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O que é Inovação Aberta?

Quando falamos de inovação no mundo empresarial, estamos falando de estratégias que ampliam os horizontes. Estamos falando de pensar fora da caixa, certo?   O tema deste artigo é exatamente sobre isso!   O conceito tradicional de inovação é compreendido por uma estrutura vertical, na qual pesquisas e desenvolvimento de serviços e produtos são feitas internamente. E só após sua finalização, são apresentadas ao mercado.   O modelo de inovação que vamos apresentar hoje, é o de Inovação Aberta (Open Innovation). Foi um tema proposto por Henry Chesbrough e que tem gerado impactos bilionários nas grandes corporações, startups e empresas de tecnologia.   Quer entender tudo sobre esse modelo de inovação vertical? É só continuar com a gente.   Vamos lá?   O que é inovação aberta?   Inovação aberta é um processo de gestão empresarial mais colaborativa e diversificada do que outras metodologias de inovação. Isso porque sua proposta envolve a colaboração de organizações e pessoas externas a sua empresa.    O termo foi criado na época em que Henry Chesbrough trabalhava no seu PhD. O teórico notou que havia uma distância muito grande entre o ensino acadêmico e a aplicação prática desses ensinamentos.    Desse modo, em 2003, Chesbrough lançou seu livro Inovação Aberta: Como criar e lucrar com a tecnologia, propondo uma ruptura cultural das empresas com a mentalidade de silo, compreendendo que nenhuma empresa, por maior que seja, é capaz de inovar sozinha nos dias de hoje.   Para o autor: “A inovação aberta é um paradigma que assume que as empresas podem e devem usar ideias externas, bem como ideias internas, e caminhos internos e externos para o mercado, à medida que as empresas procuram avançar sua tecnologia.”   Inovação aberta x Inovação fechada: qual a diferença?   A inovação fechada era o modelo tradicional da maioria das empresas até poucos anos. Basicamente, o setor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) ficava a cargo das responsabilidades de inovação, utilizando apenas recursos internos.   Além disso, por possuírem a propriedade intelectual desses produtos e serviços, essas informações não eram compartilhadas.    As empresas começaram a perceber que essa metodologia de trabalho só funciona com funcionários extremamente qualificados, o que, além de ser difícil de encontrar, possui um custo muito alto para manter. Em contrapartida, a inovação aberta rompe com a ideia do conhecimento fechado entre quatro paredes. A ideia é promover um intercâmbio de conhecimento entre a empresa, o mercado e os colaboradores.    Desse modo, a empresa tem acesso a ferramentas e conhecimentos obtidos externamente, enquanto o mercado externo pode se beneficiar dos conhecimentos e inovações gerados a partir dessa colaboração.   Essa parceria, diferente do que muitos podem pensar, gera mais lucros do que prejuízos. Pois além dos ganhos mútuos de conhecimento e inovação, as parcerias se solidificam e a colaboração entre interno e externo passa a ser mais frequente, aumentando a frequência de processos de inovação dentro da empresa.   Benefícios que a inovação aberta traz para as empresas   Redução de riscos   Criar inovações e apresentá-las para o mercado é sempre um risco, além do alto investimento que pode não gerar o retorno esperado.   O processo de inovação aberta garante maior segurança para essa etapa, já que antes de testar seu produto no mercado, você terá a visão e avaliação de diversos colaboradores externos.   Isso gera dados mais amplos e confiáveis para investir correndo menos riscos.   Redução de tempo e custos   Como falamos, o custo para investir em uma equipe de P&D não é baixo. Além dos altos salários dessa área, é necessário investir em material e espaço para que essa equipe consiga trabalhar com qualidade e gerar resultados.   Com a inovação aberta, é possível criar uma rede ampla de colaboradores, com custos baixos e, muitas vezes, até nulos.   Essa prática também acelera o tempo de desenvolvimento, pois sua empresa não dependerá apenas de uma equipe para realizar todas as atividades. É possível separar as tarefas, de forma que um produto não precise esperar na fila até que outro esteja concluído.   Gera inovação para produtos e serviços existentes   Outro benefício da Inovação Aberta é a possibilidade de repensar novas formas de incrementar um produto ou serviço já existente.   Muitas empresas viraram potências apenas refinando um serviço ou produto já existente no mercado, compreendendo as dores do seu público atual e propondo novas abordagens para eles.   Amplia o networking   Ainda que você tenha o hábito de frequentar eventos, palestras e workshops, o círculo profissional da sua empresa acaba limitado a equipe interna.   Por meio da Inovação Aberta, sua empresa irá ampliar a rede de conexão com outras empresas, órgãos públicos e universidades.    Agrega valor à marca   Empresas que apostam em métodos de inovação estão sempre agregando valor para as suas marcas. O mercado enxerga com bons olhos as empresas que procuram novas formas de criação de produtos e serviços.   Outro fator que gera valor é o aumento do nível de satisfação dos clientes e a redução dos custos operacionais. Por esse motivo, a prática de inovação aberta é um tema recorrente em pitchs para sócios e investidores. Como implementar a inovação aberta na sua empresa?   Sabemos que cada empresa possui visões e estratégias particulares de negócios. Mas o aspecto positivo é que todas elas são capazes de incrementar a Inovação Aberta em seu modelo de negócio.   Afinal, os únicos pré-requisitos exigidos para adoção dessa metodologia de inovação é uma cultura de inovação já presente e a digitalização de processos e análise de dados.   A seguir, vamos falar sobre alguns conceitos fundamentais para elaborar a Inovação Aberta na sua empresa.   Crowdsourcing   O crowdsourcing é entendido como um processo de colaboração de pessoas de diversas áreas – empresas, universidades, órgãos públicos, clientes – para a formação de um time, com o objetivo de montar um projeto.   Em geral, a empresa propõe um desafio, um tema ou uma pergunta e esse time se propõe

O que é Inovação Disruptiva

Inovação é uma palavra que faz parte do vocabulário de qualquer empreendedor desde o século passado. Nos tempos atuais, esse termo vem ganhando ramificações, uma delas é a inovação disruptiva. Mas para entender melhor esse conceito, é necessário compreender primeiramente o que significa disrupção.   O dicionário Michaelis trata a disrupção como a quebra de um curso normal de um processo. Portanto, quando trazemos esse conceito ao contexto do empreendedorismo, a disrupção é compreendida como uma inovação que modifica as regras do jogo, propondo uma nova maneira de execução.   Nesse artigo vamos discutir melhor o conceito de inovação disruptiva, estudando alguns cases de sucesso para compreender a importância desse termo para o empreendedorismo contemporâneo. Vamos lá?   O que é inovação disruptiva?   Em termos simples, inovação disruptiva é um produto, serviço ou conceito que cria um novo mercado ou substitui um mercado já existente e consolidado.    Não existe uma fórmula exata para caracterizar exatamente o modo de fazê-la, mas geralmente elas se caracterizam por serem alternativas mais simples, baratas e acessíveis do que as que dominavam o mercado até o momento. Em geral, esse modelo de inovação começa atendendo um público mais seleto e em pouco tempo, passa a dominar o mercado dessa área.   Contexto   Esse conceito foi criado por Clayton M. Christensen, professor de Harvard, que em 1995 publicou um artigo chamado Disruptive Technologies: Catching the Wave (Tecnologias disruptivas: pegando a onda). Posteriormente, ele desenvolveu melhor o tema através de dois livros, que hoje são referência na literatura empresarial:    O Dilema da inovação (1997) O Crescimento pela inovação (2003)   Para o autor, “Uma inovação de ruptura é aquela que transforma um produto que historicamente era tão caro e complexo que só uma pequena parte da população podia ter e usar, em algo que é tão acessível e simples, que uma parcela bem maior da população agora pode ter e usar. Em geral, isso cria um novo mercado.” Inovação x Disrupção   Muitos empreendedores acabam confundindo esses dois termos, acreditando que toda forma de inovação se caracteriza como uma disrupção no mercado.   Para que não haja dúvidas, entenda dessa forma:   Inovação é a implementação de uma ideia, mudança ou atualização que agrega valor ao negócio e o mantém relevante, renovando um mercado já existente.   Disrupção é a implementação de um novo produto ou serviço que automaticamente cria um novo mercado ou derruba o mercado anteriormente consolidado.   Portanto, toda disrupção é considerada também uma inovação, mas nem toda inovação é disruptiva.   Exemplos de inovações disruptivas no mercado   Hoje em dia, os discos de vinil voltaram à moda como parte da cultura vintage. Mas na época em que essa era a única opção disponível para ouvir música, apenas um grupo seleto de pessoas podia se beneficiar do prazer de relaxar após um dia de trabalho ouvindo seus artistas preferidos.   Com o tempo vieram as fitas cassete, os CD ‘s, os dispositivos de MP3 e atualmente, as plataformas de streaming, que passaram a dominar o mercado dessa área.    Esse avanço não diz respeito apenas a tecnologia, mas também a simplicidade e acessibilidade de ouvir suas músicas preferidas para um grupo muito maior de pessoas.   A seguir, vamos citar alguns exemplos de cases de sucesso que utilizaram a inovação disruptiva para transformar o mercado das suas áreas.   Netflix   Se você não é assinante da Netflix, sem dúvidas, conhece alguém que é. Isso porque ela é um dos maiores exemplos de inovação disruptiva do mundo.   Fundada em 1997, a Netflix começou seus negócios com um sistema de delivery de DVDs pelo correio. Somente em 2007, foi lançada a sua plataforma de streaming e 5 anos depois já produzia suas próprias produções cinematográficas.    Atualmente, é a plataforma de streaming com maior número de assinantes no mundo e suas produções passaram a ter presença assídua em premiações como Oscar e Emmy Awards.   O sucesso foi tamanho, que conseguiu decretar a falência da Blockbuster, sua principal concorrente na época e que dominava esse mercado desde os anos 80.   Airbnb   O Airbnb é a maior rede de hotelaria do mundo nos dias atuais e sem possuir um único quarto. Isso porque essa empresa foi criada por dois estudantes, na Califórnia, com uma ideia simples, mas com um objetivo bem definido: resolver a dor de potenciais clientes sem concorrência.   Eles perceberam que a demanda dos hotéis já não estava dando conta de acomodar todos os visitantes frequentes, que iam para a cidade por causa de grandes feiras e eventos. Inicialmente, portanto, seu foco era atender essa demanda, disponibilizando um serviço básico: acomodações simples que pudessem resolver esse impasse.   Esse é um case inspirador para muitos empreendedores, pois evidencia que uma grande empresa pode nascer de forma simples, resolvendo uma necessidade ou dor de clientes e após isso, utilizar a tecnologia para crescer em larga escala.   Nubank   O Nubank foi eleito como a 3ª empresa mais inovadora da América Latina, segundo a revista Fast Company, e em 2018 chegou a marca de unicórnio, alcançando o valor de US$1 bilhão.   Mas todo esse sucesso não veio à toa, foi preciso criar um projeto de inovação disruptiva dentro de um dos modelos de negócio mais tradicionais no Brasil, os serviços financeiros.   Em 2013, David Vélez enxergou a oportunidade de resolver diversas dores de clientes com seus serviços bancários. Um cartão de crédito sem anuidade, 100% gerenciado através de um aplicativo e com juros menores do que os praticados pelo mercado.   O foco na experiência dos clientes foi determinante para o sucesso desse case. As visitas estressantes às agências físicas foram excluídas da equação, sem que o atendimento humanizado fosse prejudicado.    Além disso, o Nubank conta com um aplicativo intuitivo e ágil. Todos os serviços que demoravam horas, como aumentar seu limite de crédito, solicitar empréstimos ou pagar uma fatura, são feitos em questão de segundos, em literalmente um toque.   Wikipedia

Como Aceleradoras de Startups impactam no crescimento das empresas

Você já ouviu falar em Aceleradoras de Startups?   Se você possui uma startup, é bem provável que esteja sempre procurando maneiras de acelerar o seu crescimento. Afinal, o desejo de todo empreendedor é ter um negócio rentável e próspero o mais rápido possível, não é?   Nesse artigo vamos explicar o que é uma aceleradora de startups, citando algumas das principais instituições que oferecem esses programas para a sua empresa, bem como destacar a importância de contar com esse serviço para um crescimento mais avançado da sua startup.   Vamos lá? O que é uma Aceleradora de Startups?   Aceleradoras de startups são organizações que têm como objetivo impulsionar o crescimento do seu negócio.    Essas organizações foram criadas com foco em ajudar sua empresa dos primeiros anos até o break even, para que a startup se torne lucrativa e se consolide dentro do mercado em tempo reduzido.   Sabemos que a principal dificuldade das startups em fases iniciais é financeiro. Mas além do aporte financeiro oferecido por essas organizações, elas também podem oferecer outros auxílios como mentorias, networking e conexões precisas. Leia também: Aporte financeiro: como se preparar para receber um investimento   Agora você já sabe o que é uma Aceleradora de Startups. Mas deve estar se perguntando como esse programa funciona na prática, não é?   Vamos contar pra você a seguir, continue acompanhando! Como funciona o processo das aceleradoras de startup?   Em geral, as aceleradoras possuem um processo seletivo pelo qual a startup deve efetuar a sua inscrição.   Não existe um padrão nesse processo, muitas contam com editais, que vão descrever detalhadamente cada etapa do processo, enquanto outras realizam chamada pública.   Caso a sua startup seja selecionada, será emitido um contrato no qual um percentual de participação será cedido à aceleradora em troca dos seus serviços. Afinal, esse é um negócio que tem como objetivo gerar lucro para ambas as partes.   Durante o prazo deste programa, a aceleradora – que pode ou não vir a se tornar sócia da startup – ajudará com mentorias em diferentes áreas, desde a gestão até o planejamento financeiro, orientando em participações de rodadas de investimento, além de conectá-las com diversas corporações.   Nesse processo, a startup se valoriza, cresce e aumenta a sua receita, gerando um maior valor de mercado, também conhecido como valuation.    Com isso, é esperado que em alguns anos a startup aumente significativamente o seu valuation dentro deste processo. É nesse momento, entendendo o contexto do mercado, que a aceleradora geralmente decide vender a sua parte da empresa.    E com o lucro gerado, passa a investir em novas startups em crescimento, iniciando um novo ciclo de aceleração e valorização.   No Brasil já existem aceleradoras?   O Brasil cresceu muito em relação aos ecossistemas de inovação nos últimos anos. Hoje, contamos com diversas aceleradoras que são referências na América Latina.   Em Florianópolis, conhecida por muitos como Ilha do Silício, o investimento em tecnologia existe desde a década de 80.    Na década de 90, mais precisamente em 1993, foi criado o Parque Tecnológico Alfa, que hoje é referência na região e comporta mais de 70 empresas com foco em soluções de inovação e tecnologia.  É no Parque Tecnológico Alfa que a MK Soluções Empresariais está situada hoje e realiza diversas parcerias com outras empresas, entre elas, o CELTA, a primeira incubadora criada no Brasil.   Mas você já conhece as aceleradoras de startups existentes no Brasil?   Queremos apresentar algumas delas para você que possui interesse em participar de um desses programas.   Vamos a elas?   Principais Aceleradoras de Startups no Brasil   Darwin Startups   Fundada em 2015, em Florianópolis, a Darwin se denomina como um ecossistema de evolução para startups. Tendo iniciado seus programas de aceleração com foco no mercado financeiro, hoje a empresa ampliou seu foco também para empresas que atuam no setor de varejo e consumo.   Como investem   A Darwin oferece programas de aceleração com aporte financeiro de até R$200 mil reais, além de acesso ao mercado, conexões e metodologias de crescimento em troca de 7% da startup.   Foco   A Darwin tem como foco startups que apresentem soluções, principalmente, nas áreas de: Big Data, Fintech, Insurance e TI e Telecom.   ACE   Fundada em 2012, a ACE é considerada a maior aceleradora do país, além de já ter sido eleita por três anos consecutivos como a maior da América Latina.   Ao longo de sua história, foram mais de 300 startups aceleradas, tendo conquistado grandes clientes como: Natura, MasterCard, Gol e Renner.   Como investem   A ACE busca entrar em estágios de validação e escala da startup, com aportes que podem chegar até R$1 milhão. Com o apoio de diversos parceiros e mentores, seu foco é proporcionar uma boa base de crescimento para startups.   Foco   A ACE tem como preferência o investimento em Startups B2B e B2B2C, levando em conta o conhecimento e as conexões que possuem e que podem agregar para o desenvolvimento dessas startups.   Artemisia   A Artemisia se diferencia das demais aceleradoras por ser uma organização sem fins lucrativos. Fundada em 2005, essa aceleradora tem como valores a busca por investimentos que tenham como objetivo reduzir a desigualdade social e promover mais inclusão através do empreendedorismo.   Como investem   Com o objetivo de entrar em investimentos que tragam retorno tanto do ponto de vista econômico, quanto social, as empresas investem em diferentes estágios. Desde a etapa de prototipagem até modelos já consolidados visando crescimento.   Foco   Seu foco está em negócios que geram impacto social no Brasil,  por isso, valorizam negócios voltados à população que se encontra em situações de vulnerabilidade econômica ou em projetos que atuam em problemas socioambientais.   Startup Farm   Fundada em 2011, a Startup Farm se consolidou no mercado com mais de 300 startups aceleradas e mais de R$100 milhões em investimentos captados. Seu objetivo é oferecer programas de aceleração para startups de diversos

O que é a Lei do bem? E como ela impacta empresas de tecnologia

Se você é gestor empresarial, sabe que incentivos fiscais são muito bem vindos em qualquer negócio. Mas já imaginou recebê-los e, além disso, ter diversos outros benefícios na sua empresa de tecnologia? É isso o que propõe a Lei do Bem. Bom, se o seu negócio opera sob o regime do Lucro Real e investe em atividades de pesquisa e desenvolvimento em inovação e tecnologia aqui no Brasil, está apta a ser favorecida com esta lei. Ficou curioso? Vamos te contar como funciona! O que é a Lei do Bem? Primeiramente, para entender todas as vantagens dessa lei, você precisa entender o que, de fato, ela é. A Lei do Bem é um incentivo fiscal previsto na lei no 11.196/05, no Decreto no 5.798/06 assim como na Instrução Normativa da Receita Federal no 1.187/11. Conforme dissemos, essa norma destina-se às empresas que operam no regime de Lucro Real e que fazem atividades de pesquisa ligadas a tecnologia e desenvolvimento de inovação. Em síntese, a lei surgiu para estimular os investimentos privados em pesquisas que buscam o desenvolvimento de novos produtos, criação de novas funcionalidades ou até mesmo otimizações que resultem numa maior competitividade no mercado. Além disso, vale destacar que os benefícios visam, sobretudo, estimular as empresas desse segmento.  Afinal, o processo de criação de novos produtos, de testes e validação pelo mercado é uma fase repleta de incertezas e grandes riscos. Mas, afinal, quem pode se beneficiar com a Lei do Bem? Como dissemos anteriormente, para aquisição dos benefícios da Lei do Bem, é necessário seguir algumas regras: A empresa deve estar sob o regime de tributação do Lucro Real; Comprovar a regularidade fiscal; Desenvolver atividades de pesquisa e desenvolvimento e de inovação tecnológica Nesse sentido, as pessoas jurídicas que cumprirem as regras acima devem apresentar CND ou CPD-EN referente aos dois semestres do ano calendário em que fizer uso dos benefícios.   Lei do Bem na realidade das empresas Além dos incentivos fiscais que por si só já garantem inúmeros benefícios às empresas, outros pontos são positivos para aqueles que investem em pesquisa. As pesquisas de desenvolvimento e inovação tecnológica não se baseiam apenas em desenvolver novas soluções.  É necessário ter uma cultura forte em agilidade e capacidade de mudança. Outro ponto interessante de realizar P&D é que os clientes da empresa esperam novas soluções. Além disso, os clientes têm uma confiança maior no negócio que está se adaptando e evoluindo sempre. Quais as documentações necessárias? Além de apresentar o CND ou CPD-EN que informamos anteriormente, as empresas devem fazer uma espécie de prestação de contas sobre as suas pesquisas. Ou seja, devem informar ao MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), alguns dados sobre os seus programas de desenvolvimento. As informações são entregues por um formulário eletrônico que está disponível entre maio e julho. Contudo, vale o alerta: a empresa deve enviar o relatório com todas as informações corretas e precisas. Caso contrário, é possível a suspensão da empresa no programa. Como a empresa recebe os benefícios? O Brasil deixou sob responsabilidade das empresas a escolha sobre a alocação dos investimentos. Pois bem. Vamos entender melhor o que a Lei do Bem traz de benefícios para essas empresas? DEDUÇÃO NA BASE DE CÁLCULO DO IRPJ E CSLL A dedução na base de cálculo do IRPJ e CSLL é uma das possibilidades previstas na lei. Neste caso, é uma forma de tributação residual. Ou seja, as empresas que não estiverem obrigadas ao lucro real ou que não puderam optar pelo regime simplificado, deverão apurar o imposto de renda e o CSLL de acordo com o lucro presumido. REDUÇÃO DO IPI O IPI é o Imposto sobre Produtos Industrializados e incide sobre os produtos nacionais ou estrangeiros. No caso da compra de maquinários e equipamentos para que a empresa utilize nas pesquisas e desenvolvimento do produto/serviço, o valor tem uma redução de 50% no imposto do IPI. DEPRECIAÇÃO ACELERADA OU INTEGRAL Antes de mais nada, precisamos entender como funciona o redutor da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Bom, não é nenhuma novidade que os bens do imobilizado depreciam, ou seja, assim como qualquer outro bem tangível, perdem valor no decorrer do tempo. Nesse contexto, as normas do imposto de renda estabelecem que a perda de valor será um custo ou despesa operacional. Porém, são escalonados. Dessa forma, a Lei do Bem, ao permitir uma depreciação acelerada, elimina o escalonamento. Isto é, utiliza-se todo o valor como custo para reduzir a base de cálculo do IR dentro do próprio exercício de aquisição do bem. AMORTIZAÇÃO ACELERADA Agora, a amortização acelerada retrata a possibilidade de proceder a redução do débito em velocidade superior à vida útil do bem. Dessa forma, reduz a base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Normalmente, a amortização trata da redução gradual de um débito conforme são feitos os pagamentos. Vale evidenciar que as normas do IR (da mesma maneira que ocorre com a depreciação) dispõem que a amortização é um custo ou despesa operacional que pode ser aplicado de forma escalonada. Posso contratar outra empresa para realizar o projeto de pesquisa e desenvolvimento? Se você se interessa em realizar projetos de pesquisa e desenvolvimento em inovação, mas não conta com uma equipe ou setor pronto para assumir esse desafio, não tem problema! É possível uma empresa de grande porte ter projetos de P&D e contratar uma instituição científica para realizá-lo (é o que prevê o artigo 17 da Lei do Bem). Por outro lado, quando uma instituição científica tem um projeto de pesquisa e desenvolvimento que pode ser de interesse de alguma empresa, também é concedida a possibilidade de financiar o projeto da instituição (essa opção está prevista no artigo 19-4 da lei do bem). Conforme prevê a Lei, na primeira situação o empreendimento deve ser cadastrado no MCTIC.  Já no segundo caso, o projeto será submetido pela empresa conforme determina a chamada pública do MEC. E após, deve realizar a parceria com a empresa privada. Além disso, importa destacar que também

A importância do planejamento tributário e os benefícios para empresas de tecnologia

Por que o planejamento tributário é uma das ações mais importantes dentro de uma empresa? Uma análise tributária executada de acordo com as particularidades do negócio, permite avaliar o preço dos serviços prestados e o lucro obtido pelas atividades, gerando impacto direto sobre o empreendimento. Além disso, com o controle dos tributos e redução de impostos de forma legal, é possível ainda projetar o crescimento da empresa e de novos investimentos, o que é extremamente vantajoso especialmente para negócios do ramo da tecnologia.     As formas de tributação e as rotinas de arrecadação Antes de adentrar ao assunto do planejamento tributário e os benefícios que atingem as empresas de tecnologia, é importante que fique claro como funciona os regimes tributários no Brasil, bem como as rotinas de arrecadação que envolvem os contribuintes. A adesão aos regimes tributários deve ser realizada anualmente, com avaliações semestrais do planejamento estabelecido. No entanto, a arrecadação pode ser realizada mensalmente, trimestralmente ou anualmente, gerando impacto direto sobre o fluxo de caixa das empresas.   Lucro Real: modalidade que pode ser adotada por qualquer empreendimento e obrigatoriamente para quem tem  faturamento anual superior a R$ 78 milhões e por atividades específicas como bancos de créditos e corretoras de crédito. Nessa forma de tributação são cobrados o Imposto de Renda e a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido trimestralmente ou anualmente. O PIS e a COFINS são apurados mensalmente e separadamente. Simples Nacional: regime tributário indicado às micro e pequenas empresas. Prevê o pagamento unificado de oito impostos diferentes: ISS, PIS, Cofins, IRPJ, CSLL, IPI, ICMS e ISS. Pelo Simples Nacional, as empresas deixam de pagar a cota patronal do INSS, que corresponde a 20% do valor dos salários. A arrecadação para quem está nesse regime ocorre mensalmente. Lucro Presumido: opção adotada por empreendimentos com rendimento anual inferior a R$ 78 milhões. Com arrecadação mensal e trimestral, no Lucro Presumido o Imposto de Renda e a Contribuição Social são apurados utilizando como base de cálculo a tabela de presunção, enquanto o Pis e Cofins são arrecadados separadamente e mensalmente. Mesmo com a possibilidade de arrecadação tributária mensal, trimestral ou anual, é importante ter o controle mensalmente dos rendimentos registrados no período para realizar o cálculo correto e cumprir com as datas de arrecadação dos tributos. Por isso, é importante buscar uma avaliação especializada em tecnologia, que possa auxiliar o empresário no controle e planejamento tributário da empresa. Quer entender melhor como funciona cada modalidade do regime tributário? Leia nosso artigo ”Regime tributário: entenda cada modalidade e suas aplicações”.   Defina a melhor forma de tributação para o seu negócio Este é o primeiro passo para realizar um planejamento tributário de uma empresa. Além de conhecer as características do Simples Nacional, do Lucro Presumido e do Lucro Real, é necessário avaliar o empreendimento e buscar a opção mais vantajosa, de acordo com o tamanho, atividades e os rendimentos da empresa. Embora a adesão ao Simples Nacional traga muitas vantagens (como o pagamento unificado de oito impostos), essa pode não ser a melhor forma de tributação para algumas empresas, especialmente as do ramo de tecnologia e inovação. Isso porque a alíquota é definida pela atividade indicada no contrato social do negócio, e pode variar de 4% a 22,9%. Nesse caso, a adesão ao Lucro Real pode apresentar uma alíquota inferior, uma vez que a cobrança é apenas referente ao lucro apurado. As empresas de tecnologia de médio e grande porte que optam pelo Lucro Presumido também podem pagar menos tributos do que pelos outros regimes. Isso porque as empresas são tributadas de acordo com a atividade da empresa, seguindo uma tabela de presunção, que varia 1,6% a 32% do faturamento. Assim, mesmo que o lucro do empreendimento seja superior à presunção de lucro, o Imposto de Renda e a Contribuição Social serão apurados utilizando essa tabela.   Benefícios fiscais que podem ser alcançados a partir de um planejamento tributário para empresas de tecnologia Atualmente, há inúmeras legislações e projetos de lei que permitem às startups, empresas de tecnologia e de inovação, a buscarem benefícios, com a finalidade de reduzir impostos e, consequentemente, economizar recursos e direcioná-los ao crescimento do negócio. Segue algumas opções:   Lei do bem: A lei 11.196/2005, cria incentivos fiscais às pessoas jurídicas, que realizam pesquisa e desenvolvimento da inovação tecnológica; Nova lei da informática: A lei 13.969/2019, trata sobre os incentivos fiscais para as empresas das áreas de tecnologia da informação e comunicação, além das de investimentos em pesquisas, dispondo sobre política industrial para o setor; Marco legal de ciência, tecnologia e inovação: O decreto 9.283/2018 tem por fim criar um ambiente de inovação mais dinâmico, promovendo, entre outros, maior interação entre os entes públicos e privados; Marco legal das Startups: O projeto de lei 249/20, já aprovado pela câmara dos deputados, tem por fim aumentar a segurança jurídica dos investidores e diminuir algumas burocracias, tais quais a dispensa de publicação de balanços para as S/As.   Realizar o planejamento tributário, apesar de imprescindível para o empreendimento que deseja a escalabilidade, não é tarefa fácil, afinal, é preciso estar atento a cada detalhe que envolve as finanças da empresa, bem como às legislações e tributos que o seu negócio precisa arcar. Por isso, é sempre importante ter o acompanhamento de perto de um contador que seja familiarizado com o seu ramo, e lhe auxilie com as obrigações fiscais, a fim de reduzir os contratempos com o fisco. Para saber mais sobre benefícios fiscais e regimes de tributação para a área de tecnologia, converse conosco, somos especialistas no atendimento de empresas e startups do setor.

Impactos da tecnologia na contabilidade: o papel do contador como estrategista

Qual é o novo papel do contador? A cultura de inovação e tecnologia tomou o meio corporativo e chegou de vez na contabilidade.   Nos últimos anos, muitas das atividades tradicionais sofreram grandes alterações ou até foram substituídas. Mas, afinal, onde o contador se encontra neste cenário de mudanças aceleradas? A contabilidade se manterá relevante à medida em que inovações tecnológicas automatizam as ações manuais?     A resposta é SIM, o contador se manterá relevante e importante nos novos modelos de negócio.    Seu papel, contudo, deve evoluir: Mais do que tarefas operacionais e manuais, o contador deve usar as tecnologias a seu favor e reforçar seu papel como estrategista.   Quer entender um pouco melhor sobre este papel e quais são as suas principais funções? O que você, empreendedor, deve esperar do contador? Continue lendo este artigo e entenda melhor as mudanças desenfreadas que vêm ocorrendo no setor.   Impactos da Tecnologia no Mercado Contábil Sistemas de automação que aceleram processos, armazenamento em nuvem, documentos digitalizados e outros mecanismos que potencializam o serviço contábil.   Para analisar as mudanças, precisamos primeiro, entender que as mudanças tecnológicas já impactam a Contabilidade há muito tempo! Este novo ciclo que altera o mercado contábil não é o primeiro e nem será o último.   Quando a MK foi criada, por exemplo, o cenário tecnológico era totalmente diferente. Máquinas de escrever  se tornaram computadores, arquivos físicos enormes passaram a ser virtuais, correspondências se tornaram e-mails.     Inúmeras foram as mudanças no trabalho do contador nas últimas décadas tanto na contabilidade quanto na MK, e no mercado como um todo também. Contudo, antes de atrapalhar e extinguir o trabalho do profissional, todas as inovações que aconteceram nos últimos anos permitiram que a Contabilidade, cada vez mais, entregasse um trabalho seguro, automatizado e relevante.   As mudanças do cenário atual, trazem ainda mais alterações no dia a dia contábil: Integrações entre Sistemas Financeiros e Contábeis, Documentação Virtual e enviada automaticamente, e até conciliações automáticas diretamente do banco, são algumas das inovações que já estão presentes no mercado, em diferentes níveis e alcances.   Logicamente, todas estas mudanças impactam fortemente a Contabilidade: Afinal, se todas as entregas realizadas hoje em dia se tornarem automáticas, o que um escritório de Contabilidade irá entregar?   É justamente nisto que o novo papel do contador, e o futuro da contabilidade, se encontra: Mais do que o apurador de impostos ou o responsável por controle de documentação, o profissional contábil deve ser aquilo que reside em seu conceito central: Um contador consultivo, que atua como estrategista da sua empresa, sendo de fato o braço direito do empresário.   É neste tipo de entrega que a MK acredita, e que você, empreendedor, deve levar em conta na hora de buscar um escritório contábil como parceiro.  Quer entender melhor o que levar em conta neste momento? Leia nosso artigo sobre seleção de escritório contábil   Mas afinal, o que é este papel do contador como estrategista? O que ele, de fato, faz?     O que um Contador Estrategista faz? Entenda alguns dos serviços que podem ser prestados pelo setor contábil que impactarão diretamente no seu negócio.   Diagnóstico das Empresas: Mais do que entregar o balanço ou as guias de recolhimento dos impostos , cabe a este novo profissional interpretar e analisar os dados gerados. Realizar o trabalho de “médico” da empresa, diagnosticando seus problemas e pontos de atenção, sobretudo em relação a parte financeira. Um diagnóstico e análise bem feita pode fazer toda a diferença na gestão da empresa, permitindo que o empreendedor tenha segurança em relação ao que está fazendo, e evite as armadilhas, tão comuns, do meio empresarial.   Gestão Tributária Constante: O modelo tributário brasileiro sofre em um ritmo acelerado de alterações e segue apresentando alta complexidade. Para o empreendedor, sem dúvidas esse ritmo impossibilita estar a par de tudo e assim tomar as decisões corretas. Novamente, o contador estrategista e consultivo possui papel ativo nisso, ao trazer conhecimento e suporte na tomada de decisão tributária, buscando as decisões mais sustentáveis e de acordo com cada modelo de negócio.   Usa a Tecnologia a seu favor: A tecnologia veio para ficar, e isso é um fato. Cabe justamente ao novo perfil de contador apoiar e coordenar essa transição, estando a frente das tendências e novas tecnologias.  Integrações entre Sistemas financeiros e Contábeis, Documentação 100% digital e outras inovações tecnológicas são novas ferramentas que o contador pode analisar e trazer para o empresário e justamente entregar maior valor a todos.   Novos Serviços: Neste formato, o escritório contábil pode oferecer novos serviços e ofertas às empresas. O leque de serviços apresentados pelo escritório é cada vez maior, sobretudo em serviços consultivos e estratégicos. Desde OutSourcing Financeiro à auditorias e Due Dilligence, estas novas ofertas otimizam o trabalho do gestor, pois trazem maior segurança, redução de custos e suporte estratégico. Conheça mais aqui.     Longe de decretar o fim da Contabilidade, as tecnologias cada vez mais presentes são ferramentas importantíssimas para a evolução do serviço prestado pelo contador. Os Escritórios Contábeis devem usar todas estas inovações a seu favor, de forma a automatizar suas entregas operacionais e entregar um serviço cada vez mais estratégico.   Ao empreendedor, cabe buscar um parceiro contábil que não lhe entregue apenas a operação, mas sim potencialize o seu conhecimento e prática em entregas relevantes e que permitam atuar como braço direito na estratégia da empresa. Nós, da MK, acreditamos que a Contabilidade é parte vital da Empresa, e que o futuro do mercado é estar cada vez mais próximo do empreendedor e da estratégia. Acompanhe nosso blog para mais conteúdos que preparamos para você, nesta jornada de evolução do serviço. Quer saber como a estratégia contábil pode impactar diretamente no desempenho da sua empresa? Entre em contato com nossos especialistas e saiba, de forma personalizada, as opções de melhoria na sua empresa.

Infográfico: Escalabilidade – 7 passos para fazer a sua startup crescer em 2018

Nos últimos anos o modelo empresarial de startups virou sinônimo de inovação e tecnologia. Um negócio que surge com o propósito de seguir tal formato – caracterizado pelo desenvolvimento de soluções inovadoras, disruptivas e com alto potencial de crescimento – enfrenta inúmeros desafios para alcançar o tão almejado reconhecimento de mercado e novos níveis de escalabilidade. O potencial de crescimento de uma startup pode ser mensurado logo nos processos e definições iniciais, a partir da própria tecnologia ou serviço criado. Grandes marcas que já se consolidaram no mercado, como o Facebook, Google, Uber, Airbnb, desenvolveram produtos que romperam com sistemas tradicionais da economia, marketing, mobilidade e hospedagem por meio de softwares e ferramentas tecnológicas que atenderam demandas universais. Não por acaso, muitos desses serviços como o Airbnb ou a Netflix são alvo de discussões e debates sobre regulamentação e tributação em todo o mundo. Porém, mais do que criar um dispositivo, aplicativo ou algum novo modelo econômico como os bancos e moedas digitais, as startups devem também se preocupar com a contabilidade, antes mesmo de abrir a empresa. Algumas escolhas como o objeto social e o modelo de sociedade empresarial adotado irão influenciar na sustentabilidade, regulamentação e o desenvolvimento do negócio. Em um ambiente fiscal como o do Brasil, marcado pela insegurança jurídica e constantes mudanças na legislação, as startups ainda tem de lidar com outras variáveis importantes, como: organização e gestão de equipes; retenção de talentos; demanda fiscal e financeira; comunicação e estratégias de marketing; captação de investidores, etc. Escalabilidade: como fazer a minha startup crescer? Diferente dos empreendimentos tradicionais que consolidam o crescimento de vendas dos seus serviços e produtos ao longo de vários anos, as startups nascem e atingem maturidade em curtos períodos de tempo. E como elas fazem isso? As startups adotam uma cultura de crescimento, baseada na realização de investimentos de risco, flexibilização das relações de trabalho, incentivo a criatividade, maior abertura para participação dos funcionários entre outros fatores. Ao abrir uma startup é preciso ter em mente qual público pretende atingir, de que forma o serviço ou produto irá beneficiar o consumidor ou resolver algum problema de forma inovadora. Esses aspectos, aliados a estratégias de marketing e realização de investimentos, vão ser fundamentais para manter o crescimento do empreendimento. Para as startups que estão em fase de maturação, é necessário avaliar como tem sido o desempenho do negócio e em qual estágio a empresa se encontra. Um método recomendado para organizações que têm mais de dois anos é o diagnóstico empresarial. A aplicação desse instrumento pode revelar erros e situações que têm impedido a equipe de avançar e crescer no mercado. Empresas tradicionais que anseiam aplicar uma cultura inovadora tal como as startups, também podem utilizar o método para guiar mudanças na organização. É importante destacar que o progresso de uma empresa depende de inúmeras variáveis, e pode não ser constante. O empreendedor e autor Felipe Matos, do livro “10 mil startups”, indica que para atingir o crescimento, muitas vezes processos não escaláveis são aplicados na gestão como estratégia para expandir a empresa. Além de investir em marketing e em boas práticas na organização de equipes e retenção de talentos, é fundamental aperfeiçoar detalhes do serviço e produtos pensando na experiência e expectativa do consumidor. Outro fator determinante para escalar a startup é a organização financeira e contábil, que será avaliada por investidores e instituições financeiras no momento de conceder  crédito para o negócio. Pensando nesses e outros aspectos que influenciam a escalabilidade de uma startup, preparamos um infográfico especial sobre Escalabilidade: 7 passos para fazer a sua startup crescer em 2018.   No conteúdo você irá encontrar os primeiros passos para consolidar o seu negócio e ações para ampliar a sua empresa. Se você tem dúvidas sobre o estágio em que sua empresa está ou se deseja preparar os diferentes setores da sua startup para escalar, agende uma conversa conosco pelo formulário abaixo: Acompanhe o Blog da MK Soluções Empresariais e saiba mais sobre gestão de equipes, organização financeira e contábil.  

E-book: Guia de Tributação de Novos Serviços Digitais

Um dilema muito comum enfrentado por empreendedores de tecnologia e inovação é a caracterização do objeto social e a consequente tributação das mercadorias e serviços digitais. Novas atividades e ferramentas, como as lojas virtuais, criptomoedas, streaming, SaaS (Software as Service) e intermediação de pagamentos são alvos de constantes discussões e dúvidas fiscais. As dificuldades em definir e regulamentar tais inovações do mercado são fruto do ambiente fiscal brasileiro, marcado por constantes alterações na legislação e um grande número de impostos cobrados das empresa – mais de 90 tributos, divididos entre os três poderes. Além dos inúmeros processos judiciais para regulamentação dos serviços (que não acompanham a criação de novas mercadorias e formas de trabalho), a disputa na cobrança de impostos entre os órgãos fiscalizadores ampliam a insegurança nos negócios de tecnologia.   Mais do que desenvolver produtos e serviços digitais como softwares em nuvem ou criptomoedas, os empreendedores do setor de tecnologia têm de se preocupar com a regulamentação e tributação das atividades – o não pagamento, pode ser configurado como inadimplência ou ainda sonegação fiscal. Por isso, é fundamental conhecer as legislações e discussões que guiam o setor. Pensando nisso, a MK Soluções Empresariais preparou um Guia de Tributação de Novos Serviços Digitais apresentando o ambiente fiscal brasileiro, e as principais normas de tributação das seguintes atividades: – SaaS (Software as Service): os softwares em nuvem integram as discussões sobre a definição de objeto social e tributação dos programas de prateleiras, softwares de encomenda e customizados; entenda as diferenças e como os desenvolvedores devem tributar a atividade; – Intermediação de pagamentos: as empresas que atuam na mediação de pagamento entre o consumidor e outras organizações são tributadas por comissão; saiba mais; – Lojas virtuais: existem diferentes modelos de e-commerce, conheça os impostos cobrados na venda de produtos online; – Criptomoedas: as moedas virtuais são criadas por softwares e emitidas por plataformas digitais que não são controladas ou taxadas por instituições financeiras; aprenda como funciona a tributação do serviço; – Streaming: os serviços de disponibilização de áudio, vídeo, imagem ou texto online são regulamentados pela Lei Complementar 157; entenda por que algumas empresas como a Netflix são tributadas em mais de um município.   Guia de Tributação de Serviços Digitais para empreendedores e startups O novo eBook da MK Soluções Empresariais compila os principais serviços que têm sido alvo de debates e regulamentações no mercado. Junto às informações sobre as atividades e do ambiente fiscal brasileiro são indicados meios para empresas não sofrerem multas ou processos judiciais. Como abordado no artigo Rotinas de planejamento tributário para empresas de TI, a organização financeira e fiscal começa pela definição correta dos serviços e a determinação do regime tributário do negócio. Tais pontos só podem ser efetivos a partir do conhecimento das leis e normas do setor, por isso recomendamos a leitura do Guia de Tributação de Serviços Digitais para empreendedores e gestores de startups. Baixe agora, gratuitamente, o Guia de Tributação de Serviços Digitais. Após a leitura envie os seus comentários ou compartilhe com outros profissionais do segmento de TI. Boa leitura!