O que é Inovação Disruptiva
Inovação é uma palavra que faz parte do vocabulário de qualquer empreendedor desde o século passado. Nos tempos atuais, esse termo vem ganhando ramificações, uma delas é a inovação disruptiva. Mas para entender melhor esse conceito, é necessário compreender primeiramente o que significa disrupção. O dicionário Michaelis trata a disrupção como a quebra de um curso normal de um processo. Portanto, quando trazemos esse conceito ao contexto do empreendedorismo, a disrupção é compreendida como uma inovação que modifica as regras do jogo, propondo uma nova maneira de execução. Nesse artigo vamos discutir melhor o conceito de inovação disruptiva, estudando alguns cases de sucesso para compreender a importância desse termo para o empreendedorismo contemporâneo. Vamos lá? O que é inovação disruptiva? Em termos simples, inovação disruptiva é um produto, serviço ou conceito que cria um novo mercado ou substitui um mercado já existente e consolidado. Não existe uma fórmula exata para caracterizar exatamente o modo de fazê-la, mas geralmente elas se caracterizam por serem alternativas mais simples, baratas e acessíveis do que as que dominavam o mercado até o momento. Em geral, esse modelo de inovação começa atendendo um público mais seleto e em pouco tempo, passa a dominar o mercado dessa área. Contexto Esse conceito foi criado por Clayton M. Christensen, professor de Harvard, que em 1995 publicou um artigo chamado Disruptive Technologies: Catching the Wave (Tecnologias disruptivas: pegando a onda). Posteriormente, ele desenvolveu melhor o tema através de dois livros, que hoje são referência na literatura empresarial: O Dilema da inovação (1997) O Crescimento pela inovação (2003) Para o autor, “Uma inovação de ruptura é aquela que transforma um produto que historicamente era tão caro e complexo que só uma pequena parte da população podia ter e usar, em algo que é tão acessível e simples, que uma parcela bem maior da população agora pode ter e usar. Em geral, isso cria um novo mercado.” Inovação x Disrupção Muitos empreendedores acabam confundindo esses dois termos, acreditando que toda forma de inovação se caracteriza como uma disrupção no mercado. Para que não haja dúvidas, entenda dessa forma: Inovação é a implementação de uma ideia, mudança ou atualização que agrega valor ao negócio e o mantém relevante, renovando um mercado já existente. Disrupção é a implementação de um novo produto ou serviço que automaticamente cria um novo mercado ou derruba o mercado anteriormente consolidado. Portanto, toda disrupção é considerada também uma inovação, mas nem toda inovação é disruptiva. Exemplos de inovações disruptivas no mercado Hoje em dia, os discos de vinil voltaram à moda como parte da cultura vintage. Mas na época em que essa era a única opção disponível para ouvir música, apenas um grupo seleto de pessoas podia se beneficiar do prazer de relaxar após um dia de trabalho ouvindo seus artistas preferidos. Com o tempo vieram as fitas cassete, os CD ‘s, os dispositivos de MP3 e atualmente, as plataformas de streaming, que passaram a dominar o mercado dessa área. Esse avanço não diz respeito apenas a tecnologia, mas também a simplicidade e acessibilidade de ouvir suas músicas preferidas para um grupo muito maior de pessoas. A seguir, vamos citar alguns exemplos de cases de sucesso que utilizaram a inovação disruptiva para transformar o mercado das suas áreas. Netflix Se você não é assinante da Netflix, sem dúvidas, conhece alguém que é. Isso porque ela é um dos maiores exemplos de inovação disruptiva do mundo. Fundada em 1997, a Netflix começou seus negócios com um sistema de delivery de DVDs pelo correio. Somente em 2007, foi lançada a sua plataforma de streaming e 5 anos depois já produzia suas próprias produções cinematográficas. Atualmente, é a plataforma de streaming com maior número de assinantes no mundo e suas produções passaram a ter presença assídua em premiações como Oscar e Emmy Awards. O sucesso foi tamanho, que conseguiu decretar a falência da Blockbuster, sua principal concorrente na época e que dominava esse mercado desde os anos 80. Airbnb O Airbnb é a maior rede de hotelaria do mundo nos dias atuais e sem possuir um único quarto. Isso porque essa empresa foi criada por dois estudantes, na Califórnia, com uma ideia simples, mas com um objetivo bem definido: resolver a dor de potenciais clientes sem concorrência. Eles perceberam que a demanda dos hotéis já não estava dando conta de acomodar todos os visitantes frequentes, que iam para a cidade por causa de grandes feiras e eventos. Inicialmente, portanto, seu foco era atender essa demanda, disponibilizando um serviço básico: acomodações simples que pudessem resolver esse impasse. Esse é um case inspirador para muitos empreendedores, pois evidencia que uma grande empresa pode nascer de forma simples, resolvendo uma necessidade ou dor de clientes e após isso, utilizar a tecnologia para crescer em larga escala. Nubank O Nubank foi eleito como a 3ª empresa mais inovadora da América Latina, segundo a revista Fast Company, e em 2018 chegou a marca de unicórnio, alcançando o valor de US$1 bilhão. Mas todo esse sucesso não veio à toa, foi preciso criar um projeto de inovação disruptiva dentro de um dos modelos de negócio mais tradicionais no Brasil, os serviços financeiros. Em 2013, David Vélez enxergou a oportunidade de resolver diversas dores de clientes com seus serviços bancários. Um cartão de crédito sem anuidade, 100% gerenciado através de um aplicativo e com juros menores do que os praticados pelo mercado. O foco na experiência dos clientes foi determinante para o sucesso desse case. As visitas estressantes às agências físicas foram excluídas da equação, sem que o atendimento humanizado fosse prejudicado. Além disso, o Nubank conta com um aplicativo intuitivo e ágil. Todos os serviços que demoravam horas, como aumentar seu limite de crédito, solicitar empréstimos ou pagar uma fatura, são feitos em questão de segundos, em literalmente um toque. Wikipedia