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Aprenda a reconhecer os diferentes Tipos de Talento

O conceito de diversidade está cada vez mais intrínseco dentro do ambiente empresarial. Mas diferente do que muitos podem pensar, a diversidade não está apenas relacionada à inclusão de diferentes grupos sociais dentro de uma empresa.   Cada vez mais as empresas têm compreendido que o perfil comportamental de um profissional tem impacto direto no ecossistema da empresa. Faz todo sentido, afinal, cada indivíduo possui um tipo de talento, ao mesmo tempo que possui mais dificuldade em outras habilidades.   Uma equipe de sucesso precisa reunir diferentes tipos de talento para que os profissionais se complementem e consigam enfrentar os objetivos em conjunto.   Nesse artigo vamos conhecer os diferentes tipos de talentos e a importância da análise de perfil comportamental para as empresas.   Vamos nessa?   O que é talento?   É importante começar este artigo diferenciando talento de habilidade.    Talento é uma aptidão inata de determinado indivíduo, isto é, uma capacidade natural para uma atividade específica. Já a habilidade é adquirida através de prática, cursos, workshops e naturalmente envolverá mais tempo e esforço por parte do profissional.   Por exemplo, existem pessoas que possuem uma capacidade natural para se comunicar em público e, portanto, nunca precisaram passar pelo nervosismo antes de apresentar um trabalho escolar para sua turma. São pessoas que prendem a atenção de um grupo inteiro quando contam uma história, de forma natural.   É um talento porque não foi algo ensinado, mas sim uma característica comportamental desta pessoa.   Por outro lado, é possível que uma pessoa não tenha essa capacidade inata e aprenda a se comunicar em público. Seja através de cursos de teatro, oratória, comunicação. O fato é que para conseguir alcançar essa habilidade, terá que dedicar tempo e muito esforço, enquanto outros já a possuem como parte da sua personalidade. Tipos de talento   Existem quatro tipos de perfil comportamental: o comunicador, o planejador, o analista e o executor. Cada um desses perfis possuem determinada personalidade e tipos de talento.   Conhecer os tipos de talento é essencial para profissionais que desejam se conhecer melhor, assim como identificar os seus pontos de melhoria. Da mesma forma, para um recrutador, identificar os tipos de talento é primordial na montagem de uma equipe e, futuramente, extrair o melhor de cada um deles.   Existem diversos tipos de talentos dentro dos quatro perfis comportamentais. Vamos conhecer os principais?   Criatividade   Toda empresa que pretende crescer no ambiente atual, sabe que uma das principais ferramentas é a inovação. Desse modo, profissionais com perfil criativo sempre podem agregar, pois possuem a capacidade natural de pensar “fora da caixa”.   O perfil criativo é bem-vindo em todas as áreas da organização, pelo fato de estarem sempre em busca de superar os pensamentos óbvios e repetitivos, criando soluções e novas ideias para resolver os problemas.   Resiliência   Em ambientes de incerteza ou stress, muitos profissionais tendem a perder a cabeça. Isso naturalmente afeta o seu dia a dia no trabalho, gerando menos produtividade e até potencializando o mal-estar no ambiente.   Essas pessoas não possuem resiliência para superar as adversidades com otimismo e tranquilidade. Por isso, cada vez mais os recrutadores têm valorizado profissionais com perfil resiliente, capazes de se adaptar e se manter produtivos, mesmo em situações momentaneamente desfavoráveis.   Falar em público   A capacidade de falar em público, como falamos anteriormente, pode garantir uma vida escolar com muito menos crises de nervoso. Mas no ambiente profissional, essa habilidade também é valorizada.   Pessoas com talento para se comunicar conseguem convencer até mesmo seus superiores sobre as suas ideias. É o tipo de perfil que se relaciona com diversas áreas, desde a parte de vendas e atendimento ao cliente, até cargos superiores, que precisam estar constantemente motivando e direcionando seus subordinados.   Estrategista   Enquanto uns enxergam ameaças, outros enxergam oportunidades.   Essa é a frase que define o estrategista, são pessoas com alta capacidade analítica para resolver problemas complexos. Em geral, esse perfil está relacionado a pessoas autoconfiantes, competitivas e com iniciativa. Em contrapartida, não costumam ser bons comunicadores.   Tomada de decisão   Este é outro perfil de pessoas autoconfiantes, que possuem uma habilidade natural de liderança para tomar decisões difíceis. Sabem lidar com a pressão para escolher o melhor caminho a ser tomado.   Diplomata   O perfil diplomata possui ótima capacidade para solucionar conflitos, sendo uma das suas principais características ser um ótimo ouvinte. Também possuem ótima capacidade de comunicação e a utilizam para influenciar pessoas e comandar negociações.   Motivador   Outro perfil que também está ligado à habilidade de comunicação é o motivador. O motivador possui a capacidade de tirar outras pessoas das suas zonas de conforto, ajudando-as a progredir em suas áreas.   Profissionais com esse perfil são ótimos palestrantes, vendedores e conselheiros, além de cargos de liderança.   Liderança   Um bom líder, independente do cargo que ocupa, precisa carregar consigo diversas habilidades como a comunicação, a motivação e a tomada de decisão, listadas acima.   Mas é inegável que existem pessoas com características naturais de liderança, que gostam de assumir responsabilidades, influenciar pessoas e conduzir sua equipe na direção dos objetivos da empresa.  Importância da análise de perfil comportamental   A empresa que conhece o perfil de seus colaboradores, possui mais consciência a respeito das suas habilidades, sabendo em que áreas é possível exigir mais e respeitando as dificuldades nas áreas em que esses colaboradores não possuem talento natural.   Com esse conhecimento em mãos, é possível construir uma equipe que se completa, onde cada um realiza o seu melhor, dentro das aptidões naturais que possui.   Pense em uma pequena empresa que está dando seus primeiros passos no mercado. Se o gestor não possui talento natural para a comunicação, será extremamente difícil se aproximar dos clientes e apresentar seus produtos e serviços. Assim como a falta de liderança pode gerar dificuldades no dia a dia com a equipe, que pode ficar desmotivada em pouco tempo.   Em todas as áreas, existem tipos

Liderança situacional: seja um líder que sabe se adaptar!

A capacidade de resolver impasses, conduzir e desenvolver pessoas e, além disso, se adaptar aos mais variados cenários, são características clássicas de uma boa liderança. E é exatamente nesse contexto, que surge a chamada liderança situacional. Não é novidade que uma boa liderança é capaz de transformar o ambiente laboral, engajando a equipe e alcançando melhores resultados. Isso porque, é natural que os liderados sejam muito mais produtivos e eficientes quando contam com uma figura superior que não exerce simplesmente o papel de ”chefe”, mas sim de verdadeiro líder, que não só inspira, mas também conduz as mais variadas situações de forma coerente e, sobretudo, estratégica.   Quer entender como é a liderança situacional e como fazer para desempenhar esse papel tão importante nas organizações? Continue acompanhando este artigo! O que é Liderança Situacional? Antes de mais nada, podemos dizer que um bom líder situacional é capaz de se adaptar conforme o nível de maturidade e distinção dos seus funcionários, ou seja, conforme a situação. Nesse sentido, a liderança situacional é a aptidão do líder em orientar todos os colaboradores da equipe a seguirem uma direção muito mais assertiva e eficaz, se baseando em informações importantes sobre o contexto em que se inserem. Vale destacar que o cerne da teoria, baseia-se na ideia de que não existe uma escala específica que caracteriza os ”melhores tipos de liderança”. Mas sim, que as mais bem sucedidas se adaptam e sabem ”tirar de letrar” as mais variadas circunstâncias. Esse modo de liderar sempre considera o momento que o colaborador está passando, por isso, um líder situacional precisa avaliar diversos aspectos do contexto do trabalho como: forças, fraquezas, inteligência emocional, competitividade, técnica, além de outros fatores que podem influenciar no trabalho de forma negativa e positiva. Em suma, a teoria da liderança situacional delega de acordo com os perfis, cargos e nível de conhecimento. Gerindo, assim, a equipe de maneira eficiente e potencializando a performance dos colaboradores em busca de um mesmo propósito (bons resultados). Os 4 modos de liderança A teoria da liderança situacional, desenvolvida em 1969, por Paul Hersey e Ken Blanchard, defende a existência de quatro estilos de liderança, em quatro fases diferentes. Vamos entender quais são eles? DIREÇÃO: Primeiramente, o líder deve mostrar ao membro da equipe como as tarefas devem ser realizadas. Dessa forma, o colaborador adquire confiança e planeja formas efetivas para se auto gerenciar. Isso significa que nesse modo, o líder deve monitorar a tarefa do início ao fim para que a confiança seja conquistada. ORIENTAÇÃO: Aqui, o líder supervisiona de forma contínua a equipe. Além de sempre retornar com os feedbacks das atividades e recolher sugestões de melhorias para contribuir com o projeto. Nesse caso, a decisão final é de responsabilidade do líder, mas o colaborador sente-se motivado para sugerir melhorias. APOIO: Nesta fase há uma maior confiança no colaborador. Ou seja, a liderança normalmente oferece maneiras para o time discutir e analisar perspectivas diferentes. Dessa forma, o colaborador possui suporte para realizar sua demanda, mas sem o papel predominante do líder como um supervisor. AUTONOMIA: Agora a equipe está preparada para a gestão! Ou seja, é possível executar as tarefas com liberdade e independência. O líder fica mais afastado para os membros tomarem decisões e assumirem a responsabilidade pelo que acontece. Neste nível os liderados são maduros e compreendem quais os seus papéis assim como seus deveres.   Dessa forma, conseguimos chegar na conclusão que os líderes situacionais: Possibilitam que as equipes e organizações sejam mais produtivas. Melhorando o desenvolvimento de um funcionário novo ou que está aprendendo uma nova tarefa. Incentivam colaboradores engajados e comprometidos pois reconhecem sua autonomia. Acompanham as mudanças de comportamento. Identifica qual é o melhor momento para ser flexível ou quando deverá ser mais rígido. Os 4 níveis de maturidade Os 4 modos de liderança situacional dependerão dos 4 níveis de maturidade dos colaboradores. Em outras palavras, dependerão do nível de conhecimento e competência. O chamado “nível de maturidade” está relacionado com a competência para assumir responsabilidades e gerir seu comportamento. Primeiro nível: Os membros não possuem entendimento ou capacidade para concluir os deveres (os motivos podem ser diversos, como: novos colaboradores ou não se sentem preparados). Podemos concluir que neste nível os liderados possuem uma baixa autoconfiança. Segundo nível: Agora os liderados possuem experiência e motivação para executar as atividades. Porém, o apoio do líder ainda se faz presente. Terceiro nível: Aqui os funcionários tem total habilidade e capacidade para concluir as tarefas exigidas. Porém, por alguma razão, não se sentem motivados a tomar a responsabilidade para si. Quarto nível: Os membros do time possuem ótimas habilidades e estão motivados para cumprir a atividade com total autonomia.   Como desenvolver uma boa Liderança Situacional? Bom, como vimos ao decorrer deste texto, a liderança situacional se baseia na capacidade de flexibilidade de acordo com as situações que o líder encontra. Ou seja, como se adaptar de acordo com as necessidades da equipe e conforme a situação exige. Isso significa que no início do trabalho (onde os membros não possuem experiência e confiança) é normal que a liderança exerça características de direção, já que o nível de maturidade do colaborador ainda é bem ”cru”. Ao longo do tempo e com a evolução dos liderados, o estilo de liderança também evoluirá com eles, de forma simultânea. Conclusão Conseguimos ver durante esse texto que um líder situacional deve conhecer a singularidade de cada membro de sua equipe. Além de ajustar seu modo de liderar conforme as necessidades e assim desenvolver seu time para que juntos consigam chegar num grau elevado de maturidade. Vale lembrar que um bom líder situacional deve reconhecer e encarar um problema de inúmeras formas (de acordo com o contexto). Além disso, a liderança situacional é uma forma de gerir não só dos gerentes, mas também deve ser uma ferramenta usada pelos diretores e sócios que visam o melhor desenvolvimento da organização, em busca de melhores resultados. Esse modelo de liderança pode refletir até mesmo numa equipe onde os