Escuta Ativa: porque uma prática tão simples pode ter um grande impacto na empresa

Ter uma boa comunicação corporativa é um dos principais desafios que os gerentes e responsáveis pelo RH das empresas enfrentam. Pensando nisso, uma das formas de conseguir vencer esse obstáculo é praticando o que chamamos de escuta ativa. Mas você sabe o que é a escuta ativa? Apesar de parecer algo simples, muitas pessoas não conseguem estabelecer uma conversa com o outro sem se perder nos seus próprios pensamentos. Dessa forma, não ocorre uma conexão de fato com a outra pessoa e o diálogo não se torna eficaz. Para resolver esse problema e aproveitar melhor os diálogos, foi desenvolvida a escuta ativa. Com essa técnica é possível que os dois lados da conversa sejam beneficiados. Afinal, ele estimula o exercício de escutar, interpretar e estar atento ao que o outro tem a dizer. Acompanhe nosso artigo que vamos te mostrar tudo sobre a escuta ativa. UM PEQUENO RESUMO HISTÓRICO Primeiramente vamos falar sobre o aspecto histórico dessa técnica. Existem duas datas chaves: a primeira é em 1950, que seria o ano da sua criação pelos psicólogos Carl Rogers e Richard E. Farson. Mas apenas no ano de 1970 que o também psicólogo, Thomas Gordon, usou o termo “escuta ativa” pela primeira vez. Quando surgiu, o foco da escuta ativa era no meio familiar. Sendo que o objetivo era educar as crianças ouvindo as suas necessidades. Mas duas décadas depois, Gordon passou a ensinar líderes, vendedores e outros públicos a melhorarem as suas relações. Ou seja, se comunicando de maneira clara e efetiva. O QUE É ESCUTA ATIVA? No meio corporativo, a escuta ativa é uma técnica muito importante para estabelecer um diálogo entre interlocutor e ouvinte. Resumidamente, a escuta ativa é o ato de escutar atentamente o emissor, não só ouvindo de maneira literal, mas com todos os sentidos. Porém, devemos lembrar que realizar a escuta ativa não significa que devemos encher o interlocutor de informações. E sim demonstrar interesse enquanto o outro fala, de maneira sincera e genuína, estabelecendo uma conexão. É muito importante investir na escuta ativa, mas não no sentido financeiro e sim no sentido de trabalhar a técnica. Afinal, com a escuta ativa é possível melhorar as relações dentro da empresa e assim alcançar melhores resultados. É possível aplicar a escuta ativa em diversas situações dentro da organização: durante reuniões, ao receber um feedback, ao receber orientações, entre outros. São momentos que proporcionam ao gestor uma ótima oportunidade de melhorar o relacionamento com a sua equipe e resolver pequenos desentendimentos que podem ocorrer na empresa. QUAIS OS BENEFÍCIOS QUE A ESCUTA ATIVA TRAZ PARA A SUA EMPRESA? Agora que você já entendeu o que é a escuta ativa, deve querer saber como ela beneficiará a sua empresa. Né? Demos alguns spoilers no tópico anterior, mas agora vamos te explicar direitinho todos os benefícios. Além da escuta ativa, outras ferramentas são benéficas para melhorar o engajamento da equipe. Aqui no blog da MK já falamos sobre o Plano de Desenvolvimento Individual, que é ótimo para motivar os seus colaboradores. Você pode conferir o artigo completo clicando aqui. RELAÇÕES INTERPESSOAIS MAIS FORTES Não tem como negar que a utilização da técnica melhora as relações interpessoais entre os colaboradores. Ou seja, a empresa estabelece um ambiente que privilegia a conversa e todos acabam mantendo um relacionamento saudável. Além disso, é importante destacar que é possível aplicá-la com seus clientes. Ouvindo, de verdade, as suas dores e melhorando ainda mais a experiência com a empresa. MENOS CONFLITOS Apesar de não serem saudáveis, é quase que impossível manter as empresas totalmente longe de conflitos. Afinal, os colaboradores são seres humanos diferentes, com diversos pontos de vista e que precisam conviver juntos e se relacionar. Ao escutar, prestar atenção e entender o que o outro está falando, as falhas de comunicação e os mal-entendidos, consequentemente, diminuem. MAIOR PRODUTIVIDADE E ENGAJAMENTO O aumento de produtividade se explica por um motivo bem simples: colaboradores que compartilham seus pontos de vista e escutam as ideias dos outros com atenção, acabam produzindo mais e com maior qualidade. O engajamento também aumenta, afinal, um colaborador que sabe que é ouvido acaba se sentindo muito mais valorizado. MELHORA NO TRABALHO EM EQUIPE Por fim, ao gerar conexões reais, o trabalho em equipe fica mais forte. Afinal, as pessoas se sentem mais a vontade na hora de se unir para alcançar um objetivo em comum. COMO PRATICAR A ESCUTA ATIVA? Vamos te passar os principais pontos para praticar a escuta ativa da melhor maneira possível. Porém, antes de iniciar, vale lembrar que não é preciso opinar e responder tudo que o interlocutor falar, ok? Apenas prestar atenção de maneira genuína é uma das principais partes que compõem a técnica. Vamos lá? TENHA FOCO NO PRESENTE Devido ao turbilhão de tarefas e responsabilidades do dia a dia, é muito comum que os nossos pensamentos sejam acelerados, o que por vezes acaba desviando a atenção e o foco do assunto principal de uma conversa. Por essa razão, estar focado no que está sendo conversado é um dos pilares da escuta ativa. Quando perceber que se perdeu nos seus pensamentos, tente voltar ao foco o mais rápido possível. E, além disso, caso tenha perdido alguma informação, peça para que o interlocutor repita. Com o passar do tempo, essa tarefa se tornará mais fácil. SE INTERESSE Como falamos anteriormente, não é necessário opinar e responder tudo que o interlocutor falar. Se interessar e demonstrar esse interesse pode ser feito de diversas formas, não sendo necessário responder. Nesse momento a postura corporal, o olhar e pequenos movimentos de concordância farão todo o trabalho por você. TENHA EMPATIA Nos dias atuais é muito comum ouvirmos falar sobre empatia. Mas como praticá-la da melhor forma no ambiente corporativo? Tente entender o que está sendo falado e evite defender pontos de vista no primeiro momento. Pense nas possibilidades diante da situação, respondendo com imparcialidade a situação e demonstre empatia para que o interlocutor faça uma reflexão sobre o assunto. NÃO JULGUE O ato de não julgar