O que é Ecossistema de Inovação e qual a sua importância
Quando ouvimos falar em ecossistema, é impossível não lembrar das aulas de Biologia. Um ecossistema pode ser definido como um conjunto de organismos que vivem em determinado local e interagem entre si e com o meio, formando um sistema estável, equilibrado e autossuficiente. É a partir desse conceito que surgiu a ideia de ecossistemas de inovação, isto é, diversos agentes atuando em conjunto, de maneira harmônica e colaborativa, potencializando seus crescimentos de forma conjunta. Nesse artigo, vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre ecossistemas de inovação e a sua importância no desenvolvimento de empresas e regiões. Boa leitura! O que é um Ecossistema de Inovação? Podemos definir um ecossistema de inovação como um sistema dinâmico, composto por indivíduos, empresas e instituições interconectadas, proporcionando um ambiente colaborativo para a geração de inovação e desenvolvimento tecnológico. Dentro de um ecossistema de inovação participam Universidades, Governo, investidores, institutos de pesquisa, mercado financeiro, comunidades de startups, pequenas e grandes empresas, entre outros, que trabalham coletivamente com o objetivo de aliar os fluxos de conhecimento, produzindo novas formas inovação para o desenvolvimento econômico de todos os participantes. Segundo estudiosos, esse ecossistema deve atuar de forma aberta, segundo os modelos de inovação aberta. Dessa forma, sua atuação estimula o fluxo de conhecimento de dentro pra fora, potencializando a inovação interna e a distribuição para o mercado. Incubadoras, aceleradoras e parques tecnológicos são alguns dos exemplos de ecossistemas de inovação em crescimento no Brasil e no mundo. Características de um Ecossistema de Inovação Segundo Moore – primeiro autor a abordar o conceito de ecossistemas de negócios – a característica funcional de um ecossistema é de permitir aos membros da comunidade o compartilhamento de ideias e alinhamento de investimentos, buscando formas de apoio mútuo. Levando em conta que a continuidade de um ecossistema está baseada em uma rede de relações onde haja recompensa mútua, é imprescindível que as empresas e organizações entendam o ecossistema o qual fazem parte e seus respectivos papéis dentro dele. Uma organização pode desenvolver diferentes papéis dentro de um ecossistema, como, por exemplo, a Apple, que compõem o ecossistema de inovação do Vale do Silício, ao mesmo tempo que atua como hub para o seu próprio ecossistema, que vão desde os desenvolvedores, até fornecedores e fabricantes de acessórios. A seguir, vamos listar outras características importantes que compreendem um ecossistema de negócios: Dinamismo Assim como nos sistemas ecológicos, um ecossistema de inovação é composto por fases (desenvolvimento, reprodução, crescimento, envelhecimento). Essas dinâmicas de mudança geram a co-evolução e adaptação mútua de todos os agentes envolvidos, garantindo como resultado, uma evolução coesa. Holismo O conceito de holismo vem do grego, holos, que significa inteiro, global. É assim que um ecossistema de inovação funciona, tudo está interligado e pulsa simultaneamente, o todo está presente em cada uma das partes de um ecossistema. Estabilidade Uma característica e também um objetivo do ecossistema é a manutenção da sua estrutura. Dois fatores que contribuem para isso são a adaptação ao meio e a sua auto regulação. Hierarquia Em todo ecossistema, existem diversas camadas que a compõem a nível global, nacional, regional ou setorial. Cada uma dessas partes pode ser compreendida como um subsistema dentro do todo. Benefícios do Ecossistema de Inovação Agora que você já entendeu melhor a definição de um ecossistema de inovação e sua principais características, vamos apontar os principais benefícios que o ecossistema traz para uma empresa e seus profissionais: Networking A colaboração mútua entre diversas organizações ajuda a conhecer melhor os métodos empregados e os resultados. Isso gera um aumento de confiança e proporciona o networking de maneira mais ativa, uma vez que é possível ver de perto o trabalho realizado por empresas e profissionais.. Troca de conhecimentos e experiências Independente da área ou do tempo de atuação que uma empresa tenha no mercado, a troca de experiências é a principal ponte para o desenvolvimento de inovação. Dentro de um ecossistema, é possível identificar problemas, acompanhar os processos de perto e aprender com o erro dos outros. Isso gera um aprendizado mútuo, proporcionando um crescimento mais acelerado e assertivo. Participação ativa na comunidade Ecossistemas de inovação, como parques tecnológicos, trazem consigo desenvolvimento para toda a comunidade, o que motiva uma relação de confiança. Com o tempo, um ecossistema promove a geração de empregos, ajuda no desenvolvimento urbano e ambiental ao seu redor, da mesma forma que torna-se referência dentro de seus nichos de atuação. Trabalhadores jovens Toda empresa que tem, como pilar, o desenvolvimento de inovação e tecnologia está sempre à procura de novos talentos. Um ecossistema de inovação está sempre atraindo jovens talentos para perto de si, isso proporciona um crescimento mútuo entre empresa e profissional. Exemplos de Ecossistema de Inovação Vale do Silício O Vale do Silício é considerado o maior ecossistema de inovação no mundo. Localizada nos Estados Unidos, essa região concentra as sedes de algumas das maiores empresas de tecnologia, como Apple, Facebook, Google e Tesla, além de ser a sede de centenas de organizações que são consideradas unicórnios globais. O Vale do Silício se destaca por ser uma potência global no campo tecnológico e de inovação, mas também na educação para a inovação. Duas das maiores universidades do mundo estão localizadas na região, a Universidade da Califórnia e a Universidade de Stanford. Israel Israel possui, atualmente, cerca de 4.000 startups com grande diversidade. Entre os principais campos estão a IA, Cyber, energia limpa, agricultura e saúde. Dentro de toda universidade em Israel, existe um Centro de Inovação, um centro de P & D ou um acelerador que ajuda os alunos na criação e desenvolvimento de novas ideias. Campinas (UNICAMP) No Brasil, a Fundação UNICAMP está entre os três ecossistemas mais inovadores do país. A região conta com cinco parques tecnológicos reunindo mais de 120 empresas, na grande maioria, de base tecnológica.
Plano de Negócios e Canvas: tudo que você precisa saber
O nosso dia a dia é cercado de planejamentos. É preciso planejar as tarefas da semana para não chegarmos no final dela sobrecarregados, planejar viagens com antecedência para economizar os custos e conseguir aproveitá-la da melhor forma possível e, obviamente, planejar o nosso futuro, de forma que alcancemos o sucesso. O mundo empresarial opera sob a mesma lógica, desde a criação de uma ideia até o dia a dia operacional da empresa. Tudo passa por um planejamento adequado, de forma a diminuir os custos, otimizar o tempo e garantir melhor segurança em investimentos. Muitas ideias de produtos e serviços não chegam a sair do papel, não porque necessariamente eram inviáveis, mas porque faltou planejamento, ou melhor, plano de negócios. O plano de negócios auxilia a ampliar sua perspectiva sobre um negócio, antecipando situações e auxiliando o empreendedor a criar estratégias para lidar com elas. Por isso, essa ferramenta de gestão serve tanto para um produto ou serviço que está sendo criado, quanto para os já existentes, mas que passam por dificuldades. Quer entender melhor o que é plano de negócios e como aplicá-lo na sua empresa? Continue nesse artigo com a gente e vamos aprender juntos! O que é Plano de Negócios e quais são suas vantagens? O plano de negócios é um documento que tem como função o planejamento descritivo do seu negócio. Nele vão estar presentes a descrição do seu negócio, o conceito, as estratégias, os objetivos e a forma como será operacionalizada. É importante deixar claro que esse documento não é mera abstração, baseada em especulações. Para que o plano de negócios seja eficiente, é preciso que seja elaborado a partir de análise de mercado e com informações e dados apurados de fontes seguras, para que funcione como uma ponte entre a criação e a operação. Entre as principais vantagens do plano de negócio, estão: Conhecer as adversidades que irá enfrentar e planejar suas estratégias antes da ideia sair do papel; Ajudar sua empresa na organização e alinhamento entre os sócios; Conhecer melhor a concorrência e o mercado de atuação do seu serviço ou produto; Maior segurança para a obtenção de financiamento e investimento. Plano de Negócios: passo a passo Agora que você já sabe o que é um plano de negócio e conhece as vantagens que esse documento pode trazer para a sua empresa, é hora de colocar a mão na massa. A seguir, vamos explicar um possível passo a passo de como implementar o plano de negócios. Vamos lá? Sumário Executivo É a primeira parte do plano de negócios, que deve conter um resumo com as informações mais importantes do negócio, como: Dados dos empreendedores e do empreendimento Missão da empresa Setor de atuação Forma jurídica Capital Social Regime tributário enquadrado Fontes de recursos Análise de mercado A análise de mercado é a etapa em que será feito o estudo de quem serão seus clientes, descrever sua faixa etária, gênero, escolaridade, renda, bem como seus interesses e comportamentos. Além disso, é necessário conhecer seus concorrentes. É importante identificar quais são seus pontos fracos e seus pontos fortes, sua forma de operação, como uma oportunidade de gerar, desde o início, uma vantagem competitiva. Por último, a pesquisa de fornecedores também é parte importante neste segmento. São eles quem irão disponibilizar a matéria prima e os equipamentos necessários para o seu negócio. Por isso, além dos custos de material, também é necessário levar em conta a qualidade, a agilidade e a flexibilidade de negociação. Plano de Marketing O plano de marketing é a descrição detalhada de todos os produtos oferecidos pela sua empresa, como cores, sabores, rótulos, marcas, tamanhos. Além disso, é nessa parte que são apresentadas as estratégias promocionais, a precificação e o planejamento dos canais de distribuição, isto é, o planejamento de como fazer com que esse produto chegue até o cliente. Plano operacional No planejamento operacional, primeiramente, é necessário definir como será feita a distribuição espacial das áreas das empresas, assim como a qualificação dos funcionários, levando em conta o fluxo de trabalho. O processo operacional também precisa estar detalhado nesta etapa, isto é, desde a fabricação de produtos e rotinas administrativas, até a entrega para o consumidor final. A capacidade de distribuição e armazenamento também precisam ser definidas. Afinal, de nada adianta um impulsionamento de vendas, sem capacidade para fazer com que esse produto chegue até o seu consumidor. Por esse motivo, os prazos de fornecedores também fazem parte dessa fase. Plano financeiro O plano financeiro é quem vai revelar a viabilidade do seu negócio, verificando se a geração de receita e lucro está de acordo com a estrutura de custos necessária para manter o negócio. Entre os principais aspectos que precisam estar presentes nessa etapa, estão: Investimento inicial Estimativa do investimento total Capital de giro necessário Estimativa de rendimento mensal Projeção da lucratividade Prazo de retorno do investimento Análise de cenários e avaliação estratégica Na análise de cenários, você basicamente cria cenários das mais diversas formas, otimistas, pessimistas, previsíveis, e elenca ações que devem ser tomadas para cada um desses cenários, de forma a não ser surpreendido. A avaliação estratégica costuma ser feita através de duas ferramentas de análise. A Análise SWOT (Strength, Weight, Opportunities, Threats). É uma abreviação do termo inglês, que significa Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças. Essa ferramenta serve como um parâmetro para avaliar o ambiente interno (forças e fraquezas) e o ambiente externo (oportunidades e ameaças). Dessa forma, o empresário tem uma visão mais ampla de suas deficiências e como corrigi-las, tornando o seu negócio mais competitivo. Business Model Canvas Uma das ferramentas mais conhecidas para a elaboração de um plano de negócio é o Business Model Canvas. É uma ferramenta de gestão estratégica para desenvolver e esboçar modelos de negócios novos ou já existentes. O diagrama é composto de 9
Gestão de Inovação: como aplicar no seu negócio
Inovação é a palavra do momento no ambiente empresarial e não por acaso. Afinal, em um mercado cada vez mais competitivo e tecnológico, é necessário estar constantemente pensando em novas formas de inovar para estar pronto para atender às novas demandas, processos e exigências do mercado atual. Mas assim como em diversos outros processos, a inovação não é apenas uma concepção vazia. Ela possui uma metodologia e formas concretas de serem aplicadas em um negócio. É aí que entra o processo de Gestão de Inovação. Nesse artigo vamos explicar o que é a Gestão de Inovação, mostrar seus benefícios e a forma de implementar essa metodologia na sua empresa. Continue a leitura! O que é Inovação? Muitas pessoas acreditam que a inovação só está presente na criação de novos produtos e serviços. Mas também é considerada inovação a proposição de um olhar diferente para algo preexistente, seja um produto, serviço, processo ou modelo de negócio. Podemos definir que o conceito de inovação está diretamente ligado à criatividade, sempre com o objetivo de abrir novas oportunidades de negócio e, muitas vezes, novos mercados. Mas como falamos acima, inovação não é um mero conceito abstrato de ideia criativa. A inovação existe quando essa ideia está ancorada na identificação de uma oportunidade. É o resultado de uma ideia promissora, somado a forma de implementação dessa ideia e os resultados obtidos a partir desse projeto. O que é Gestão de Inovação? A Gestão de Inovação é a metodologia pela qual é feita a inovação. Portanto, dentro desse modelo de gestão estão o desenvolvimento, a organização, a implementação e o gerenciamento desses processos, projetando que a inovação esteja inserida e seja aplicável em todos os campos da empresa. Por ser uma metodologia concreta de se fazer inovação, ela possui início, meio e fim, que são estruturados dessa maneira: Início – Criação de ideias e projetos: é o momento de brainstorming e, justamente por esse motivo, é o momento de estar de mente aberta para todos os tipos de ideias e projetos, evitando pré-julgamentos. Nessa etapa, a inovação aberta também é incentivada, visando encontrar projetos de inovação ou soluções inovadoras em ambientes externos aos da empresa. Meio – Gerenciamento de processos: é nessa etapa que a gestão de inovação irá acontecer propriamente através das operações de processos que serão remodelados, em virtude de novos métodos inovadores. Fim – Entregas e geração de resultados: nessa etapa se verificará os efeitos e consequências que os projetos de inovação trouxeram. Seja para um processo interno dentro da empresa ou para a realização de um novo produto ou serviço. A gestão de inovação também acontece a partir da observação de ambientes externos. Identificando oportunidades, analisando processos de outros setores e concorrentes e até possibilitando a troca de informações com áreas externas através de projetos, por meio da inovação aberta. Como implementar a Gestão de Inovação na sua empresa? Introduzir a inovação no organograma da empresa A inovação não pode ser uma meta complementar. Por isso, é necessário incluí-la dentro de um setor específico na empresa, o ideal é que ela seja incluída em um nível gerencial. O gestor de inovação é quem vai garantir os processos disruptivos e avaliar se os projetos de inovação estão de acordo com o mercado atual. Cultura de inovação Para uma gestão de inovação ser bem sucedida, é necessário dar condições e estruturas para que ela possa crescer dentro da empresa. Toda inovação vem acompanhada de certo risco, mas é necessário estar aberto a novas ideias e disponibilizar autonomia. Lembre-se que toda decisão, que traz consigo um risco, é porque gera retornos acima da média. Uma cultura de inovação é formada através da viabilidade de treinamentos, cursos e palestras sobre o tema, além do engajamento e incentivo dos líderes, valorizando o espírito inovador. Inovação como estratégia empresarial É necessário que a inovação esteja alinhada com os alinhamentos estratégicos do negócio, promovendo a coesão entre todos os recursos disponíveis. Desse modo, todos os processos de produção, operação e gerência se atualizarão de acordo com as novas propostas de inovação. OBS: É bom lembrar que muitas empresas, como a Kodak e a Blockbuster, pagaram caro por não adotarem a inovação como estratégia em seus modelos de negócio. Implementação de novas ideias A implementação de novas ideias surge a partir da motivação e do apoio que a empresa dá para a criação delas. Se um funcionário propôs uma ideia que não teve muita aceitação, ao invés de descartá-la imediatamente, procure maneiras de aperfeiçoá-la ou procure evidenciar os motivos que incapacitam essa ideia. Estruturar os processos de inovação A gestão de inovação é quem será encarregada de sistematizar todo o processo dentro da empresa. Criação, análise, viabilidade econômica, aceitação dos clientes, entre outras etapas igualmente importantes. Por conta disso, é preciso equipar esse setor com ferramentas necessárias, para que esse trabalho seja desempenhado com excelência. Contar com uma ferramenta de gestão permite ao setor contar com indicadores, métricas, relatórios e gráficos que auxiliarão e darão mais segurança para a dinamicidade desse processo. Estudar os aspectos legais As questões legais são um aspecto importante para quem incorpora uma gestão de inovação na empresa. Uma vez que será necessário o registro de marcas, patentes e propriedade intelectual. Mas também existem vantagens legais nesse processo. Hoje em dia, existem acesso a crédito e financiamentos, especialmente para empresas inovadoras, além de outros benefícios tributários que podem fortalecer ainda mais os seus projetos. Conheça os benefícios da Gestão de Inovação São diversos os benefícios que a gestão de inovação pode trazer para a sua empresa. Veja alguns deles a seguir! Maior competitividade A gestão de inovação aumenta a frequência maior de produtos e serviços diferenciados, promovendo novas experiências aos clientes. Com isso, os clientes se dispõe a pagar mais pela experiência e o
O que é Inovação Aberta?

Quando falamos de inovação no mundo empresarial, estamos falando de estratégias que ampliam os horizontes. Estamos falando de pensar fora da caixa, certo? O tema deste artigo é exatamente sobre isso! O conceito tradicional de inovação é compreendido por uma estrutura vertical, na qual pesquisas e desenvolvimento de serviços e produtos são feitas internamente. E só após sua finalização, são apresentadas ao mercado. O modelo de inovação que vamos apresentar hoje, é o de Inovação Aberta (Open Innovation). Foi um tema proposto por Henry Chesbrough e que tem gerado impactos bilionários nas grandes corporações, startups e empresas de tecnologia. Quer entender tudo sobre esse modelo de inovação vertical? É só continuar com a gente. Vamos lá? O que é inovação aberta? Inovação aberta é um processo de gestão empresarial mais colaborativa e diversificada do que outras metodologias de inovação. Isso porque sua proposta envolve a colaboração de organizações e pessoas externas a sua empresa. O termo foi criado na época em que Henry Chesbrough trabalhava no seu PhD. O teórico notou que havia uma distância muito grande entre o ensino acadêmico e a aplicação prática desses ensinamentos. Desse modo, em 2003, Chesbrough lançou seu livro Inovação Aberta: Como criar e lucrar com a tecnologia, propondo uma ruptura cultural das empresas com a mentalidade de silo, compreendendo que nenhuma empresa, por maior que seja, é capaz de inovar sozinha nos dias de hoje. Para o autor: “A inovação aberta é um paradigma que assume que as empresas podem e devem usar ideias externas, bem como ideias internas, e caminhos internos e externos para o mercado, à medida que as empresas procuram avançar sua tecnologia.” Inovação aberta x Inovação fechada: qual a diferença? A inovação fechada era o modelo tradicional da maioria das empresas até poucos anos. Basicamente, o setor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) ficava a cargo das responsabilidades de inovação, utilizando apenas recursos internos. Além disso, por possuírem a propriedade intelectual desses produtos e serviços, essas informações não eram compartilhadas. As empresas começaram a perceber que essa metodologia de trabalho só funciona com funcionários extremamente qualificados, o que, além de ser difícil de encontrar, possui um custo muito alto para manter. Em contrapartida, a inovação aberta rompe com a ideia do conhecimento fechado entre quatro paredes. A ideia é promover um intercâmbio de conhecimento entre a empresa, o mercado e os colaboradores. Desse modo, a empresa tem acesso a ferramentas e conhecimentos obtidos externamente, enquanto o mercado externo pode se beneficiar dos conhecimentos e inovações gerados a partir dessa colaboração. Essa parceria, diferente do que muitos podem pensar, gera mais lucros do que prejuízos. Pois além dos ganhos mútuos de conhecimento e inovação, as parcerias se solidificam e a colaboração entre interno e externo passa a ser mais frequente, aumentando a frequência de processos de inovação dentro da empresa. Benefícios que a inovação aberta traz para as empresas Redução de riscos Criar inovações e apresentá-las para o mercado é sempre um risco, além do alto investimento que pode não gerar o retorno esperado. O processo de inovação aberta garante maior segurança para essa etapa, já que antes de testar seu produto no mercado, você terá a visão e avaliação de diversos colaboradores externos. Isso gera dados mais amplos e confiáveis para investir correndo menos riscos. Redução de tempo e custos Como falamos, o custo para investir em uma equipe de P&D não é baixo. Além dos altos salários dessa área, é necessário investir em material e espaço para que essa equipe consiga trabalhar com qualidade e gerar resultados. Com a inovação aberta, é possível criar uma rede ampla de colaboradores, com custos baixos e, muitas vezes, até nulos. Essa prática também acelera o tempo de desenvolvimento, pois sua empresa não dependerá apenas de uma equipe para realizar todas as atividades. É possível separar as tarefas, de forma que um produto não precise esperar na fila até que outro esteja concluído. Gera inovação para produtos e serviços existentes Outro benefício da Inovação Aberta é a possibilidade de repensar novas formas de incrementar um produto ou serviço já existente. Muitas empresas viraram potências apenas refinando um serviço ou produto já existente no mercado, compreendendo as dores do seu público atual e propondo novas abordagens para eles. Amplia o networking Ainda que você tenha o hábito de frequentar eventos, palestras e workshops, o círculo profissional da sua empresa acaba limitado a equipe interna. Por meio da Inovação Aberta, sua empresa irá ampliar a rede de conexão com outras empresas, órgãos públicos e universidades. Agrega valor à marca Empresas que apostam em métodos de inovação estão sempre agregando valor para as suas marcas. O mercado enxerga com bons olhos as empresas que procuram novas formas de criação de produtos e serviços. Outro fator que gera valor é o aumento do nível de satisfação dos clientes e a redução dos custos operacionais. Por esse motivo, a prática de inovação aberta é um tema recorrente em pitchs para sócios e investidores. Como implementar a inovação aberta na sua empresa? Sabemos que cada empresa possui visões e estratégias particulares de negócios. Mas o aspecto positivo é que todas elas são capazes de incrementar a Inovação Aberta em seu modelo de negócio. Afinal, os únicos pré-requisitos exigidos para adoção dessa metodologia de inovação é uma cultura de inovação já presente e a digitalização de processos e análise de dados. A seguir, vamos falar sobre alguns conceitos fundamentais para elaborar a Inovação Aberta na sua empresa. Crowdsourcing O crowdsourcing é entendido como um processo de colaboração de pessoas de diversas áreas – empresas, universidades, órgãos públicos, clientes – para a formação de um time, com o objetivo de montar um projeto. Em geral, a empresa propõe um desafio, um tema ou uma pergunta e esse time se propõe
O que é Inovação Disruptiva
Inovação é uma palavra que faz parte do vocabulário de qualquer empreendedor desde o século passado. Nos tempos atuais, esse termo vem ganhando ramificações, uma delas é a inovação disruptiva. Mas para entender melhor esse conceito, é necessário compreender primeiramente o que significa disrupção. O dicionário Michaelis trata a disrupção como a quebra de um curso normal de um processo. Portanto, quando trazemos esse conceito ao contexto do empreendedorismo, a disrupção é compreendida como uma inovação que modifica as regras do jogo, propondo uma nova maneira de execução. Nesse artigo vamos discutir melhor o conceito de inovação disruptiva, estudando alguns cases de sucesso para compreender a importância desse termo para o empreendedorismo contemporâneo. Vamos lá? O que é inovação disruptiva? Em termos simples, inovação disruptiva é um produto, serviço ou conceito que cria um novo mercado ou substitui um mercado já existente e consolidado. Não existe uma fórmula exata para caracterizar exatamente o modo de fazê-la, mas geralmente elas se caracterizam por serem alternativas mais simples, baratas e acessíveis do que as que dominavam o mercado até o momento. Em geral, esse modelo de inovação começa atendendo um público mais seleto e em pouco tempo, passa a dominar o mercado dessa área. Contexto Esse conceito foi criado por Clayton M. Christensen, professor de Harvard, que em 1995 publicou um artigo chamado Disruptive Technologies: Catching the Wave (Tecnologias disruptivas: pegando a onda). Posteriormente, ele desenvolveu melhor o tema através de dois livros, que hoje são referência na literatura empresarial: O Dilema da inovação (1997) O Crescimento pela inovação (2003) Para o autor, “Uma inovação de ruptura é aquela que transforma um produto que historicamente era tão caro e complexo que só uma pequena parte da população podia ter e usar, em algo que é tão acessível e simples, que uma parcela bem maior da população agora pode ter e usar. Em geral, isso cria um novo mercado.” Inovação x Disrupção Muitos empreendedores acabam confundindo esses dois termos, acreditando que toda forma de inovação se caracteriza como uma disrupção no mercado. Para que não haja dúvidas, entenda dessa forma: Inovação é a implementação de uma ideia, mudança ou atualização que agrega valor ao negócio e o mantém relevante, renovando um mercado já existente. Disrupção é a implementação de um novo produto ou serviço que automaticamente cria um novo mercado ou derruba o mercado anteriormente consolidado. Portanto, toda disrupção é considerada também uma inovação, mas nem toda inovação é disruptiva. Exemplos de inovações disruptivas no mercado Hoje em dia, os discos de vinil voltaram à moda como parte da cultura vintage. Mas na época em que essa era a única opção disponível para ouvir música, apenas um grupo seleto de pessoas podia se beneficiar do prazer de relaxar após um dia de trabalho ouvindo seus artistas preferidos. Com o tempo vieram as fitas cassete, os CD ‘s, os dispositivos de MP3 e atualmente, as plataformas de streaming, que passaram a dominar o mercado dessa área. Esse avanço não diz respeito apenas a tecnologia, mas também a simplicidade e acessibilidade de ouvir suas músicas preferidas para um grupo muito maior de pessoas. A seguir, vamos citar alguns exemplos de cases de sucesso que utilizaram a inovação disruptiva para transformar o mercado das suas áreas. Netflix Se você não é assinante da Netflix, sem dúvidas, conhece alguém que é. Isso porque ela é um dos maiores exemplos de inovação disruptiva do mundo. Fundada em 1997, a Netflix começou seus negócios com um sistema de delivery de DVDs pelo correio. Somente em 2007, foi lançada a sua plataforma de streaming e 5 anos depois já produzia suas próprias produções cinematográficas. Atualmente, é a plataforma de streaming com maior número de assinantes no mundo e suas produções passaram a ter presença assídua em premiações como Oscar e Emmy Awards. O sucesso foi tamanho, que conseguiu decretar a falência da Blockbuster, sua principal concorrente na época e que dominava esse mercado desde os anos 80. Airbnb O Airbnb é a maior rede de hotelaria do mundo nos dias atuais e sem possuir um único quarto. Isso porque essa empresa foi criada por dois estudantes, na Califórnia, com uma ideia simples, mas com um objetivo bem definido: resolver a dor de potenciais clientes sem concorrência. Eles perceberam que a demanda dos hotéis já não estava dando conta de acomodar todos os visitantes frequentes, que iam para a cidade por causa de grandes feiras e eventos. Inicialmente, portanto, seu foco era atender essa demanda, disponibilizando um serviço básico: acomodações simples que pudessem resolver esse impasse. Esse é um case inspirador para muitos empreendedores, pois evidencia que uma grande empresa pode nascer de forma simples, resolvendo uma necessidade ou dor de clientes e após isso, utilizar a tecnologia para crescer em larga escala. Nubank O Nubank foi eleito como a 3ª empresa mais inovadora da América Latina, segundo a revista Fast Company, e em 2018 chegou a marca de unicórnio, alcançando o valor de US$1 bilhão. Mas todo esse sucesso não veio à toa, foi preciso criar um projeto de inovação disruptiva dentro de um dos modelos de negócio mais tradicionais no Brasil, os serviços financeiros. Em 2013, David Vélez enxergou a oportunidade de resolver diversas dores de clientes com seus serviços bancários. Um cartão de crédito sem anuidade, 100% gerenciado através de um aplicativo e com juros menores do que os praticados pelo mercado. O foco na experiência dos clientes foi determinante para o sucesso desse case. As visitas estressantes às agências físicas foram excluídas da equação, sem que o atendimento humanizado fosse prejudicado. Além disso, o Nubank conta com um aplicativo intuitivo e ágil. Todos os serviços que demoravam horas, como aumentar seu limite de crédito, solicitar empréstimos ou pagar uma fatura, são feitos em questão de segundos, em literalmente um toque. Wikipedia
Entenda os diferentes Tipos de Inovação
A maioria das pessoas, quando ouvem falar de inovação empresarial, tendem a associar esse tema apenas à tecnologia, outros pensam em produtos e serviços nunca vistos no mercado. Porém, falar de inovação vai muito além disso, principalmente se entendermos que o mercado está em constante transformação. É por isso que falar de inovação também diz respeito a adaptar seus produtos e serviços para as novas tendências e exigências do mercado. Sendo assim, é necessário pensar frequentemente em inovação, caso contrário, sua empresa pode correr o risco de não acompanhar a crescente globalização e competitividade do mercado atual. Se esse tema ainda é novidade pra você, empresário, fique tranquilo! Nesse artigo vamos explicar o que, de fato, significa inovação e destacar alguns tipos que podem ser aplicados na sua empresa. Siga a leitura e confira! O que é inovação? Uma possível definição de inovação é o ato de alterar ou criar uma alternativa diferente, seja um serviço, um produto, um processo, que se mostre positivo para a empresa, isto é, que traga algum benefício, seja ele um aumento na margem de lucro, mais facilidade, maior alcance no mercado etc. Por isso, queremos deixar claro que inovação não é apenas criar algo inédito dentro do mercado de trabalho, é necessário que haja aplicabilidade e que traga vantagens para a empresa, para o empreendedor ou até mesmo para os funcionários. Esse tema ficará mais claro na medida que compreendermos os diferentes conceitos de inovação e suas características. Conceitos de inovação Incremental Esse é o modelo de inovação mais comum, uma vez que seu conceito baseia-se em pequenas mudanças, porém, constantes. É um processo contínuo, visando a melhoria de um produto ou serviço. Um exemplo de inovação incremental é o sistema operacional do Windows, que está constantemente se atualizando, de modo a trazer novas funcionalidades e uma melhor experiência ao seu usuário. E do ponto de vista do mercado, essas inovações mantêm a empresa em crescente competitividade. Radical A inovação radical, como o próprio nome já diz, está ligado à criação de um produto ou serviço tão inovador que altera as próprias percepções e movimentos do mercado. Além disso, por ser uma criação realmente inovadora, a empresa praticamente não tem concorrência no início. Isso pode ser positivo do ponto de vista da procura, mas é necessário trabalho dobrado para preparar o mercado para o seu produto e gerar interesse e necessidade por ele. São diversos os exemplos recentes de inovações radicais, vamos citar alguns deles: Airbnb: uma plataforma de aluguel de hospedagens que facilitou e desburocratizou a relação entre anfitriões de hóspedes; Smartphone: um modelo de celular que praticamente aposentou os modelos antigos, por contar com funcionalidades de diversos aparelhos eletrônicos em um só; Uber: sistema de transporte privado que mudou a lógica do mercado nesse setor, ao gerar uma grande demanda de trabalho informal e proporcionar locomoção a custo baixo. Disruptiva Esse modelo pode ser confundido com a inovação radical. Mas a inovação disruptiva tem como identidade a criação de um produto e serviço não só inovador, mas que, consequentemente, desestabilize os concorrentes que antes o dominavam. Seja pela simplicidade, custo mais baixo ou ampliando o alcance de um público que antes não tinha acesso a esse produto ou serviço. O principal exemplo desse modelo é a Netflix, que expulsou a Blockbuster do mercado ao criar um serviço de mensalidade via streaming. Seu alcance é mundial, o custo para assistir filmes se tornou mais baixo e sem a necessidade de deslocamento. Hoje em dia, a crescente de serviços de streaming é evidente, mas durante anos a Netflix conseguiu prosperar e se consolidar no mercado sem grande concorrência. Tipos de inovação Agora você já conhece os modelos de inovação existentes no mercado. Esses conceitos podem ser aplicados a diversos tipos de inovação. A seguir, vamos listar alguns deles para auxiliar o seu negócio a realizá-los na prática. Inovação de produto A inovação de produto é uma das mais comuns no mundo dos negócios. Ela se dá, em primeiro plano, na criação de um novo produto no mercado. Após a sua criação, esse produto passa a trabalhar com a inovação incremental, acompanhando a evolução tecnológica e proporcionando novas funcionalidades. Citamos o exemplo dos smartphones acima, mas um outro exemplo de inovação de produto muito comum em nosso dia a dia é a televisão. Originalmente, foi um marco para a sua época e um avanço em relação ao rádio. Desde sua criação, ela passou a ter cores, serviços de TV a cabo, diversas tecnologias que melhoraram a qualidade da imagem, até chegarmos na Smart TV, que possui acesso a diversos serviços de streaming, além de contar com inteligência artificial. Inovação de serviço Já as inovações em serviço dizem respeito a criação de um novo serviço no mercado ou a implementação de um serviço já existente, com melhorias capazes de fazer a empresa se destacar frente às outras. Inovações em serviço tendem a trazer mais facilidade e comodidade para a vida dos clientes, agregando mais valor à sua experiência. Os serviços de delivery são um ótimo exemplo de inovação em serviço, que possibilitou mais facilidade para a vida do cliente, mas também ampliou o alcance das empresas. Aplicativos como o Ifood, mercados e até mesmo lojas de roupa vem adotando essa nova modalidade de vendas e expandindo imensamente suas vendas. Inovação de processo A inovação de processo pode dizer respeito tanto ao processo de fabricação de um produto, quanto na prestação de um serviço. Basicamente, essa inovação tem como objetivo o aumento da produtividade e a redução de custos. O principal exemplo dessa inovação é o Fordismo, modelo de processo produtivo criado por Henry Ford, no século 20, e que reinventou a produção de automóveis, passando a produzir em larga escala. Hoje em dia, diversas empresas também têm inovado de modo