O que é Ecossistema de Inovação e qual a sua importância
Quando ouvimos falar em ecossistema, é impossível não lembrar das aulas de Biologia. Um ecossistema pode ser definido como um conjunto de organismos que vivem em determinado local e interagem entre si e com o meio, formando um sistema estável, equilibrado e autossuficiente. É a partir desse conceito que surgiu a ideia de ecossistemas de inovação, isto é, diversos agentes atuando em conjunto, de maneira harmônica e colaborativa, potencializando seus crescimentos de forma conjunta. Nesse artigo, vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre ecossistemas de inovação e a sua importância no desenvolvimento de empresas e regiões. Boa leitura! O que é um Ecossistema de Inovação? Podemos definir um ecossistema de inovação como um sistema dinâmico, composto por indivíduos, empresas e instituições interconectadas, proporcionando um ambiente colaborativo para a geração de inovação e desenvolvimento tecnológico. Dentro de um ecossistema de inovação participam Universidades, Governo, investidores, institutos de pesquisa, mercado financeiro, comunidades de startups, pequenas e grandes empresas, entre outros, que trabalham coletivamente com o objetivo de aliar os fluxos de conhecimento, produzindo novas formas inovação para o desenvolvimento econômico de todos os participantes. Segundo estudiosos, esse ecossistema deve atuar de forma aberta, segundo os modelos de inovação aberta. Dessa forma, sua atuação estimula o fluxo de conhecimento de dentro pra fora, potencializando a inovação interna e a distribuição para o mercado. Incubadoras, aceleradoras e parques tecnológicos são alguns dos exemplos de ecossistemas de inovação em crescimento no Brasil e no mundo. Características de um Ecossistema de Inovação Segundo Moore – primeiro autor a abordar o conceito de ecossistemas de negócios – a característica funcional de um ecossistema é de permitir aos membros da comunidade o compartilhamento de ideias e alinhamento de investimentos, buscando formas de apoio mútuo. Levando em conta que a continuidade de um ecossistema está baseada em uma rede de relações onde haja recompensa mútua, é imprescindível que as empresas e organizações entendam o ecossistema o qual fazem parte e seus respectivos papéis dentro dele. Uma organização pode desenvolver diferentes papéis dentro de um ecossistema, como, por exemplo, a Apple, que compõem o ecossistema de inovação do Vale do Silício, ao mesmo tempo que atua como hub para o seu próprio ecossistema, que vão desde os desenvolvedores, até fornecedores e fabricantes de acessórios. A seguir, vamos listar outras características importantes que compreendem um ecossistema de negócios: Dinamismo Assim como nos sistemas ecológicos, um ecossistema de inovação é composto por fases (desenvolvimento, reprodução, crescimento, envelhecimento). Essas dinâmicas de mudança geram a co-evolução e adaptação mútua de todos os agentes envolvidos, garantindo como resultado, uma evolução coesa. Holismo O conceito de holismo vem do grego, holos, que significa inteiro, global. É assim que um ecossistema de inovação funciona, tudo está interligado e pulsa simultaneamente, o todo está presente em cada uma das partes de um ecossistema. Estabilidade Uma característica e também um objetivo do ecossistema é a manutenção da sua estrutura. Dois fatores que contribuem para isso são a adaptação ao meio e a sua auto regulação. Hierarquia Em todo ecossistema, existem diversas camadas que a compõem a nível global, nacional, regional ou setorial. Cada uma dessas partes pode ser compreendida como um subsistema dentro do todo. Benefícios do Ecossistema de Inovação Agora que você já entendeu melhor a definição de um ecossistema de inovação e sua principais características, vamos apontar os principais benefícios que o ecossistema traz para uma empresa e seus profissionais: Networking A colaboração mútua entre diversas organizações ajuda a conhecer melhor os métodos empregados e os resultados. Isso gera um aumento de confiança e proporciona o networking de maneira mais ativa, uma vez que é possível ver de perto o trabalho realizado por empresas e profissionais.. Troca de conhecimentos e experiências Independente da área ou do tempo de atuação que uma empresa tenha no mercado, a troca de experiências é a principal ponte para o desenvolvimento de inovação. Dentro de um ecossistema, é possível identificar problemas, acompanhar os processos de perto e aprender com o erro dos outros. Isso gera um aprendizado mútuo, proporcionando um crescimento mais acelerado e assertivo. Participação ativa na comunidade Ecossistemas de inovação, como parques tecnológicos, trazem consigo desenvolvimento para toda a comunidade, o que motiva uma relação de confiança. Com o tempo, um ecossistema promove a geração de empregos, ajuda no desenvolvimento urbano e ambiental ao seu redor, da mesma forma que torna-se referência dentro de seus nichos de atuação. Trabalhadores jovens Toda empresa que tem, como pilar, o desenvolvimento de inovação e tecnologia está sempre à procura de novos talentos. Um ecossistema de inovação está sempre atraindo jovens talentos para perto de si, isso proporciona um crescimento mútuo entre empresa e profissional. Exemplos de Ecossistema de Inovação Vale do Silício O Vale do Silício é considerado o maior ecossistema de inovação no mundo. Localizada nos Estados Unidos, essa região concentra as sedes de algumas das maiores empresas de tecnologia, como Apple, Facebook, Google e Tesla, além de ser a sede de centenas de organizações que são consideradas unicórnios globais. O Vale do Silício se destaca por ser uma potência global no campo tecnológico e de inovação, mas também na educação para a inovação. Duas das maiores universidades do mundo estão localizadas na região, a Universidade da Califórnia e a Universidade de Stanford. Israel Israel possui, atualmente, cerca de 4.000 startups com grande diversidade. Entre os principais campos estão a IA, Cyber, energia limpa, agricultura e saúde. Dentro de toda universidade em Israel, existe um Centro de Inovação, um centro de P & D ou um acelerador que ajuda os alunos na criação e desenvolvimento de novas ideias. Campinas (UNICAMP) No Brasil, a Fundação UNICAMP está entre os três ecossistemas mais inovadores do país. A região conta com cinco parques tecnológicos reunindo mais de 120 empresas, na grande maioria, de base tecnológica.
O que é Inovação Disruptiva
Inovação é uma palavra que faz parte do vocabulário de qualquer empreendedor desde o século passado. Nos tempos atuais, esse termo vem ganhando ramificações, uma delas é a inovação disruptiva. Mas para entender melhor esse conceito, é necessário compreender primeiramente o que significa disrupção. O dicionário Michaelis trata a disrupção como a quebra de um curso normal de um processo. Portanto, quando trazemos esse conceito ao contexto do empreendedorismo, a disrupção é compreendida como uma inovação que modifica as regras do jogo, propondo uma nova maneira de execução. Nesse artigo vamos discutir melhor o conceito de inovação disruptiva, estudando alguns cases de sucesso para compreender a importância desse termo para o empreendedorismo contemporâneo. Vamos lá? O que é inovação disruptiva? Em termos simples, inovação disruptiva é um produto, serviço ou conceito que cria um novo mercado ou substitui um mercado já existente e consolidado. Não existe uma fórmula exata para caracterizar exatamente o modo de fazê-la, mas geralmente elas se caracterizam por serem alternativas mais simples, baratas e acessíveis do que as que dominavam o mercado até o momento. Em geral, esse modelo de inovação começa atendendo um público mais seleto e em pouco tempo, passa a dominar o mercado dessa área. Contexto Esse conceito foi criado por Clayton M. Christensen, professor de Harvard, que em 1995 publicou um artigo chamado Disruptive Technologies: Catching the Wave (Tecnologias disruptivas: pegando a onda). Posteriormente, ele desenvolveu melhor o tema através de dois livros, que hoje são referência na literatura empresarial: O Dilema da inovação (1997) O Crescimento pela inovação (2003) Para o autor, “Uma inovação de ruptura é aquela que transforma um produto que historicamente era tão caro e complexo que só uma pequena parte da população podia ter e usar, em algo que é tão acessível e simples, que uma parcela bem maior da população agora pode ter e usar. Em geral, isso cria um novo mercado.” Inovação x Disrupção Muitos empreendedores acabam confundindo esses dois termos, acreditando que toda forma de inovação se caracteriza como uma disrupção no mercado. Para que não haja dúvidas, entenda dessa forma: Inovação é a implementação de uma ideia, mudança ou atualização que agrega valor ao negócio e o mantém relevante, renovando um mercado já existente. Disrupção é a implementação de um novo produto ou serviço que automaticamente cria um novo mercado ou derruba o mercado anteriormente consolidado. Portanto, toda disrupção é considerada também uma inovação, mas nem toda inovação é disruptiva. Exemplos de inovações disruptivas no mercado Hoje em dia, os discos de vinil voltaram à moda como parte da cultura vintage. Mas na época em que essa era a única opção disponível para ouvir música, apenas um grupo seleto de pessoas podia se beneficiar do prazer de relaxar após um dia de trabalho ouvindo seus artistas preferidos. Com o tempo vieram as fitas cassete, os CD ‘s, os dispositivos de MP3 e atualmente, as plataformas de streaming, que passaram a dominar o mercado dessa área. Esse avanço não diz respeito apenas a tecnologia, mas também a simplicidade e acessibilidade de ouvir suas músicas preferidas para um grupo muito maior de pessoas. A seguir, vamos citar alguns exemplos de cases de sucesso que utilizaram a inovação disruptiva para transformar o mercado das suas áreas. Netflix Se você não é assinante da Netflix, sem dúvidas, conhece alguém que é. Isso porque ela é um dos maiores exemplos de inovação disruptiva do mundo. Fundada em 1997, a Netflix começou seus negócios com um sistema de delivery de DVDs pelo correio. Somente em 2007, foi lançada a sua plataforma de streaming e 5 anos depois já produzia suas próprias produções cinematográficas. Atualmente, é a plataforma de streaming com maior número de assinantes no mundo e suas produções passaram a ter presença assídua em premiações como Oscar e Emmy Awards. O sucesso foi tamanho, que conseguiu decretar a falência da Blockbuster, sua principal concorrente na época e que dominava esse mercado desde os anos 80. Airbnb O Airbnb é a maior rede de hotelaria do mundo nos dias atuais e sem possuir um único quarto. Isso porque essa empresa foi criada por dois estudantes, na Califórnia, com uma ideia simples, mas com um objetivo bem definido: resolver a dor de potenciais clientes sem concorrência. Eles perceberam que a demanda dos hotéis já não estava dando conta de acomodar todos os visitantes frequentes, que iam para a cidade por causa de grandes feiras e eventos. Inicialmente, portanto, seu foco era atender essa demanda, disponibilizando um serviço básico: acomodações simples que pudessem resolver esse impasse. Esse é um case inspirador para muitos empreendedores, pois evidencia que uma grande empresa pode nascer de forma simples, resolvendo uma necessidade ou dor de clientes e após isso, utilizar a tecnologia para crescer em larga escala. Nubank O Nubank foi eleito como a 3ª empresa mais inovadora da América Latina, segundo a revista Fast Company, e em 2018 chegou a marca de unicórnio, alcançando o valor de US$1 bilhão. Mas todo esse sucesso não veio à toa, foi preciso criar um projeto de inovação disruptiva dentro de um dos modelos de negócio mais tradicionais no Brasil, os serviços financeiros. Em 2013, David Vélez enxergou a oportunidade de resolver diversas dores de clientes com seus serviços bancários. Um cartão de crédito sem anuidade, 100% gerenciado através de um aplicativo e com juros menores do que os praticados pelo mercado. O foco na experiência dos clientes foi determinante para o sucesso desse case. As visitas estressantes às agências físicas foram excluídas da equação, sem que o atendimento humanizado fosse prejudicado. Além disso, o Nubank conta com um aplicativo intuitivo e ágil. Todos os serviços que demoravam horas, como aumentar seu limite de crédito, solicitar empréstimos ou pagar uma fatura, são feitos em questão de segundos, em literalmente um toque. Wikipedia
Entenda os diferentes Tipos de Inovação
A maioria das pessoas, quando ouvem falar de inovação empresarial, tendem a associar esse tema apenas à tecnologia, outros pensam em produtos e serviços nunca vistos no mercado. Porém, falar de inovação vai muito além disso, principalmente se entendermos que o mercado está em constante transformação. É por isso que falar de inovação também diz respeito a adaptar seus produtos e serviços para as novas tendências e exigências do mercado. Sendo assim, é necessário pensar frequentemente em inovação, caso contrário, sua empresa pode correr o risco de não acompanhar a crescente globalização e competitividade do mercado atual. Se esse tema ainda é novidade pra você, empresário, fique tranquilo! Nesse artigo vamos explicar o que, de fato, significa inovação e destacar alguns tipos que podem ser aplicados na sua empresa. Siga a leitura e confira! O que é inovação? Uma possível definição de inovação é o ato de alterar ou criar uma alternativa diferente, seja um serviço, um produto, um processo, que se mostre positivo para a empresa, isto é, que traga algum benefício, seja ele um aumento na margem de lucro, mais facilidade, maior alcance no mercado etc. Por isso, queremos deixar claro que inovação não é apenas criar algo inédito dentro do mercado de trabalho, é necessário que haja aplicabilidade e que traga vantagens para a empresa, para o empreendedor ou até mesmo para os funcionários. Esse tema ficará mais claro na medida que compreendermos os diferentes conceitos de inovação e suas características. Conceitos de inovação Incremental Esse é o modelo de inovação mais comum, uma vez que seu conceito baseia-se em pequenas mudanças, porém, constantes. É um processo contínuo, visando a melhoria de um produto ou serviço. Um exemplo de inovação incremental é o sistema operacional do Windows, que está constantemente se atualizando, de modo a trazer novas funcionalidades e uma melhor experiência ao seu usuário. E do ponto de vista do mercado, essas inovações mantêm a empresa em crescente competitividade. Radical A inovação radical, como o próprio nome já diz, está ligado à criação de um produto ou serviço tão inovador que altera as próprias percepções e movimentos do mercado. Além disso, por ser uma criação realmente inovadora, a empresa praticamente não tem concorrência no início. Isso pode ser positivo do ponto de vista da procura, mas é necessário trabalho dobrado para preparar o mercado para o seu produto e gerar interesse e necessidade por ele. São diversos os exemplos recentes de inovações radicais, vamos citar alguns deles: Airbnb: uma plataforma de aluguel de hospedagens que facilitou e desburocratizou a relação entre anfitriões de hóspedes; Smartphone: um modelo de celular que praticamente aposentou os modelos antigos, por contar com funcionalidades de diversos aparelhos eletrônicos em um só; Uber: sistema de transporte privado que mudou a lógica do mercado nesse setor, ao gerar uma grande demanda de trabalho informal e proporcionar locomoção a custo baixo. Disruptiva Esse modelo pode ser confundido com a inovação radical. Mas a inovação disruptiva tem como identidade a criação de um produto e serviço não só inovador, mas que, consequentemente, desestabilize os concorrentes que antes o dominavam. Seja pela simplicidade, custo mais baixo ou ampliando o alcance de um público que antes não tinha acesso a esse produto ou serviço. O principal exemplo desse modelo é a Netflix, que expulsou a Blockbuster do mercado ao criar um serviço de mensalidade via streaming. Seu alcance é mundial, o custo para assistir filmes se tornou mais baixo e sem a necessidade de deslocamento. Hoje em dia, a crescente de serviços de streaming é evidente, mas durante anos a Netflix conseguiu prosperar e se consolidar no mercado sem grande concorrência. Tipos de inovação Agora você já conhece os modelos de inovação existentes no mercado. Esses conceitos podem ser aplicados a diversos tipos de inovação. A seguir, vamos listar alguns deles para auxiliar o seu negócio a realizá-los na prática. Inovação de produto A inovação de produto é uma das mais comuns no mundo dos negócios. Ela se dá, em primeiro plano, na criação de um novo produto no mercado. Após a sua criação, esse produto passa a trabalhar com a inovação incremental, acompanhando a evolução tecnológica e proporcionando novas funcionalidades. Citamos o exemplo dos smartphones acima, mas um outro exemplo de inovação de produto muito comum em nosso dia a dia é a televisão. Originalmente, foi um marco para a sua época e um avanço em relação ao rádio. Desde sua criação, ela passou a ter cores, serviços de TV a cabo, diversas tecnologias que melhoraram a qualidade da imagem, até chegarmos na Smart TV, que possui acesso a diversos serviços de streaming, além de contar com inteligência artificial. Inovação de serviço Já as inovações em serviço dizem respeito a criação de um novo serviço no mercado ou a implementação de um serviço já existente, com melhorias capazes de fazer a empresa se destacar frente às outras. Inovações em serviço tendem a trazer mais facilidade e comodidade para a vida dos clientes, agregando mais valor à sua experiência. Os serviços de delivery são um ótimo exemplo de inovação em serviço, que possibilitou mais facilidade para a vida do cliente, mas também ampliou o alcance das empresas. Aplicativos como o Ifood, mercados e até mesmo lojas de roupa vem adotando essa nova modalidade de vendas e expandindo imensamente suas vendas. Inovação de processo A inovação de processo pode dizer respeito tanto ao processo de fabricação de um produto, quanto na prestação de um serviço. Basicamente, essa inovação tem como objetivo o aumento da produtividade e a redução de custos. O principal exemplo dessa inovação é o Fordismo, modelo de processo produtivo criado por Henry Ford, no século 20, e que reinventou a produção de automóveis, passando a produzir em larga escala. Hoje em dia, diversas empresas também têm inovado de modo
Escuta Ativa: porque uma prática tão simples pode ter um grande impacto na empresa

Ter uma boa comunicação corporativa é um dos principais desafios que os gerentes e responsáveis pelo RH das empresas enfrentam. Pensando nisso, uma das formas de conseguir vencer esse obstáculo é praticando o que chamamos de escuta ativa. Mas você sabe o que é a escuta ativa? Apesar de parecer algo simples, muitas pessoas não conseguem estabelecer uma conversa com o outro sem se perder nos seus próprios pensamentos. Dessa forma, não ocorre uma conexão de fato com a outra pessoa e o diálogo não se torna eficaz. Para resolver esse problema e aproveitar melhor os diálogos, foi desenvolvida a escuta ativa. Com essa técnica é possível que os dois lados da conversa sejam beneficiados. Afinal, ele estimula o exercício de escutar, interpretar e estar atento ao que o outro tem a dizer. Acompanhe nosso artigo que vamos te mostrar tudo sobre a escuta ativa. UM PEQUENO RESUMO HISTÓRICO Primeiramente vamos falar sobre o aspecto histórico dessa técnica. Existem duas datas chaves: a primeira é em 1950, que seria o ano da sua criação pelos psicólogos Carl Rogers e Richard E. Farson. Mas apenas no ano de 1970 que o também psicólogo, Thomas Gordon, usou o termo “escuta ativa” pela primeira vez. Quando surgiu, o foco da escuta ativa era no meio familiar. Sendo que o objetivo era educar as crianças ouvindo as suas necessidades. Mas duas décadas depois, Gordon passou a ensinar líderes, vendedores e outros públicos a melhorarem as suas relações. Ou seja, se comunicando de maneira clara e efetiva. O QUE É ESCUTA ATIVA? No meio corporativo, a escuta ativa é uma técnica muito importante para estabelecer um diálogo entre interlocutor e ouvinte. Resumidamente, a escuta ativa é o ato de escutar atentamente o emissor, não só ouvindo de maneira literal, mas com todos os sentidos. Porém, devemos lembrar que realizar a escuta ativa não significa que devemos encher o interlocutor de informações. E sim demonstrar interesse enquanto o outro fala, de maneira sincera e genuína, estabelecendo uma conexão. É muito importante investir na escuta ativa, mas não no sentido financeiro e sim no sentido de trabalhar a técnica. Afinal, com a escuta ativa é possível melhorar as relações dentro da empresa e assim alcançar melhores resultados. É possível aplicar a escuta ativa em diversas situações dentro da organização: durante reuniões, ao receber um feedback, ao receber orientações, entre outros. São momentos que proporcionam ao gestor uma ótima oportunidade de melhorar o relacionamento com a sua equipe e resolver pequenos desentendimentos que podem ocorrer na empresa. QUAIS OS BENEFÍCIOS QUE A ESCUTA ATIVA TRAZ PARA A SUA EMPRESA? Agora que você já entendeu o que é a escuta ativa, deve querer saber como ela beneficiará a sua empresa. Né? Demos alguns spoilers no tópico anterior, mas agora vamos te explicar direitinho todos os benefícios. Além da escuta ativa, outras ferramentas são benéficas para melhorar o engajamento da equipe. Aqui no blog da MK já falamos sobre o Plano de Desenvolvimento Individual, que é ótimo para motivar os seus colaboradores. Você pode conferir o artigo completo clicando aqui. RELAÇÕES INTERPESSOAIS MAIS FORTES Não tem como negar que a utilização da técnica melhora as relações interpessoais entre os colaboradores. Ou seja, a empresa estabelece um ambiente que privilegia a conversa e todos acabam mantendo um relacionamento saudável. Além disso, é importante destacar que é possível aplicá-la com seus clientes. Ouvindo, de verdade, as suas dores e melhorando ainda mais a experiência com a empresa. MENOS CONFLITOS Apesar de não serem saudáveis, é quase que impossível manter as empresas totalmente longe de conflitos. Afinal, os colaboradores são seres humanos diferentes, com diversos pontos de vista e que precisam conviver juntos e se relacionar. Ao escutar, prestar atenção e entender o que o outro está falando, as falhas de comunicação e os mal-entendidos, consequentemente, diminuem. MAIOR PRODUTIVIDADE E ENGAJAMENTO O aumento de produtividade se explica por um motivo bem simples: colaboradores que compartilham seus pontos de vista e escutam as ideias dos outros com atenção, acabam produzindo mais e com maior qualidade. O engajamento também aumenta, afinal, um colaborador que sabe que é ouvido acaba se sentindo muito mais valorizado. MELHORA NO TRABALHO EM EQUIPE Por fim, ao gerar conexões reais, o trabalho em equipe fica mais forte. Afinal, as pessoas se sentem mais a vontade na hora de se unir para alcançar um objetivo em comum. COMO PRATICAR A ESCUTA ATIVA? Vamos te passar os principais pontos para praticar a escuta ativa da melhor maneira possível. Porém, antes de iniciar, vale lembrar que não é preciso opinar e responder tudo que o interlocutor falar, ok? Apenas prestar atenção de maneira genuína é uma das principais partes que compõem a técnica. Vamos lá? TENHA FOCO NO PRESENTE Devido ao turbilhão de tarefas e responsabilidades do dia a dia, é muito comum que os nossos pensamentos sejam acelerados, o que por vezes acaba desviando a atenção e o foco do assunto principal de uma conversa. Por essa razão, estar focado no que está sendo conversado é um dos pilares da escuta ativa. Quando perceber que se perdeu nos seus pensamentos, tente voltar ao foco o mais rápido possível. E, além disso, caso tenha perdido alguma informação, peça para que o interlocutor repita. Com o passar do tempo, essa tarefa se tornará mais fácil. SE INTERESSE Como falamos anteriormente, não é necessário opinar e responder tudo que o interlocutor falar. Se interessar e demonstrar esse interesse pode ser feito de diversas formas, não sendo necessário responder. Nesse momento a postura corporal, o olhar e pequenos movimentos de concordância farão todo o trabalho por você. TENHA EMPATIA Nos dias atuais é muito comum ouvirmos falar sobre empatia. Mas como praticá-la da melhor forma no ambiente corporativo? Tente entender o que está sendo falado e evite defender pontos de vista no primeiro momento. Pense nas possibilidades diante da situação, respondendo com imparcialidade a situação e demonstre empatia para que o interlocutor faça uma reflexão sobre o assunto. NÃO JULGUE O ato de não julgar
Aporte Financeiro: Dicas para aumentar a chance validar sua empresa

O aporte financeiro é um fator essencial para o desenvolvimento das startups. Muitas vezes, para que o projeto de empreendimento decole, é necessário um investimento, de forma que o modelo de negócio repetível e escalável se torne uma realidade. Contudo, para esta ação de fato acontecer, o trabalho é árduo, sobretudo na parte financeira de sua organização. Tudo precisa estar bem organizado para aumentar suas chances de investimento. Quer entender como organizar sua gestão financeira e se preparar para um potencial aporte financeiro? Venha conosco neste conteúdo. O que é um aporte financeiro? O aporte é uma contribuição financeira de uma parte (investidor) para outra (investido). Assim, empresa aportada recebe dinheiro em seu caixa para algum objetivo específico. Qual é a necessidade do Aporte Financeiro? O aporte possui finalidade de injetar capital para o fluxo financeiro de uma empresa. Pode se utilizar este dinheiro em variadas situações, desde pagamento de dívidas até investimento em um novo produto. Na realidade de contexto de startups, é comum que o empreendimento, em suas fases iniciais, não possua capital suficiente para executar seus planos e premissas por conta própria, ou ainda, necessite destes recursos para acelerar o seu crescimento. Assim, podemos entender que, para a startup buscar seu modelo repetível e escalável, o aporte financeiro pode ser um passo essencial. Em busca deste aporte, o dono da startup visa mostrar ao investidor que a sua empresa é um bom investimento, que apresenta alto potencial de retorno, e um risco relativamente baixo, dado este potencial. E para este convencimento, o financeiro é essencial. O papel do financeiro para o convencimento do investidor A área financeira da empresa, neste contexto, se torna muito importante para a negociação de aporte financeiro realmente acontecer. Sobretudo a avaliação de risco está muito conectada aos dados, comportamentos e procedimentos do financeiro como um todo. Uma área financeira que seja mal organizada, com dados poucos transparentes, sem documentação contábil em dia, ou com projeções irrealistas e pouco detalhadas, indica tudo aquilo que o empreendedor não quer demonstrar: falta de segurança no projeto e, portanto, maior risco. Portanto é muito improvável concretizar o investimento se o risco for grande demais ou o retorno incerto demais. Por outro lado, uma área financeira bem organizada apresenta maturidade e análises bem fundamentadas. Desta forma, o investidor reforça seu interesse, já que percebe um bom nível de gestão e uma equipe preparada para trazer o retorno desejado. Dicas para aumentar a chance de obter um aporte financeiro: Entenda quais são as potenciais entregas realizadas pela área financeira neste momento Mantenha a documentação contábil em dia No processo de avaliação de risco, o investidor em potencial busca ter o maior número de informações possíveis a respeito da empresa potencial. Para acessar e analisar estas informações, é realizado o processo de Due Diligence. A Due Dilligence é justamente analisar minuciosamente documentação e procedimentos, para encontrar ameaças ou potenciais prejuízos. A realização da Due exige um alto número de documentações e relatórios contábeis como um todo, e a própria qualidade dessas documentações consta na avaliação final realizada pelo potencial investidor. Logo, a Startup, precisa ter a Contabilidade em dia. Garantir que os relatórios contábeis sejam coerentes com a realidade é um trabalho conjunto entre seu escritório Contábil e o Departamento Financeiro: Conte com um bom escritório contábil ao seu lado, mas também se assegure que toda movimentação financeira possui a documentação adequada. Crie projeções realistas Para realizar o aporte, logicamente, o empreendedor necessita apresentar os seus planos, e a projeção de seu crescimento, caso a negociação seja bem sucedida. Neste momento, o empreendedor deverá apresentar uma projeção financeira dos próximos passos, apontando perspectiva de receita e despesas de acordo com o planejado. Neste momento de projeção, há uma armadilha comum: Na ânsia de apresentar resultados promissores e convincentes, a empresa pode criar projeções irrealistas ou incoerentes com o projeto verdadeiro da empresa. É necessário cuidar com esse tipo de ação. A falta de coerência na projeção pode acarretar na desconfiança na empresa e colocar por água abaixo toda a negociação. Ao criar uma projeção, garanta que os dados estão corretos, bem fundamentados e coerentes com o que, de fato, pode acontecer. Assim, além de um projeto promissor, o empreendedor também demonstrará controle sobre seu negócio. Determine previamente a aplicação do aporte financeiro No contexto de startup, o aporte financeiro visa um fim específico: seja a validação de hipóteses ou a busca de crescimento do negócio, o aporte se aplica para um determinado objetivo. O investidor estará interessado neste objetivo futuro. E sendo assim, ele também avaliará se há o compromisso em, de fato, aplicar o valor aportado no cumprimento das metas e projeções. Para isso, cabe à empresa demonstrar, detalhadamente, onde o aporte será alocado. Principais gastos, resultados esperados e em quanto tempo este capital será consumido são questões centrais na mesa de negociação e cabe ao Departamento Financeiro trazer isso de forma organizada. Conheça suas métricas Para uma boa gestão financeira, não basta apenas criar os dados ou ter eles registrados na planilha. É necessário Interpretar e entender estes dados. No momento da apresentação, normalmente feita no modelo de “Pitch”, o potencial investidor não apenas aceitará os dados, mas naturalmente, perguntará sobre dados, implicações e detalhes sobre as métricas apresentadas. Estude as métricas criadas, entenda suas consequências. Garanta que todos os dados financeiros estejam na ponta da língua, e demonstre esse domínio na mesa de negociação. Ao apresentar o domínio, a empresa prova, novamente, que seu planejamento é consistente e coerente, passando credibilidade ao projeto como um todo. Conclusão É importante ressaltar que as dicas apresentadas acima apresentam diversas vantagens além do momento da negociação para um aporte financeiro em si. Afinal, o motivo da organização e planejamento financeiro ser tão importante ao investidor, é justamente porque são sinais de uma empresa preparada para