom escritório contábil ao seu lado, mas também se assegure que toda movimentação financeira possui a documentação adequada.   Crie projeções realistas Para realizar o aporte, logicamente, o empreendedor necessita apresentar os seus planos, e a projeção de seu crescimento, caso a negociação seja bem sucedida.   Neste momento, o empreendedor deverá apresentar uma projeção financeira dos próximos passos, apontando perspectiva de receita e despesas de acordo com o planejado.   Neste momento de projeção, há uma armadilha comum: Na ânsia de apresentar resultados promissores e convincentes, a empresa pode criar projeções irrealistas ou incoerentes com o projeto verdadeiro da empresa.   É necessário cuidar com esse tipo de ação. A falta de coerência na projeção pode acarretar na desconfiança na empresa e colocar por água abaixo toda a negociação.   Ao criar uma projeção, garanta que os dados estão corretos, bem fundamentados e coerentes com o que, de fato, pode acontecer. Assim, além de um projeto promissor, o empreendedor também demonstrará controle sobre seu negócio.   Determine previamente a aplicação do aporte financeiro No contexto de startup, o aporte financeiro visa um fim específico: seja a validação de hipóteses ou a busca de crescimento do negócio, o aporte se aplica para um determinado objetivo.   O investidor estará interessado neste objetivo futuro. E sendo assim, ele também avaliará se há o compromisso em, de fato, aplicar o valor aportado no cumprimento das metas e projeções.   Para isso, cabe à empresa demonstrar, detalhadamente, onde o aporte será alocado.    Principais gastos, resultados esperados e em quanto tempo este capital será consumido são questões centrais na mesa de negociação e cabe ao Departamento Financeiro trazer isso de forma organizada.   Conheça suas métricas Para uma boa gestão financeira, não basta apenas criar os dados ou ter eles registrados na planilha. É necessário Interpretar e entender estes dados. No momento da apresentação, normalmente feita no modelo de “Pitch”, o potencial investidor não apenas aceitará os dados, mas naturalmente, perguntará sobre dados, implicações e detalhes sobre as métricas apresentadas.   Estude as métricas criadas, entenda suas consequências. Garanta que todos os dados financeiros estejam na ponta da língua, e demonstre esse domínio na mesa de negociação.   Ao apresentar o domínio, a empresa prova, novamente, que seu planejamento é consistente e coerente, passando credibilidade ao projeto como um todo.      Conclusão É importante ressaltar que as dicas apresentadas acima apresentam diversas vantagens além do momento da negociação para um aporte financeiro em si.    Afinal, o motivo da organização e planejamento financeiro ser tão importante ao investidor, é justamente porque são sinais de uma empresa preparada para

Impactos da tecnologia na contabilidade: o papel do contador como estrategista

Qual é o novo papel do contador? A cultura de inovação e tecnologia tomou o meio corporativo e chegou de vez na contabilidade.   Nos últimos anos, muitas das atividades tradicionais sofreram grandes alterações ou até foram substituídas. Mas, afinal, onde o contador se encontra neste cenário de mudanças aceleradas? A contabilidade se manterá relevante à medida em que inovações tecnológicas automatizam as ações manuais?     A resposta é SIM, o contador se manterá relevante e importante nos novos modelos de negócio.    Seu papel, contudo, deve evoluir: Mais do que tarefas operacionais e manuais, o contador deve usar as tecnologias a seu favor e reforçar seu papel como estrategista.   Quer entender um pouco melhor sobre este papel e quais são as suas principais funções? O que você, empreendedor, deve esperar do contador? Continue lendo este artigo e entenda melhor as mudanças desenfreadas que vêm ocorrendo no setor.   Impactos da Tecnologia no Mercado Contábil Sistemas de automação que aceleram processos, armazenamento em nuvem, documentos digitalizados e outros mecanismos que potencializam o serviço contábil.   Para analisar as mudanças, precisamos primeiro, entender que as mudanças tecnológicas já impactam a Contabilidade há muito tempo! Este novo ciclo que altera o mercado contábil não é o primeiro e nem será o último.   Quando a MK foi criada, por exemplo, o cenário tecnológico era totalmente diferente. Máquinas de escrever  se tornaram computadores, arquivos físicos enormes passaram a ser virtuais, correspondências se tornaram e-mails.     Inúmeras foram as mudanças no trabalho do contador nas últimas décadas tanto na contabilidade quanto na MK, e no mercado como um todo também. Contudo, antes de atrapalhar e extinguir o trabalho do profissional, todas as inovações que aconteceram nos últimos anos permitiram que a Contabilidade, cada vez mais, entregasse um trabalho seguro, automatizado e relevante.   As mudanças do cenário atual, trazem ainda mais alterações no dia a dia contábil: Integrações entre Sistemas Financeiros e Contábeis, Documentação Virtual e enviada automaticamente, e até conciliações automáticas diretamente do banco, são algumas das inovações que já estão presentes no mercado, em diferentes níveis e alcances.   Logicamente, todas estas mudanças impactam fortemente a Contabilidade: Afinal, se todas as entregas realizadas hoje em dia se tornarem automáticas, o que um escritório de Contabilidade irá entregar?   É justamente nisto que o novo papel do contador, e o futuro da contabilidade, se encontra: Mais do que o apurador de impostos ou o responsável por controle de documentação, o profissional contábil deve ser aquilo que reside em seu conceito central: Um contador consultivo, que atua como estrategista da sua empresa, sendo de fato o braço direito do empresário.   É neste tipo de entrega que a MK acredita, e que você, empreendedor, deve levar em conta na hora de buscar um escritório contábil como parceiro.  Quer entender melhor o que levar em conta neste momento? Leia nosso artigo sobre seleção de escritório contábil   Mas afinal, o que é este papel do contador como estrategista? O que ele, de fato, faz?     O que um Contador Estrategista faz? Entenda alguns dos serviços que podem ser prestados pelo setor contábil que impactarão diretamente no seu negócio.   Diagnóstico das Empresas: Mais do que entregar o balanço ou as guias de recolhimento dos impostos , cabe a este novo profissional interpretar e analisar os dados gerados. Realizar o trabalho de “médico” da empresa, diagnosticando seus problemas e pontos de atenção, sobretudo em relação a parte financeira. Um diagnóstico e análise bem feita pode fazer toda a diferença na gestão da empresa, permitindo que o empreendedor tenha segurança em relação ao que está fazendo, e evite as armadilhas, tão comuns, do meio empresarial.   Gestão Tributária Constante: O modelo tributário brasileiro sofre em um ritmo acelerado de alterações e segue apresentando alta complexidade. Para o empreendedor, sem dúvidas esse ritmo impossibilita estar a par de tudo e assim tomar as decisões corretas. Novamente, o contador estrategista e consultivo possui papel ativo nisso, ao trazer conhecimento e suporte na tomada de decisão tributária, buscando as decisões mais sustentáveis e de acordo com cada modelo de negócio.   Usa a Tecnologia a seu favor: A tecnologia veio para ficar, e isso é um fato. Cabe justamente ao novo perfil de contador apoiar e coordenar essa transição, estando a frente das tendências e novas tecnologias.  Integrações entre Sistemas financeiros e Contábeis, Documentação 100% digital e outras inovações tecnológicas são novas ferramentas que o contador pode analisar e trazer para o empresário e justamente entregar maior valor a todos.   Novos Serviços: Neste formato, o escritório contábil pode oferecer novos serviços e ofertas às empresas. O leque de serviços apresentados pelo escritório é cada vez maior, sobretudo em serviços consultivos e estratégicos. Desde OutSourcing Financeiro à auditorias e Due Dilligence, estas novas ofertas otimizam o trabalho do gestor, pois trazem maior segurança, redução de custos e suporte estratégico. Conheça mais aqui.     Longe de decretar o fim da Contabilidade, as tecnologias cada vez mais presentes são ferramentas importantíssimas para a evolução do serviço prestado pelo contador. Os Escritórios Contábeis devem usar todas estas inovações a seu favor, de forma a automatizar suas entregas operacionais e entregar um serviço cada vez mais estratégico.   Ao empreendedor, cabe buscar um parceiro contábil que não lhe entregue apenas a operação, mas sim potencialize o seu conhecimento e prática em entregas relevantes e que permitam atuar como braço direito na estratégia da empresa. Nós, da MK, acreditamos que a Contabilidade é parte vital da Empresa, e que o futuro do mercado é estar cada vez mais próximo do empreendedor e da estratégia. Acompanhe nosso blog para mais conteúdos que preparamos para você, nesta jornada de evolução do serviço. Quer saber como a estratégia contábil pode impactar diretamente no desempenho da sua empresa? Entre em contato com nossos especialistas e saiba, de forma personalizada, as opções de melhoria na sua empresa.

Infográfico: Escalabilidade – 7 passos para fazer a sua startup crescer em 2018

Nos últimos anos o modelo empresarial de startups virou sinônimo de inovação e tecnologia. Um negócio que surge com o propósito de seguir tal formato – caracterizado pelo desenvolvimento de soluções inovadoras, disruptivas e com alto potencial de crescimento – enfrenta inúmeros desafios para alcançar o tão almejado reconhecimento de mercado e novos níveis de escalabilidade. O potencial de crescimento de uma startup pode ser mensurado logo nos processos e definições iniciais, a partir da própria tecnologia ou serviço criado. Grandes marcas que já se consolidaram no mercado, como o Facebook, Google, Uber, Airbnb, desenvolveram produtos que romperam com sistemas tradicionais da economia, marketing, mobilidade e hospedagem por meio de softwares e ferramentas tecnológicas que atenderam demandas universais. Não por acaso, muitos desses serviços como o Airbnb ou a Netflix são alvo de discussões e debates sobre regulamentação e tributação em todo o mundo. Porém, mais do que criar um dispositivo, aplicativo ou algum novo modelo econômico como os bancos e moedas digitais, as startups devem também se preocupar com a contabilidade, antes mesmo de abrir a empresa. Algumas escolhas como o objeto social e o modelo de sociedade empresarial adotado irão influenciar na sustentabilidade, regulamentação e o desenvolvimento do negócio. Em um ambiente fiscal como o do Brasil, marcado pela insegurança jurídica e constantes mudanças na legislação, as startups ainda tem de lidar com outras variáveis importantes, como: organização e gestão de equipes; retenção de talentos; demanda fiscal e financeira; comunicação e estratégias de marketing; captação de investidores, etc. Escalabilidade: como fazer a minha startup crescer? Diferente dos empreendimentos tradicionais que consolidam o crescimento de vendas dos seus serviços e produtos ao longo de vários anos, as startups nascem e atingem maturidade em curtos períodos de tempo. E como elas fazem isso? As startups adotam uma cultura de crescimento, baseada na realização de investimentos de risco, flexibilização das relações de trabalho, incentivo a criatividade, maior abertura para participação dos funcionários entre outros fatores. Ao abrir uma startup é preciso ter em mente qual público pretende atingir, de que forma o serviço ou produto irá beneficiar o consumidor ou resolver algum problema de forma inovadora. Esses aspectos, aliados a estratégias de marketing e realização de investimentos, vão ser fundamentais para manter o crescimento do empreendimento. Para as startups que estão em fase de maturação, é necessário avaliar como tem sido o desempenho do negócio e em qual estágio a empresa se encontra. Um método recomendado para organizações que têm mais de dois anos é o diagnóstico empresarial. A aplicação desse instrumento pode revelar erros e situações que têm impedido a equipe de avançar e crescer no mercado. Empresas tradicionais que anseiam aplicar uma cultura inovadora tal como as startups, também podem utilizar o método para guiar mudanças na organização. É importante destacar que o progresso de uma empresa depende de inúmeras variáveis, e pode não ser constante. O empreendedor e autor Felipe Matos, do livro “10 mil startups”, indica que para atingir o crescimento, muitas vezes processos não escaláveis são aplicados na gestão como estratégia para expandir a empresa. Além de investir em marketing e em boas práticas na organização de equipes e retenção de talentos, é fundamental aperfeiçoar detalhes do serviço e produtos pensando na experiência e expectativa do consumidor. Outro fator determinante para escalar a startup é a organização financeira e contábil, que será avaliada por investidores e instituições financeiras no momento de conceder  crédito para o negócio. Pensando nesses e outros aspectos que influenciam a escalabilidade de uma startup, preparamos um infográfico especial sobre Escalabilidade: 7 passos para fazer a sua startup crescer em 2018.   No conteúdo você irá encontrar os primeiros passos para consolidar o seu negócio e ações para ampliar a sua empresa. Se você tem dúvidas sobre o estágio em que sua empresa está ou se deseja preparar os diferentes setores da sua startup para escalar, agende uma conversa conosco pelo formulário abaixo: Acompanhe o Blog da MK Soluções Empresariais e saiba mais sobre gestão de equipes, organização financeira e contábil.