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CLT e PJ: entenda as diferenças e como adequar sua empresa

Em face das novas demandas do mercado de trabalho, a contratação PJ vem aumentando em larga escala.  Esse movimento é natural quando olhamos para a taxa de desemprego de 9,3%, isto é, 10,1 milhões de desempregados no Brasil, segundo dados do IBGE. Ao mesmo tempo, outro levantamento realizado pelo IBGE indicou que somente em 2022, 2,2 milhões de pessoas foram contratadas como PJ, com destaque para as áreas de tecnologia, marketing e design. Esses dados nos mostram que a pejotização, termo utilizado pelo próprio TST ao referendar esse novo modelo de contrato entre pessoas jurídicas, é um regime de trabalho que vem ganhando força dentro do mercado. Isso porque a contratação via PJ proporciona maior autonomia para ambas as partes, possibilitando a recolocação no mercado para milhares de trabalhadores e permitindo às empresas menos burocracias na contratação de profissionais. Mas afinal, quais são as principais diferenças entre o regime CLT e o PJ? E quais são as vantagens e desvantagens da pejotização para as empresas? É o que veremos a seguir nesse artigo, vamos lá? O que é o regime CLT Criada em 1943, a sigla CLT significa Consolidação das Leis do Trabalho, ou seja, a CLT é um conjunto de normas que regulam as relações de trabalho entre empregados e empregadores. Portanto, dentro dessa lei estão previstos todos os direitos e deveres de ambas as partes, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais dos trabalhadores, tais como horário de trabalho, pagamento e condições adequadas de trabalho. Veja a seguir os principais benefícios da CLT: Jornada de trabalho máxima de até 8h por dia Licença- maternidade e paternidade remuneradas Recebimento do 13º salário Direito a férias remuneradas Afastamento de doença Porém, ainda que a CLT garanta direitos e deveres na relação entre empregado e empregador, ela perde em outros aspectos quando comparado ao regulamento trabalhista de uma pessoa jurídica.  Atualmente, com o aumento do emprego em áreas como tecnologia e marketing, o número de trabalhadores que priorizam jornadas de trabalho flexíveis, possibilidade de home office  e menos subordinação a empresa tem aumentado consideravelmente. Já para os empregados, a desvantagem desse regime é o de um vínculo mais oneroso e burocrático, uma vez que todo processo de contratação de desligamento é acompanhado de um excesso de trâmites administrativos e uma série de cobranças contratuais. O que é o regime PJ O regime PJ ou pejotização é um regime de prestação de serviços entre uma empresa e uma pessoa jurídica, portanto, diferentemente do CLT, o PJ (pessoa jurídica) atua por meio do seu Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Na prática, esse modelo funciona como uma terceirização de serviços, onde existe um contrato para a prestação de um serviço ao invés de um contrato empregatício formal. E o empregado atua como uma empresa, fornecendo serviços, emitindo nota fiscal, arcando com os custos de impostos em face do pagamento recebido, além de calcular e pagar o imposto de renda e o ISS. A pessoa jurídica pode ser registrada como: MEI – Microempreendedor Individual EI – Empresário Individual LTDA – Sociedade Limitada A escolha do regime vai depender, principalmente, do faturamento, número de funcionários, tipo de atividade e regime tributário. Entre as principais áreas que vem crescendo nesse novo modelo de trabalho estão:  Contadores;  Profissionais de saúde; Profissionais de tecnologia; Arquitetos; Engenheiros; Serviços Gerais. Vantagens da Pejotização Para o empregado as principais vantagens são não estar vinculado a um contrato e nem a subordinação de hierarquia empresarial, horário flexível e o benefício de administrar a própria carteira. Veja a seguir as principais vantagens da pejotização para as empresas: Redução de custos Já para as empresas, uma das principais vantagens é a redução de custos gerada pelo alívio na folha de pagamento de funcionários, que inclui décimo terceiro, contribuição previdenciária, férias remuneradas, entre outros. Profissionais diferenciados Michele Mary, sócia e diretora de DHO da MK – Soluções Empresariais e Conselheira da ABRH ainda coloca como vantagem para a empresa a chegada de “profissionais que pensem fora da caixa, com desejo de empreender e de atuar dentro do mesmo patamar da empresa” Concessão de benefícios Outra vantagem para a empresa que adota o regime PJ é mais liberdade na concessão de benefícios. Com as leis trabalhistas, as empresas devem seguir estritamente às regras previstas em seu regimento, havendo pouca margem para conceder bonificações aos funcionários. Com a desburocratização, as empresas ganham mais liberdade para se destacar na retenção de talentos, oferecendo remunerações maiores e a possibilidade de implementar uma política de premiações e bonificações, gerando um aumento de produtividade e maior engajamento entre os colaboradores. As altas taxas de absenteísmo geram um impacto direto sobre as finanças da organização e a qualidade dos serviços realizados. E a contratação de colaboradores como PJ ajudam a promover ações estratégicas que valorizem e reconheçam os esforços dos funcionários Desvantagens da Pejotização Sobre as desvantagens da pejotização para as empresas, Michele destaca que: “Na prática, muitos profissionais aderem ao sistema de trabalho via PJ pela vantagem de não pagar impostos obrigatórios, mas não entendem as responsabilidades vinculadas a esse modelo de emprego. Isto é, o profissional quer ser PJ, mas com direitos de CLT e isso não existe.” Além disso, muitas empresas têm se interessado pelo regime de contratação de PJ pelas vantagens em relação a diminuição de custos e a desburocratização das relações trabalhistas. Porém, acabam não se atendo ao fato de que a contratação de PJ também possui uma regulamentação legal, que precisa ser observada atentamente sob o risco de estar atuando ilegalmente dentro do mercado de trabalho. Além disso, ignoram o fato de que essas mudanças não afetam apenas os contratos de trabalho, mas toda a cultura organizacional da empresa, com destaque para o setor de RH, que precisa se adequar na relação com os colaboradores PJ. Por esse motivo, no próximo tópico vamos abordar os principais cuidados necessários na hora de escolher o regime de contrato. Cuidados necessários ao escolher o regime de contrato Caracterização do vínculo trabalhista É importante destacar que mesmo a

E-book: Boas práticas de gestão financeira, contábil e tributária em empresas de TI

O sucesso de toda empresa é influenciado por pequenas rotinas, organização e o controle constante de diferentes atividades. Nos negócios do setor de tecnologia, o cuidado com a gestão financeira, contábil e tributária deve ser redobrada, dado o complexo ambiente fiscal brasileiro. No E-book gratuito – Boas práticas de gestão financeira, contábil e tributárias em empresas de TI, apresentamos os principais pontos que os negócios de tecnologia e inovação devem desenvolver na busca pela consolidação dos serviços e crescimento da empresa. Neste material você saberá mais sobre: Tecnologias para executar a gestão financeira e a terceirização de serviços Instrumento de tomada de decisão Planejamento e regimes tributários Benefícios fiscais e incentivos para o setor de tecnologia. Para baixar o material clique aqui Acompanhe o Blog da MK Soluções Empresariais e saiba mais sobre gestão de equipes, organização financeira e contábil.

O que é a Lei do bem? E como ela impacta empresas de tecnologia

Se você é gestor empresarial, sabe que incentivos fiscais são muito bem vindos em qualquer negócio. Mas já imaginou recebê-los e, além disso, ter diversos outros benefícios na sua empresa de tecnologia? É isso o que propõe a Lei do Bem. Bom, se o seu negócio opera sob o regime do Lucro Real e investe em atividades de pesquisa e desenvolvimento em inovação e tecnologia aqui no Brasil, está apta a ser favorecida com esta lei. Ficou curioso? Vamos te contar como funciona! O que é a Lei do Bem? Primeiramente, para entender todas as vantagens dessa lei, você precisa entender o que, de fato, ela é. A Lei do Bem é um incentivo fiscal previsto na lei no 11.196/05, no Decreto no 5.798/06 assim como na Instrução Normativa da Receita Federal no 1.187/11. Conforme dissemos, essa norma destina-se às empresas que operam no regime de Lucro Real e que fazem atividades de pesquisa ligadas a tecnologia e desenvolvimento de inovação. Em síntese, a lei surgiu para estimular os investimentos privados em pesquisas que buscam o desenvolvimento de novos produtos, criação de novas funcionalidades ou até mesmo otimizações que resultem numa maior competitividade no mercado. Além disso, vale destacar que os benefícios visam, sobretudo, estimular as empresas desse segmento.  Afinal, o processo de criação de novos produtos, de testes e validação pelo mercado é uma fase repleta de incertezas e grandes riscos. Mas, afinal, quem pode se beneficiar com a Lei do Bem? Como dissemos anteriormente, para aquisição dos benefícios da Lei do Bem, é necessário seguir algumas regras: A empresa deve estar sob o regime de tributação do Lucro Real; Comprovar a regularidade fiscal; Desenvolver atividades de pesquisa e desenvolvimento e de inovação tecnológica Nesse sentido, as pessoas jurídicas que cumprirem as regras acima devem apresentar CND ou CPD-EN referente aos dois semestres do ano calendário em que fizer uso dos benefícios.   Lei do Bem na realidade das empresas Além dos incentivos fiscais que por si só já garantem inúmeros benefícios às empresas, outros pontos são positivos para aqueles que investem em pesquisa. As pesquisas de desenvolvimento e inovação tecnológica não se baseiam apenas em desenvolver novas soluções.  É necessário ter uma cultura forte em agilidade e capacidade de mudança. Outro ponto interessante de realizar P&D é que os clientes da empresa esperam novas soluções. Além disso, os clientes têm uma confiança maior no negócio que está se adaptando e evoluindo sempre. Quais as documentações necessárias? Além de apresentar o CND ou CPD-EN que informamos anteriormente, as empresas devem fazer uma espécie de prestação de contas sobre as suas pesquisas. Ou seja, devem informar ao MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), alguns dados sobre os seus programas de desenvolvimento. As informações são entregues por um formulário eletrônico que está disponível entre maio e julho. Contudo, vale o alerta: a empresa deve enviar o relatório com todas as informações corretas e precisas. Caso contrário, é possível a suspensão da empresa no programa. Como a empresa recebe os benefícios? O Brasil deixou sob responsabilidade das empresas a escolha sobre a alocação dos investimentos. Pois bem. Vamos entender melhor o que a Lei do Bem traz de benefícios para essas empresas? DEDUÇÃO NA BASE DE CÁLCULO DO IRPJ E CSLL A dedução na base de cálculo do IRPJ e CSLL é uma das possibilidades previstas na lei. Neste caso, é uma forma de tributação residual. Ou seja, as empresas que não estiverem obrigadas ao lucro real ou que não puderam optar pelo regime simplificado, deverão apurar o imposto de renda e o CSLL de acordo com o lucro presumido. REDUÇÃO DO IPI O IPI é o Imposto sobre Produtos Industrializados e incide sobre os produtos nacionais ou estrangeiros. No caso da compra de maquinários e equipamentos para que a empresa utilize nas pesquisas e desenvolvimento do produto/serviço, o valor tem uma redução de 50% no imposto do IPI. DEPRECIAÇÃO ACELERADA OU INTEGRAL Antes de mais nada, precisamos entender como funciona o redutor da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Bom, não é nenhuma novidade que os bens do imobilizado depreciam, ou seja, assim como qualquer outro bem tangível, perdem valor no decorrer do tempo. Nesse contexto, as normas do imposto de renda estabelecem que a perda de valor será um custo ou despesa operacional. Porém, são escalonados. Dessa forma, a Lei do Bem, ao permitir uma depreciação acelerada, elimina o escalonamento. Isto é, utiliza-se todo o valor como custo para reduzir a base de cálculo do IR dentro do próprio exercício de aquisição do bem. AMORTIZAÇÃO ACELERADA Agora, a amortização acelerada retrata a possibilidade de proceder a redução do débito em velocidade superior à vida útil do bem. Dessa forma, reduz a base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Normalmente, a amortização trata da redução gradual de um débito conforme são feitos os pagamentos. Vale evidenciar que as normas do IR (da mesma maneira que ocorre com a depreciação) dispõem que a amortização é um custo ou despesa operacional que pode ser aplicado de forma escalonada. Posso contratar outra empresa para realizar o projeto de pesquisa e desenvolvimento? Se você se interessa em realizar projetos de pesquisa e desenvolvimento em inovação, mas não conta com uma equipe ou setor pronto para assumir esse desafio, não tem problema! É possível uma empresa de grande porte ter projetos de P&D e contratar uma instituição científica para realizá-lo (é o que prevê o artigo 17 da Lei do Bem). Por outro lado, quando uma instituição científica tem um projeto de pesquisa e desenvolvimento que pode ser de interesse de alguma empresa, também é concedida a possibilidade de financiar o projeto da instituição (essa opção está prevista no artigo 19-4 da lei do bem). Conforme prevê a Lei, na primeira situação o empreendimento deve ser cadastrado no MCTIC.  Já no segundo caso, o projeto será submetido pela empresa conforme determina a chamada pública do MEC. E após, deve realizar a parceria com a empresa privada. Além disso, importa destacar que também

Contabilidade de custos: um controle necessário em toda empresa

Existem muitas variáveis para realizar uma gestão empresarial eficiente. A contabilidade de custos faz parte desse processo e impacta diretamente na administração da empresa. Por essa razão, é fundamental que o gestor tenha uma equipe confiável que realize este trabalho. O empreendedor que consegue enxergar de forma clara todos os elementos que compõem o valor do seu produto final, sai na frente em vários aspectos. Afinal, através desse detalhamento, é possível analisar cada custo da empresa e assim controlar da melhor maneira possível a saúde financeira da organização. Mas o que é exatamente a contabilidade de custos? Como ela impacta no desenvolvimento da organização? Vamos ver tudo isso e mais um pouco aqui neste artigo. Acompanhe! O que é contabilidade de custos?   Para explicar o que é a contabilidade de custos, começaremos com um exemplo: Imagine que você seja proprietário de uma loja de roupas masculinas e um cliente super assíduo, ao realizar uma compra, solicitou um desconto de 20%. Nesse caso, como saber se o desconto, se concedido, não afetará o seu lucro? Será que esse é o desconto máximo que você pode aplicar nas mercadorias? É nessa hora que a contabilidade de custos entra em ação. Antes de mais nada, devemos entender que a contabilidade da empresa é a responsável pelos cálculos e informações que garantem uma constante evolução nas finanças da organização. Ou seja, a contabilidade de custos é apenas uma parcela desse “todo” que engloba a contabilidade geral. Vale destacar que o termo “custos” se refere apenas aos valores que envolvem a produção do produto ou serviço final, não envolvendo, portanto, outras despesas e gastos da empresa. Nesse sentido, a contabilidade de custos nada mais é que uma ”fatia”da contabilidade especializada em controlar os custos dos produtos e serviços que a organização trabalha. Em síntese, esse setor da empresa analisa se o empreendimento está conseguindo ganhar dinheiro ou se está operando com prejuízo, auxiliando assim, em possíveis decisões para o melhor andamento da empresa. Qual é o objetivo da contabilidade de custos? Em primeiro lugar, essa ferramenta possibilita ao gestor responsável o acompanhamento do crescimento do seu produto e, sobretudo, que esse obtenha informações necessárias para responder uma pergunta essencial: “Qual é o valor (custo) viável para a minha empresa oferecer esse serviço/produto ao meu cliente?” Esse questionamento trará a resposta sobre a viabilidade econômica do seu empreendimento. Além disso, é possível também definir um objetivo de custo do seu produto (e isso vai de encontro ao cumprimento das metas e objetivos do planejamento estratégico definido pela empresa). A propósito, um planejamento feito com qualidade permite que a empresa colha frutos a curto, médio e longo prazo, uma vez que eles trabalham como uma engrenagem dentro da organização. Nós, da MK Soluções Empresariais, elaboramos um e-book sobre planejamento estratégico super interessante e que pode lhe auxiliar nesse processo. É só clicar aqui para baixá-lo.   Antes de iniciar o tópico seguinte, é importante esclarecer que a contabilidade de custos é subdividida em dois segmentos: Custos de Serviços e Custos Industriais. Vamos entender um pouco melhor como funciona cada uma das modalidades? Continue acompanhando o artigo!   Contabilidade de Custos de Serviços Como o título já demonstra, a contabilidade de custos de serviços faz o levantamento dos custos que estão relacionados na prestação de serviços de uma empresa. O que muda neste ponto para o industrial (próximo tópico), são os termos contábeis utilizados. Vamos a eles? Custos Gerais do Serviço: Custos indiretos e compreendem os gastos fundamentais para o desempenho da empresa, mas que não são relacionados de maneira direta com o serviço; Mão de Obra Direta: É o salário dos funcionários responsáveis pela prestação do serviço; Materiais Diretos: Materiais usados para a realização do serviço; Serviços de Terceiros: São os custos referentes à contratação de terceiros para a realização do serviço, ou pelo menos parte dele; IMPORTANTE:  os gastos administrativos que não são relacionados ao serviço final, não serão contabilizados como custo. Assim como, os custos e despesas com vendas, comissões, financeiras, entre outros. Contabilidade de Custos Industriais Por outro lado, a contabilidade de custos industriais, como dito anteriormente, possui algumas nomenclaturas que se diferenciam: Custo Indireto de Fabricação: Neste caso, são os gastos referentes à fabricação do produto de maneira indireta. Ou seja, não são relacionados diretamente com o produto. A titulo de exemplo, podemos citar alguns: energia e terceiros; Mão de Obra Direta: Da mesma forma que no tópico anterior, é o salário dos funcionários. Mas, desta vez, são os que estão envolvidos diretamente na confecção do produto. Materiais Diretos: Igualmente ao tópico anterior, são os materiais utilizados, mas dessa vez na produção. Tipos de custos Existem mais algumas classificações de custos importantes para abordarmos neste artigo, como custo direto, indireto, fixos, variáveis, entre outras que especificaremos a seguir. CUSTO DIRETO O custo direto está relacionado diretamente ao produto ou serviço. Pense na produção de uma fábrica de bolos, por exemplo. Quais são os seus custos diretos? Farinha, fermento, ovos, mão de obra e etc. CUSTO INDIRETO Em contrapartida, o custo indireto se refere aos gastos que foram utilizados na atividade, mas que não são identificados diretamente pelo produto. Vamos voltar ao exemplo do bolo para ficar mais claro. Para a produção do bolo, nós usamos  uma batedeira. Com o passar do tempo, essa batedeira precisará ser trocada. Ou seja, a depreciação da batedeira é um custo indireto. Ou seja, por serem custos indiretos, não conseguimos calcular o seu preço por bolo. Será necessário realizar um rateio para definir o valor por unidade de cada bolo. CUSTOS FIXOS E VARIÁVEIS Além de definir se um custo é direto ou indireto, é necessário classificar se ele é fixo ou variável. E existe uma maneira bem simples de definir isso. Pense o seguinte: Se você não produzir nem vender nada naquele mês, esse custo ainda existe? Se a resposta for sim, é um custo fixo. Se a resposta for não, é um custo variável. Além disso, os custos fixos equivalem aos custos indiretos, pois

Contabilidade gerencial é importante nas tomadas de decisão?

Podemos definir a contabilidade gerencial como a área da contabilidade que registra, avalia, organiza, interpreta e demonstra todas as variações que ocorrem dentro do patrimônio do empreendimento.   A grande maioria das empresas têm como objetivo comum o crescimento. Contudo, nem todas conseguem pensar em estratégias válidas para fazer acontecer. Nesse contexto, as que realmente conseguem alcançar  degraus maiores, normalmente entendem a importância da contabilidade no processo.   Mas além da contabilidade tradicional, onde o contador realiza os balancetes, demonstrativos de resultados e outros relatórios, as empresas vêm, cada vez mais, reconhecendo a importância da contabilidade gerencial.    Entender o que significa a contabilidade gerencial e a sua importância para tomar decisões é essencial se a empresa visa um desenvolvimento mais célere e saudável. Acompanhe o nosso artigo que iremos te explicar a importância da contabilidade gerencial, além de suas principais vantagens para qualquer negócio que almeja alcançar resultados melhores.   Primeiramente é preciso esclarecer que, apesar dos contadores gerenciais muitas vezes fornecerem informações da área financeira, o seu foco principal é nas medidas de desempenho da empresa. Ou seja, o profissional tem como objetivo auxiliar o negócio no atingimento das metas e objetivos. O que é contabilidade gerencial?   A contabilidade gerencial, apesar de ser uma ferramenta para o uso interno, possibilita comparações internas e externas, além de permitir um controle sobre os gastos utilizados em treinamentos dos funcionários e em outras áreas.   Quando falamos de comparações externas, estamos nos referindo a comparação com outras empresas concorrentes e esse é um dos maiores pontos positivos da prática. Afinal, é possível, através dos dados do mercado, entender o contexto, prever tendências, assim como projetar o futuro do negócio. Como funciona a contabilidade gerencial na prática?   Como falamos anteriormente, a contabilidade gerencial é uma peça muito importante para toda empresa. Uma vez que, além de analisar os aspectos da contabilidade financeira, ela permite explorar o cenário econômico que a empresa se insere.    [Mas como ela funciona na prática?]   Vamos te dar um exemplo para não deixar dúvidas.   Imagine que em uma determinada época a empresa teve um lucro muito superior ao normal. No primeiro momento, o lucro alto pode soar como um resultado positivo para a empresa. Mas nem sempre é tão simples como parece.   Se os números forem investigados e comparados com outros dados, podemos chegar ao resultado de que, na verdade, o custo da produção foi menor do que o normal. A matéria prima principal, devido a uma sazonalidade inesperada, teve o seu valor de mercado abaixo do comumente praticado.    Mas não para por aí, a contabilidade gerencial ainda verifica, nesse caso, que essa sazonalidade não ocorrerá tão cedo novamente. E apesar do lucro, a oportunidade não foi bem aproveitada pois a produção foi menor do que o recomendado para essa situação.   Quer um outro exemplo?   Vamos pensar que no ano de 2020 a empresa teve um resultado um muito abaixo do normal. Porém, ao fazer a análise, o contador gerencial constatou que na verdade esse resultado “negativo” foi por conta dos altos investimentos que a empresa fez e que a expectativa do próximo ano é um resultado muito superior em virtude desses investimentos.   Agora ficou claro, né? Qual a importância do contador na contabilidade gerencial?   O contador é um grande aliado na parte estratégica das empresas. E essa importância vai desde a escolha do tipo societário do negócio, até a devida instrução sobre a possibilidade de uma auditoria fiscal na empresa, além de outras inúmeras situações  corriqueiras (ou não) do negócio, em que o contador tem papel crucial.    No âmbito da contabilidade gerencial, o contador pode, dentre outras possibilidades, sugerir estratégias de tributação para a empresa ou até mesmo para os produtos. Considerando que esse é um ponto competitivo e que influencia muito a empresa.   Além disso, o fato do contador tem o conhecimento completo dos números da empresa, ele também pode propor algumas mudanças nos processos que sejam capazes de melhorar os resultados.   Enfim, são inúmeros os benefícios que o contador gerencial traz para a organização, mas vamos falar mais sobre isso nos próximos tópicos. Continue acompanhando! dade     Quais as habilidades necessárias para o contador realizar uma boa contabilidade gerencial?   Até o presente momento você provavelmente já percebeu como a contabilidade gerencial é benéfica para os empreendimentos. Além disso, se você for gestor de uma empresa, deve estar se perguntando: “Será que meu contador realizaria uma boa contabilidade gerencial?”   Pois bem, para o contador ter uma boa desenvoltura na contabilidade gerencial, ele precisa ter o conhecimento, principalmente, em três áreas:   Contabilidade Financeira; Contabilidade de Custos; Área tributária.   Além do devido conhecimento nessas três áreas, o contador precisa também ter uma certa noção em:   Economia; Inovação e empreendedorismo; Política.   Vale destacar também que as habilidades interpessoais do contador também contam, pois ele deverá ter contato constante com outros profissionais, seja da parte operacional ou da parte administrativa e até mesmo junto à diretoria da empresa.    Como a contabilidade gerencial pode ajudar na tomada de decisões?   Agora que você já sabe o que é a contabilidade gerencial, como é o funcionamento dela na prática, quais as habilidades que o contador precisa ter e qual a sua importância na organização, vamos ver sobre a função dela na tomada de decisão.   Um dos objetivos mais importantes da contabilidade gerencial é garantir que as informações da parte contábil da empresa sejam analisadas para que as decisões sejam tomadas da melhor maneira possível.    Resumidamente, essa ferramenta reflete em todo o processo decisório. Pois ela fornece aos interessados as informações necessárias para tomar decisões da forma mais assertiva possível.  Quais os benefícios que a contabilidade gerencial traz para a empresa?   Como dissemos, a contratação de um contador para executar a contabilidade gerencial tem como principal objetivo auxiliar nas tomadas de decisão.   Redução de Riscos Dentro das empresas, a falta de informações e dados gera diversos

Contrato de Vesting: o que é e como fazer

Contratar pessoas qualificadas e engajadas com  as atividades da empresa pode ter um custo elevado no início de um projeto, principalmente se estivermos tratando de modelos de negócio como as Startups, que não têm muitos recursos financeiros disponíveis para investimento em suas fases iniciais. Para solucionar este tipo de problema, é que existe o contrato de Vesting.     Nesse cenário imprevisível e com poucos recursos para bancar funcionários qualificados, o Vesting oferece ao colaborador o direito de adquirir uma participação sobre a empresa, de acordo com premissas definidas anteriormente.   [Mas como elaborar um bom contrato de vesting?]   Acompanhe o nosso artigo que vamos explicar com mais detalhes o que é um vesting, qual a sua importância para o desenvolvimento de Startups, além de como fazer um contrato de vesting de qualidade, entre outros pontos oportunos!   Vamos lá? Tenha uma ótima leitura!     O que é um contrato de vesting?   O conceito de contrato de vesting surgiu nos Estados Unidos com o objetivo de proporcionar às empresas (que no início possuem recursos financeiros escassos), uma forma de manter seus colaboradores com maior engajamento e comprometimento.    Vesting é um instrumento contratual onde é oferecido ao colaborador a possibilidade de adquirir uma participação societária da empresa. Sendo essa aquisição realizada de forma fracionada e progressiva.    Mas vale lembrar que para isso, é necessário cumprir algumas condições previstas no contrato.    Ou seja, o contrato de vesting foi uma maneira encontrada para estimular o colaborador, com foco em resultados e sem gerar grandes custos.    Em resumo, é uma forma de investimento: a força de trabalho e comprometimento do funcionário pela garantia de  participação no negócio. Como funciona o vesting na prática?   Como falamos anteriormente, atrair novos talentos pode se tornar um grande desafio para as startups no início do projeto por conta do orçamento limitado.    De maneira prática, o vesting soluciona esse problema da seguinte maneira:   A empresa contrata o talento. O gestor ou fundador da empresa oferece ao colaborador a possibilidade de comprar uma porcentagem de participação na empresa. Porém, ele só terá direito caso permaneça na empresa por um tempo previamente estipulado.   Dessa forma o colaborador se vê obrigado a trabalhar focado no resultado a longo prazo. E assim, a empresa garante que a recompensa seja justa (comprar uma participação), conforme o desenvolvimento do negócio. O que acontece se o colaborador sair da sociedade antes do tempo mínimo?   Apesar do vesting ser uma forma de manter um colaborador de qualidade por mais tempo dentro da empresa, existe a possibilidade dele optar pela sua saída antes do tempo mínimo estipulado no contrato.   Neste caso, o colaborador não permanecerá como sócio após a sua saída, salvo se ocorrer autorização estatutária. Além disso, não terá autorização para vender a terceiros a sua participação adquirida pela forma de vesting.    Recomenda-se, em casos assim, fazer a dissolução do contrato, efetuando o pagamento da respectiva indenização.    Ah! Vale ressaltar que um contrato com cláusulas bem definidas será de extrema importância neste momento, afinal, pode evitar dores de cabeça futuras.   Quais os riscos do contrato vesting?   Apesar de ser um grande aliado no desenvolvimento e evolução de uma empresa no início do seu projeto, existem riscos no vesting, mas que podem ser evitados se realizadas medidas preventivas.    Primeiramente é necessário se atentar aos direitos trabalhistas. O vesting não substitui, em nenhuma situação, os direitos básicos do trabalhador. Por isso,  não prometa ao colaborador valores surreais e que não poderão ser satisfeitos futuramente.    Apesar do vesting, o salário deve ser pago, independente do percentual acordado para participação do colaborador.  Além disso, questões como direito a voto na assembleia deve ser um ponto de bastante atenção no momento de redigir o contrato.  Qual a diferença entre Vesting e Stock Options?   Em linhas gerais, podemos dizer que vesting é uma variação do stock options.   [Mas como assim, variação?]   Elas têm um conceito muito semelhante. Mas, apesar disso, a grande distinção entre as duas estratégias é que o Stock Options é destinado à possibilidade concedida ao colaborador de comprar ações da empresa, ou seja, é uma estratégia utilizada tão somente por Sociedades Anônimas (S/A).   Leia também: Stock Options: como incentivar talentos indispensáveis   No contexto de startups, onde a grande maioria das empresas são Sociedades Limitadas (principalmente em suas fases iniciais), não existe a possibilidade de comprar ações da empresa, mas sim, porcentagens de participações (ou cotas) da sociedade. E aí é que entra o contrato de vesting.   Em suma, o contrato de vesting funciona como o stock options (inclusive com objetivos bem semelhantes), mas destinado aos demais tipos societários. Como fazer um vesting de qualidade   Agora que você já sabe o que é um contrato de vesting e já entendeu a importância dele para o início de uma startup, vamos te explicar sobre como redigir um contrato de vesting de qualidade.   Vamos em frente?   Primeiro passo: defina um Cliff   Lembra que falamos anteriormente que o colaborador só terá direito a compra da  participação caso permaneça na empresa por um tempo previamente estipulado?    Esse período se chama Cliff!   O Cliff é a cláusula que estabelece o período em que o colaborador manterá uma relação contratual com a startup sem ter o direito de adquirir uma porcentagem da empresa.    Podemos encarar como um período de teste.   Essa cláusula é importante para avaliar o real nível de comprometimento desse colaborador. Caso o gestor e/ou fundador entendam que não devem continuar com aquele funcionário, é possível realizar a rescisão sem conceder a porcentagem da empresa ou, em certos casos, pagar uma indenização por esta parte.   Segundo passo: milestones (objetivos e metas) ou prazo   Para operacionalizar o vesting, é possível recorrer aos objetivos e metas ou a um prazo predefinido.   [Milestones – Objetivos e Metas]   Em primeiro lugar, é necessário criar metas e objetivos claros para o colaborador entender

O que é Cap Table e como ele auxilia na aquisição de investimentos

Sustentar a manutenção e o crescimento de Startups, diante do cenário instável em que se inserem é uma difícil tarefa enfrentada por empreendedores. Contudo, o Cap Table, se organizado e mantido de forma saudável, pode ser um importante aliado nessa jornada.    Não é novidade que modelos de negócios como as Startups já nascem com um objetivo traçado: captar investimentos para alcançar a escalabilidade. Assim, qualquer descuido ou ”ponta solta” na gestão do negócio, pode ser extremamente prejudicial para as negociações.    Até aí, ok. Mas, afinal, o que é o chamado ”Cap Table” e qual a sua influência na aquisição de investimentos em Startups?   Acompanhe nosso conteúdo que vamos explicar detalhadamente o que exatamente significa este termo e a sua importância para a aquisição de investimentos.   O que é Cap Table?   Cap Table é a forma mais usual e contraída do termo em inglês “capitalization table”. A sua tradução literal indica a chamada Tabela de Capitalização.    De maneira resumida, podemos dizer que o Cap Table é uma tabela onde estão descritos não só os acionistas e investidores de uma empresa, mas também a participação real de cada um deles na sociedade.    Um dos grandes objetivos de um  Cap Table é  manter todos os acionistas cientes da situação dos seus investimentos no negócio, evitando, assim, eventuais conflitos de interesses numa possível discussão por direitos e participações na empresa.   [QUEM tem e QUANTO tem dentro da sociedade?]   Se faça essas perguntas na elaboração do Cap Table! Elas são essenciais e impactam diretamente na saúde financeira e organizacional da empresa, pois é exatamente por onde tudo começa.    De início, pode até parecer algo relativamente fácil ou bobo, mas quando os gestores começam a pensar em formas para atrair aportes financeiros, ter um Cap Table atualizado e organizado pode fazer toda a diferença e, sobretudo, demonstrar a maturidade da Startup.    Vale destacar, também, que além de demonstrar as porcentagens de bens, a tabela precisa conter as diluições, o valor do equity em cada uma das rodadas, garantias, stock options de cada pessoa dentro do negócio (seja um fundador, sócio,  investidor ou outro).   E por essa razão é que a cada estágio que a Startup avança (em todos os aspectos), o cap table vai sendo ”alimentado” e ganhando alta complexidade.   Qual a importância do Cap Table?   A grande maioria das Startups são caracterizadas por um produto inovador, um capital de giro mínimo e a clássica e constante busca por investimentos até que se torne um modelo de negócio repetível e escalável.   Normalmente essa modalidade de negócio, nos períodos iniciais, apresenta poucos sócios e investidores, por isso é tão comum a falsa sensação de ser desnecessária a elaboração de um cap table.    No entanto, como dissemos, a chegada de investidores e outras circunstâncias que impactam diretamente no negócio, podem fazer a situação fugir do controle e virar uma verdadeira bola de neve, descredibilizando, assim, o serviço dos gestores da empresa.   É pautado nisso que está a importância da elaboração de um Cap Table, pois ele é um dos importantes fatores que transmitirão CONFIABILIDADE à quem pretende apostar naquela ideia de negócio.   Transmitir confiança aos investidores em potencial, é um dos passos fundamentais a serem dados pelos gestores, isso porque, o investidor precisa entender, detalhadamente, em que ”solo está pisando” e, principalmente, se futuramente não haverá problemas ou conflitos de interesse na distribuição do lucro.    Em resumo, a realização e  manutenção de uma Cap Table clara e objetiva é uma prática extremamente saudável e necessária para toda startup que pretende ter sucesso entre as rodadas de investimentos  e no processo de escalabilidade.   Não basta só elaborar, mantenha o Cap Table organizado!   A empresa certamente ganhará alguns pontos positivos no  processo de convencimento do investidor, se  apresentar um cap table completo e organizado. Afinal, isso demonstrará não só a transparência do processo de negociação, mas também uma maior facilidade nas simulações e análises de potenciais resultados a partir do aporte financeiro eventualmente realizado.   É imprescindível, portanto, que o intuito seja sempre impactar de maneira positiva os acionistas e os potenciais investidores, permitindo, assim, uma visão ampla do negócio e que transmita segurança e confiança no empreendimento.   Como montar um Cap Table?   Antes de mais nada, é importante mencionar que o processo de elaboração de um cap table – ainda que se trate de uma empresa em fase inicial – requer o acompanhamento de um profissional especializado, para que se evite erros ou omissões que possam gerar dores de cabeça futuras com os demais sócios ou acionistas.     Pois bem, agora vamos aos passos:   Para a montagem da Cap Table, o primeiro passo é indicar o investimento total realizado na startup, além dos investimentos feitos em cada fase do ciclo de crescimento (é possível fazer isso em uma folha ou planilha).    Para o segundo passo é necessário informar o nome dos investidores, agrupados conforme cada fase em que eles investiram.     Este passo é importante para identificar: Quem são os fundadores? Quem são os colaboradores da segunda fase? Qual o investimento líquido de cada um dos sócios? Qual a porcentagem desse investimento em relação ao total?   Importante: sempre atualize as planilhas e tabelas com as alterações de cada rodada, assim o risco de deixar alguma informação para trás é bem menor.    E não se esqueça! Conforme dissemos, um cap table completo e objetivo que auxiliará na atração e convencimento de bons investidores deve contar com informações claras sobre o Valuation da empresa em cada momento de investimento, além do  valor da equity em cada rodada, as garantias, as participações futuras dos investidores, os stock options distribuídos pelo negócio e o percentual de diluição de equity.   Vesting e Stock Options   Vesting é uma estratégia  utilizada  para reter  talentos na empresa e estimulá-los a participar dos riscos do negócio. Nesse caso, é  firmado um contrato onde os gestores oferecem  uma participação

Auditoria fiscal: saiba porque é tão importante para as empresas

É muito comum que empresários tenham certa dificuldade para entender a série de benefícios que os negócios que realizam uma auditoria fiscal podem obter. Isso acontece, pois eles partem da percepção que, por ser uma prática muitas vezes preventiva, gera tão somente custos à organização e nada se resolve de imediato.    Por isso, é quase que uma obrigação do contador do empreendimento, informar as vantagens dessa prática, e a segurança (em vários sentidos) que ela traz para a empresa.    Considerando a importância desse tema, nós, da MK Soluções Empresariais, resolvemos abordar o assunto, de forma a sanar algumas dúvidas que envolvem esse procedimento tão considerável e imprescindível no ecossistema do empreendedorismo.    Continue lendo e fique por dentro de todo o conteúdo!   O que é a auditoria fiscal? A auditoria fiscal, tem como propósito verificar se todas as obrigações tributárias e acessórias estão sendo cumpridas de forma adequada pela empresa.  Nela são apurados impostos como IPI, ISS, ICMS. De maneira simples, podemos dizer que a auditoria fiscal é uma vistoria realizada na empresa, onde é apresentado um parecer técnico ao empresário e aos diretores da empresa sobre a existência (ou não) de um controle tributário apropriado.  O principal intuito da auditoria fiscal é estudar e avaliar a aplicação e a utilidade dos métodos adotados pela contabilidade, para o pagamento dos impostos, taxas e qualquer outro tributo de natureza fiscal ou tributária que reflita nas operações da organização. Vale ressaltar, ainda, que o referido procedimento tem como escopo a realização de análises sobre dois aspectos do negócio: Fiscal e Administrativo. Além de, claro, evitar que a companhia seja notificada pelo Fisco por conta de equívocos tributários. Como realizar a auditoria fiscal? Um profissional externo, normalmente, realiza o procedimento. Afinal, é necessário realizar o este trabalho com imparcialidade. Pois a probabilidade de sucesso é maior, se realizado por alguém sem vínculo com a organização.   Em resumo, a auditoria fiscal serve para assegurar a todos os interessados no empreendimento (diretoria, sócios e investidores) que a organização está em total conformidade com a legislação vigente, e a partir daí, analisar outros cenários que resguardem a empresa e seu patrimônio.   Quais são os benefícios da auditoria fiscal para as organizações?   Não é novidade para ninguém a legislação complexa e o alto volume de tributos que incidem sobre empreendimentos nacionais, tal como abordamos no artigo ”Ambiente fiscal e tributário para empresas de tecnologia e inovação: o que você precisa saber”.  Nesse cenário, a realização de uma auditoria fiscal pode, não só evitar eventuais problemas com o Fisco, como também facilitar muito na hora da realização de um planejamento tributário adequado ao empreendimento. Como dissemos, apesar de ser comumente mal vista por alguns gestores, a auditoria fiscal não é (e nem deve ser considerada) um gasto financeiro para a empresa, mas sim um investimento, tendo em vista que confere a segurança necessária a respeito do cumprimento da legislação no processo interno do negócio.  Assim, alguns dos benefícios da realização de uma auditoria fiscal são:   Prevenir e corrigir problemas e riscos tributários O profissional responsável pela auditoria fiscal realizará uma avaliação minuciosa sobre o pagamento dos impostos e taxas. Esse trabalho, quando realizado de forma periódica, é considerado preventivo para evitar falhas e fraudes. Após a análise e revisão detalhada dos documentos apresentados pela empresa, será emitido um relatório que indicará possíveis processos que podem corrigir os erros apontados. O auditor informará não só em que momento ocorreu a falha, mas também os motivos que o levaram a ser considerado uma falha, além de, claro, a solução do problema.   É importante evidenciar que esse procedimento é capaz de evitar possíveis irregularidades no pagamento de impostos, assim como multas por descumprimento da legislação.   Recuperação de Impostos Um outro benefício bem significativo ($$) ocasionado com a prática da auditoria fiscal é a recuperação de valores originários de impostos.  Afinal, não são raras as vezes que vemos empresários realizando recolhimento de tributos num valor maior do que o devido. Vale destacar que o pagamento de valores maiores que o necessário, muitas vezes acontece devido à falhas na apuração dos impostos. Também é comum a escolha inadequada do regime tributário da empresa, o que seria facilmente resolvido com uma análise minuciosa do caso concreto por um profissional especializado.    Controle de Processos Legais Esse também é um dos principais benefícios ocasionados às empresas que optam por realizar a auditoria fiscal. Porque manter o controle e o bom andamento dos processos legais da empresa é essencial para encaminhar adequadamente e evitar eventuais problemas que podem comprometer não só o tempo do gestor, como também o faturamento da empresa.  Bom, dentre os inúmeros benefícios aqui citados, a realização da auditoria fiscal contribui para um melhor planejamento da empresa, de modo geral.  Mantendo os sócios, diretores e investidores atualizados sobre as principais ferramentas que podem auxiliar no desenvolvimento da área contábil do negócio.   Como preparar a empresa para uma auditoria fiscal? Antes de iniciar o processo da auditoria fiscal,  é necessário a realização de algumas medidas que buscam deixar a empresa sempre preparada e apta ao procedimento. Citamos algumas:    Separe a documentação necessária para apresentar aos auditores, caso solicitem para a conferência de dados; Mantenha a equipe sempre bem informada sobre os detalhes da empresa (reuniões regulares são essenciais para o repasse de informações importantes).  Atualize-se sobre todas as alterações legislativas; Tenha auxílio de uma equipe de contadores qualificados e experientes no assunto; Conte com um bom sistema na sua empresa. Afinal, ele pode proporcionar um controle mais exato dos dados e detalhes da área contábil e financeira. Realizando a integração de todos os dados em um único lugar. Conclusão Conforme abordado no conteúdo, o procedimento da auditoria fiscal tem como finalidade averiguar se a empresa vem cumprindo com suas responsabilidades tributárias de forma adequada.   Dessa forma, dentre os benefícios relacionados com a realização desse procedimento, destacamos a possibilidade de realização de um planejamento tributário mais assertivo.    No ebook ”Guia de Planejamento Tributário

Tipos societários: Entenda as diferenças de cada modalidade

Os primeiros passos na estruturação de um negócio normalmente são bem desafiadores, principalmente quando estamos falando de empresários de ”primeira viagem”. Assim, dentre as inúmeras responsabilidades delegadas ao gestor, uma das mais importantes é, sem dúvidas, entender os tipos societários e escolher o que melhor se adequa ao seu modelo de empreendimento.  Um estudo realizado pelo IBGE em 2016, constatou que a cada dez empresas no Brasil, seis não sobrevivem após cinco anos de atividade. Por isso, é de grande importância que se dê a devida atenção a essas burocracias iniciais, a fim de evitar problemas futuros que, dependendo da proporção, podem acabar resultando no fracasso do empreendimento.  Como dissemos, uma das tarefas iniciais mais importantes é a definição do tipo societário que melhor se enquadra para a empresa. Essa escolha implica diretamente nos direitos e deveres que passarão a valer para cada parte envolvida. Acompanhe nosso conteúdo que vamos explicar as características dos tipos societários que mais vêm sendo utilizados no âmbito das startups e empresas de tecnologia. Mas para explicarmos o que são os tipos societários, é fundamental que apresentemos antes, o que é um quadro societário.   O que é Quadro Societário?   O quadro societário é a listagem com todos os sócios do empreendimento, assim como o percentual de cada sócio no capital da empresa (a presença deste elemento é fundamental no contrato social). A organização do quadro societário obedece alguns critérios legais, mas vale lembrar que ele não é definitivo, pois nem todo empresário ingressa numa sociedade pretendendo permanecer para sempre. Bom, decidimos prazer essa definição, pois estabelecer um quadro societário proporciona uma série de benefícios para a organização interna da empresa, dentre eles, está a determinação do percentual sobre direitos e obrigações de cada sócio, além de auxiliar (e muito!) na organização estrutural do negócio, afinal, quando a empresa é composta por mais de um sócio, é crucial que se defina de maneira clara e objetiva a função (e remuneração) de cada um.    Entenda quais são os Tipos Societários   Primeiramente, é importante destacar que a escolha do tipo societário mais vantajoso ao seu negócio, requer muita atenção e uma análise técnica detalhada, afinal, através dele os sócios indicarão como serão representados juridicamente, além das suas respectivas responsabilidades com relação ao empreendimento.   Empresário Individual (EI)   O empresário individual é a pessoa física que exerce profissionalmente uma atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.    Faturamento anual máximo de R$ 360 mil = ME (Micro Empresa) ou            Faturamento anual máximo de R$ 4,8 milhões = EPP (Empresa de Pequeno Porte)   É necessário ter em mente que aqui não há separação de patrimônio, isso significa que, em caso de dívidas, o empresário arca diretamente com o seu próprio patrimônio para a satisfação do débito. É bom prestar muita atenção neste ponto, para que não haja confusão ou descontrole que provoque o fracasso da empresa por descuido do gestor.   Micro Empreendedor Individual (MEI)   O MEI é também uma modalidade do Empresário Individual. Esse consiste em um profissional autônomo e/ou microempresário, que deve exercer tão somente as ocupações constantes do Anexo XI da Resolução CGSN nº 140, de 2018, com limite de receita bruta anual de até R$81 mil Reais.  Esse formato  impossibilita a composição de sócios e permite a contratação de, no máximo, um funcionário. Com relação ao regime tributário, o enquadramento adequado é o do Simples Nacional, além de possuir isenção dos tributos federais (IR, PIS, Confins, IPI e CSLL).  O Microempreendedor Individual efetua o pagamento apenas de um valor fixo mensal que será destinado à Previdência Social, ao ICMS ou ISS.  Os valores pagos a título de tributo variam de acordo com a atividade realizada e são atualizadas anualmente, com base no salário mínimo vigente. Sociedade Limitada (LTDA)   Essa é a forma de sociedade mais comum no Brasil, correspondendo a quase 90% dos registros realizados. Isso ocorre pois na sociedade limitada, os sócios respondem limitadamente pelas obrigações sociais. Então, muitos empreendedores em potencial se sentem estimulados à constituição de uma sociedade limitada para o exercício da empresa, uma vez que a limitação de responsabilidade funciona como um ótimo fator de redução do risco empresarial. A Sociedade Limitada foi criada pelo legislador para alcançar uma finalidade: permitir que pequenos e médios empreendedores se aproveitem da limitação de responsabilidade sem ter que constituir uma sociedade anônima.   Sociedade Limitada Unipessoal   Em 2019 foi publicada a Lei da Liberdade Econômica que regularizou a Sociedade Limitada Unipessoal. Essa, por sua vez, passou a possibilitar que um único sócio constitua uma sociedade.  Esse novo tipo societário veio como uma alternativa, aliando duas figuras empresariais (EI e a extinta EIRELI) e afastando a regra da limitação de faturamento da MEI, de forma que poderá agora o empreendedor constituir CNPJ colocando-se como sócio único/individual, com a responsabilidade limitada ao capital social, porém, sem necessidade de integralizar um capital mínimo para poder fundar a pessoa jurídica, bem como faturar, ausente de consequências, acima da limitação da MEI. Mas afinal, dos Tipos Societários, qual o melhor para a sua empresa?   Para entender qual a melhor opção, dentre os inúmeros tipos societários existentes, é necessário conhecer o modelo de negócio que se pretende criar e entender toda a legislação que assegura a boa continuidade do seu serviço. Esse é um assunto muito complexo e que exige cautela para evitar erros graves e de difícil reparação.  Uma das primeiras perguntas a se fazer é: “Vou empreender sozinho ou com mais pessoas?”. Dependendo dessa resposta, há um tipo societário a se escolher. Outra questão a se considerar é o segmento de mercado que a empresa atua. A título de exemplo, temos o setor de tecnologia, que atualmente é uma das áreas que mais crescem em nosso país.  Ao empreender neste ramo, é normal surgirem algumas dúvidas por conta das constantes mudanças suportadas pelo setor.  Por isso, se você é um empreendedor dessa área e está em dúvida sobre qual o

Fluxo de Caixa Descontado: saiba como e quando aplicá-lo

Existem vários métodos e ferramentas capazes de calcular o Valuation de uma empresa e assim, demonstrar o seu potencial de investimento. Nesse artigo nós abordaremos um dos mais utilizados: O Fluxo de Caixa Descontado.    [Quanto vale a minha empresa?]   Saber o valor da empresa certamente é um dos questionamentos mais recorrentes para quem vive do empreendedorismo, afinal, isso pode impactar diretamente em inúmeras decisões de cunho estratégico: a captação de investimentos e aquisição/fusão de empresas, são dois exemplos clássicos.   Quem acompanha o ecossistema de Startups, sabe que esses novos modelos de negócio imersos em um cenário de riscos e incertezas (mas com ideias muitas vezes promissoras) já nascem com uma meta preestabelecida: Se preparar para captar investidores.    Por outro lado, quando falamos de empresas já consolidadas no mercado, o que muito se busca é a famosa abertura de capital, ou seja, o empreendimento lança mão de cotas de seu capital para fundos de investimentos, com o objetivo de aumentar sua base acionária.   Nesse contexto é que se destaca o Valuation como um verdadeiro divisor de águas. Afinal, demonstrar o valor de uma empresa e o seu potencial de crescimento e lucratividade certamente será um forte indicativo de atratividade.    Ok, mas o que é exatamente o Fluxo de Caixa Descontado e como aplicá-lo em um empreendimento?   Aqui é onde chegamos ao X da questão. Acompanhe o conteúdo que explicaremos.     O QUE É O FLUXO DE CAIXA DESCONTADO?   Provavelmente em algum momento da sua vida você já ouviu de alguém aquele famoso clichê ”tempo é dinheiro”, né? No mercado de investimentos empresariais, essa expressão se dá sob uma outra perspectiva: Qual seria o (des)valor do dinheiro ao longo do tempo?   O princípio basilar do Fluxo de Caixa Descontado é exatamente esse, o valor do dinheiro no tempo, ou seja, quanto de dinheiro é aplicado hoje e o quanto de retorno é recebido amanhã.   Para contextualizar, é importante deixar claro que o Fluxo de Caixa Descontado (DFC) pode ser empregado para diversos fins, como o cálculo de um projeto específico, de um ativo ou do valor de uma empresa. Contudo, neste artigo, abordaremos apenas o uso do método para precisar quanto vale uma empresa.   Normalmente o recurso do DFC é utilizado quando existem investidores interessados em conhecer um negócio e avaliar o seu potencial de rentabilidade. Por isso é considerado, em alguns casos, como um forte aliado das tomadas de decisão.   Então, resumidamente, o Fluxo de Caixa Descontado é uma metodologia que calcula o valor de um negócio, projetando fluxos de caixa futuros.    E quais indicadores o cálculo inclui?    O cálculo inclui o que a empresa gera de riqueza descontada uma taxa que normalmente é composta pelo custo do capital, além dos riscos associados ao empreendimento. MAS AFINAL, QUANDO DEVO APLICAR O MÉTODO DO FLUXO DE CAIXA DESCONTADO?   Como dissemos, essa é uma das formas mais utilizadas para calcular o valor de empreendimentos, então de certa forma, é de se considerar um grau bem relevante de aceitabilidade.    Mas para esclarecer a aplicabilidade eficaz da ferramenta de uma maneira mais objetiva, dividiremos em duas linhas empresariais:   Empresas já estabilizadas no mercado (que se preparam para a Oferta Pública Inicial, ou já operam com capital aberto)    Startups (que se preparam para o recebimento de aportes financeiros).   Empresas consolidadas   Em empresas mais maduras, é muito comum que os potenciais acionistas que operam na Bolsa de Valores, por exemplo, utilizem dessa técnica para avaliar a realidade da empresa e a sua saúde financeira. Isso porque, aqui estamos diante de negócios já estabilizados e com um considerável tempo de mercado (e fluxo de caixa).   Com os dados em mãos, informações extremamente valiosas podem ser extraídas pelos analistas de investimentos, de modo a demonstrar se o negócio será capaz (ou não) de gerar fluxos de caixa futuros satisfatórios.    Por essa razão é que a técnica do DFC é muito utilizada e validada para esse tipo de investimento, vez que possibilita tomadas de decisão mais acertadas.    Startups   Por outro lado, quando o assunto é a aplicabilidade do método em pequenos empreendimentos de alto crescimento já se deve olhar sob uma outra perspectiva, sobretudo quando se trata do cálculo de Valuation para o convencimento de investidores.   Nesses casos, alguns até consideram relativamente vantajosa a ideia de calcular o Valuation através do DFC (e muitos deles até o fazem, ainda que não seja ponderada durante as negociações), mas, na prática, utilizam tão somente para validar o plano de investimento e a expectativa de retorno a longo prazo, não servindo, portanto, como objeto da negociação.    Em empresas SaaS, por exemplo, pela natureza do negócio, é muito mais comum a utilização do método de Capital de Risco (Venture Capital), que leva em consideração não a solidez dos resultados históricos, mas o potencial de crescimento da Startup.    Por isso, o que impossibilita a utilização do Fluxo de Caixa Descontado em Startups  para o cálculo da Valuation é o seu crescimento exponencial ao longo do tempo, de modo que projetar fluxos de caixa futuros com base na taxa de crescimento inicial certamente não demonstrará resultados que compreendem a realidade.   Assim, considera-se que tudo gira em torno da expectativa de valorização futura do negócio.   Por último, é preciso deixar claro que não basta o cálculo da Valuation estar atrativo.  Para convencer os investidores em potencial, as Startups também devem demonstrar que  gestão do negócio está totalmente alinhada ao seus propósitos, de modo que as finanças, tributos e demais documentos que envolvem  o empreendimento estejam todos em dia, tal como abordado no artigo  Tipos de investimentos financeiros para empresas de tecnologia. Apenas dessa forma,  os empreendedores não correrão risco de serem pegos de surpresa na mesa de negociações.     Até ai tudo bem… Mas se ele é aplicável (e também muito utilizado) para alguns tipos de negociação, então como é calculado?    Segue para o próximo