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Terceirização de serviços em empresas de tecnologia

Segundo o IBGE, cerca de 22% dos trabalhadores formais são terceirizados e as perspectivas apontam que esse número só tende a crescer. Isso se deve, em parte, aos benefícios que essa prática traz para as empresas, desde economia de custos até maior vantagem competitiva. Mas apesar das diversas vantagens que essa prática pode trazer para as empresas, é necessário cautela na hora de optar pela terceirização de serviços. Isso porque esse modelo empregatício possui regras claras, previstas em lei, que se não forem analisadas minuciosamente, podem acabar gerando prejuízos às empresas. Portanto, para que você entenda melhor sobre todos os aspectos da terceirização de serviços, continue a leitura deste artigo! Vamos lá? O que é a terceirização de serviços? A grosso modo, a terceirização de serviços é o processo em que uma empresa contrata outra empresa para a prestação de determinados serviços.  Essa relação é feita através de um contrato de prestação de serviços. Desse modo, a empresa não possui vínculo empregatício com o colaborador externo, pois a contratação não é feita sob o regime CLT. Antigamente, o foco dessas contratações se dava para serviços de limpeza, manutenção e segurança. Mas, atualmente, é possível contratar profissionais autônomos e microempreendedores individuais para os mais diversos serviços. Vamos entender melhor essas mudanças no próximo capítulo. O impacto da Reforma Trabalhista (2017) na terceirização de serviços Junto com a regulamentação dos serviços executados via home office, por autônomos e  intermitentes, a Reforma Trabalhista evidenciou o principal ponto da Lei 13.429, chamada de Lei da Terceirização, aprovada em março de 2017: a contratação de funcionários terceirizados para desenvolvimento das atividades-fim.  Até então, a legislação indicava apenas que a contratação de terceirizados poderia ocorrer para “serviços determinados e específicos”, não determinando qual tipo de atividades poderiam ser realizadas pelos funcionários. Diferente do trabalho temporário, os funcionários terceirizados não devem subordinação às empresas contratantes dos serviços e por isso é uma opção comum aos profissionais do setor de TI.  A subordinação implica na justificação de faltas e obediência de ordens internas, como a realização de demandas não previstas no projeto. Um desenvolvedor terceirizado, por exemplo, é designado para executar determinado projeto em uma organização e não pode realizar outras funções.   Terceirização em empresas de tecnologia Nas empresas de TI e startups, a terceirização de funcionários que executam atividades-fim têm se tornado cada vez mais comum, exatamente pela dificuldade de contratação interna de trabalhadores com formação e conhecimentos avançados na área.  Em contrapartida, têm surgido no mercado vários negócios de outsourcing ou de serviços terceirizados, com profissionais especializados em nichos de tecnologia. A terceirização pode representar uma economia financeira para os empreendimentos de TI e, ainda, a possibilidade de contar com serviços de profissionais com maior qualificação de qualquer parte. Cuidados para não ocorrer reconhecimento de vínculo  Um cuidado que os gestores de TI devem ter ao admitir terceirizados é de não equiparar as atividades do terceirizado com outros trabalhadores da empresa. Para isso, é importante destacar que o terceirizado não é subordinado e não deve satisfação ao empregador no local onde presta serviços.  O problema é que, muitas vezes, alguns funcionários terceirizados passam a executar outras atividades além do determinado em contrato, o que a médio prazo pode configurar vínculo empregatício, que é caracterizado por: não eventualidade: continuidade da prestação de serviços; um exemplo, são ex-funcionários terceirizados que continuam realizando atividades para a empresa; subordinação: significa que o trabalhador deve cumprir com os horários da empresa, participar de reuniões e outras atividades obrigatórias aos demais funcionários; onerosidade: os terceirizados não devem receber a remuneração da instituição contratante, mas do negócio pelo qual prestam os serviços em outras organizações; pessoalidade: os funcionários com vínculo empregatício não podem ser substituídos eventualmente por colaboradores externos em suas funções, em caso de falta ou acidentes; já a organização terceirizada pode designar outro funcionário para executar as atividades. alteridade: implica na remuneração obrigatória dos trabalhadores registrados independentemente dos faturamentos da organização; os funcionários terceirizados não recebem o salário da empresa contratante.     Atenção: se alguns desses pontos são observados nas relações trabalhistas entre terceirizados e a empresa contratante, o terceirizado pode solicitar na justiça o reconhecimento de vínculo empregatício, para que seja registrado como funcionário direto da instituição Mesmo que a situação não seja tão comum, com a admissão de terceirizados para as atividades-fim é importante que as organizações tomem cuidado para não gerar esses vínculos, evitando processos judiciais.   Vantagens da terceirização de serviços Antes da Reforma Trabalhista, a maior parte das terceirizações de serviços se dava para atividades-meio, o que não impactava demasiadamente na qualidade e competitividade da empresa. Com a mudança, diversos colaboradores estão sendo contratados para atividades-fim, o que afeta diretamente nos serviços oferecidos pela empresa. Sendo assim, é muito comum que os gestores possam ter insegurança nesse modelo de contratação. Por esse motivo, vamos listar, a seguir, as principais vantagens da terceirização de serviços:   Diminuição de custos Em contratos sob o regime CLT, além do salário, as empresas precisam lidar com diversos encargos trabalhistas e com uma estrutura apta para lidar com possíveis processos, que são mais comuns nesse modelo de contratação. Com a terceirização, esses custos diminuem e a empresa possui mais liberdade financeira para destinar esses recursos para outras áreas, tornando-a mais competitiva no mercado.   Contratos flexíveis A flexibilização é outro fator vantajoso para as empresas, uma vez que permite ao gestor mais autonomia para contratos de curto prazo em determinadas demandas, sem que isso gere riscos ou prejuízos para a organização. Isso acaba tornando o negócio mais ágil, já que é possível se adaptar aos desafios e condições de um mercado acelerado, com a versatilidade que não seria possível em contratos via CLT. Maior foco nas principais atividades da empresa    terceirização também permite que a empresa possa voltar o seu foco inteiramente para a sua atividade principal. É o caso, por exemplo, de empresas de tecnologia que optam por terceirizar o seu serviço de contabilidade. Isso permite mais tempo para realizar planejamentos voltados ao desenvolvimento e aprimoramento de serviços,

Aprenda a utilizar a Matriz Nine Box para melhorar o desempenho da empresa

Um desafio constante para todo gestor de empresa é como melhorar o engajamento e avaliar da melhor maneira seus colaboradores. Neste ponto, a Matriz Nine Box entra como uma ótima ferramenta para gestão dos talentos. Mas o que é essa ferramenta? E como ela funciona? Acompanhe o artigo, vamos esclarecer todos esses questionamentos! O que é a Matriz Nine Box? Resumidamente, a Matriz Nine Box (em português: Nove Caixas) é uma ferramenta (muito) utilizada na gestão de talentos das empresas. Uma das grandes vantagens dessa estratégia é que ela ajuda a medir o desempenho dos colaboradores e, por isso, muitos empreendimentos a utilizam nos planos de carreira e sucessão. Vale destacar também que essa técnica auxilia na elaboração de planos de ação para desenvolver os funcionários com baixo desempenho. Por essa razão, tem sido uma forte aliada de líderes e gestores, vez que a ferramenta facilita a organização da força de trabalho, ajudando a extrair o melhor da equipe.   Como funciona? Para elaborar a Matriz Nine Box, os funcionários são divididos em nove grupos. Sendo que a definição dos grupos é feita conforme seu desempenho e seu potencial. Abaixo colocamos a Matriz para melhor visualização.     Conforme dispõe a imagem, a matriz possui dois eixos: Eixo do Potencial (vertical) e o Eixo do Desempenho (horizontal). A leitura é bem simples: quanto mais acima, maior o potencial e quanto mais a direita, maior o desempenho. Além disso, a matriz forma nove caixas, onde cada uma contempla uma característica. Isto é, cada caixa é tratada de forma separada. Em suma, ao realizar uma avaliação de desempenho o gestor normalmente analisa dois pontos importantes: Primeiro é avaliado o desempenho atual do colaborador. Depois o seu provável desempenho futuro (potencial de crescimento). Ou seja, a análise se refere não apenas à realidade atual da empresa, mas também a uma ”previsão” de desempenho. Por que utilizar o método Nine Box?   A Matriz Nine Box é uma ótima ferramenta para realizar a gestão de talentos. Afinal, o planejamento de sucessão é muito importante para as empresas se manterem competitivas no mercado. Em vista disso, a matriz se torna uma poderosa (e super útil) ferramenta para todos que desempenham suas funções na gestão de talentos ou ocupam um lugar de gerencia. Quais as vantagens do método? Essa ferramenta é um jeito simples para analisar o potencial e o desempenho dos funcionários da empresa. Ou seja, é uma maneira de melhorar o diálogo entre a equipe e a liderança. Nesse sentido, as múltiplas perspectivas presentes na matriz oferecem uma avaliação mais exata dos colaboradores. Além disso, o processo identifica a necessidade de desenvolvimento e transição dos funcionários. Vale destacar que ao realizar um Plano de Desenvolvimento Individual, a matriz também pode ser utilizada. Para finalizar, lembre que o capital humano de uma organização é um dos principais pontos de sucesso, sendo que, para garantir uma evolução considerável na organização, é necessário atrair e reter grandes talentos. Por essa razão, contar com uma ferramenta que ajuda os bons colaboradores a permanecerem na empresa de maneira produtiva e engajada é fundamental. Como fazer uma Matriz Nine Box? Depois de analisar todas essas vantagens, você deve estar curioso sobre como fazer a sua Matriz Nine Box, né? Explicaremos a partir de agora: 1- Criando a Matriz Você pode utilizar um software ou uma simples planilha do Excel. De todo modo, o que importa é que, independente do local escolhido, a matriz é montada com três linhas e três colunas da seguinte maneira: LINHAS: De cima para baixo. | A – Alto | M – Médio| B – Baixo COLUNAS: Esquerda para direita | 1 – Abaixo do esperado | 2- Esperado | 3 – Acima do esperado O potencial do colaborador está expresso nas linhas e o desempenho está nas colunas. Como resultado da construção da Matriz, temos nove quadrados onde os dispostos no lado superior direito tem maior potencial e desempenho. Em contrapartida, os situados no lado inferior e esquerdo são os que possuem potencial e desempenho relativamente mais baixos. 2 – Relacione linhas e colunas Nesta etapa, você deve preencher os quadros com os nomes dos funcionários da empresa. É importante respeitar o perfil de cada um nesse momento. Contudo, não esqueça da necessidade de registrar as seguintes legendas ao relacionar as linhas e colunas: A1: alto potencial e baixo desempenho – profissional enigma; A2: alto potencial e desempenho esperado – forte desempenho; A3: alto potencial e desempenho acima do esperado – alto potencial; M1: potencial mediano e baixo desempenho – questionável; M2: potencial e desempenho em nível mediano – mantenedor; M3: potencial mediano e desempenho acima do esperado – forte desempenho; B1: potencial baixo e desempenho abaixo do esperado – insuficiente; B2: baixo potencial mas atinge o desempenho esperado – eficaz; B3: baixo potencial e desempenho acima do esperado – comprometido Obs: muita atenção nesta etapa! Afinal, ela pode ser integrada a outros sistemas de avaliação de desempenho e, assim, trazer muito mais eficiência aos resultados das análises dos colaboradores. 3 – Métodos para avaliação Ainda referente ao tópico anterior, é necessário escolher uma técnica de avaliação que ajude a definir os níveis de potencial e desempenho dos colaboradores. Isso porque, o objetivo é medir e avaliar as qualidades de desempenho reais de cada funcionário. Nesse momento você pode usar o plano de desenvolvimento individual que falamos anteriormente, por exemplo. 4 – É hora de aplicar os resultados Depois que você montou, relacionou e avaliou a matriz, é hora de aplicar os resultados! Aqui é necessário relembrar os objetivos da aplicação do método. Exemplo: Para fazer algum corte na equipe ou escolher um novo supervisor? A verdade é que, independente do objetivo, a Matriz Nine Box vai revelar qual escolha é mais adequada. Mas não esqueça! Deixe sempre claro aos seus colaboradores que a avaliação está em andamento. Dessa maneira, eles poderão melhorar suas posições antes da decisão oficial. Conclusão Conforme dissemos ao longo deste artigo, a construção e aplicação da Matriz Nine Box